terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Comprei!

(porcarias).

Já faz duas horas. Não me apetece comê-las, mas tinha de as ter perto de mim. Pode ser k nao as coma. Apenas preciso de as ter aqui. Sei lá eu porquê.

(agora k vejo bem... parecia ser muito mais!)

Ah, ontem foi a reunião familiar. Foi a 1ª vez que posso dizer que correu bem. Não houve gritos, choros ou discussões.
Vou passar a fazer psicoterapia quinzenalmente.
Pais vão tentar confrontar mais quando acharem que não estou bem (ou seja, falando).
Eu vou tentar pedir ajuda de forma mais directa (ou seja, com palavras).
Continuo com a fluoxetina (nem sei para quê....)
Glóbulos vermelhos a mais. Colesterol elevadíssimo.
Consulta de endocrinologia marcada para a dra. Z. novamente (em janeiro).
Psiquiatra em Janeiro.


O pior da reunião:
- Mãe diz "A Inês é uma pessoa muito fraca. Vai-se abaixo com qualquer coisa que lhe digam ou façam" (entendo o que quis dizer, podia é ter utilizado outra palavra lol)
Ao que a psicóloga respondeu de forma a me defender: "Não me parece que seja uma questão de fraqueza. A Inês tem uma forma diferente de lidar com os seus problemas. Todos nós temos as nossas estratégias e esta é a da Inês." (foi kk coisa deste tipo).
Foi aki k eu, com um grande sorriso e voz ligeiramente mais elevada, disse à minha mãe: "tu tb utilizas a comida como forma de escape"- não me lembro das minhas próprias palavras, mas foi algo deste tipo).
Psicóloga não tira olhos e ouvidos da resposta da mãe.
Psiquiatra não tira os olhos de mim, com ar de espanto (ela entendeu perfeitamente onde eu quis chegar).
Durante esta pequena "discussão", pai permanece em silêncio.

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- Mãe diz "a Inês gosta muito de miminhos" (eu sei k sou infantil para a minha idade... escusavas é de me envergonhar lol)
Psicóloga e psiquiatra: *risos*
Eu (envergonhada): "E quem é que não gosta?" (tentativa de menosprezar a minha infantilidade)
Mãe: "Toda a gente gosta, mas eu acho que com a tua idade não precisava de tantos mimos"
Psiquiatra: "A Inês precisa de saber que não precisa de ficar doente para ter esses mimos"


Além disto, a psiquiatra esclareceu dois pontos importantes, tais como:
- Esta "bela" relação com a comida vai estar sempre presente na minha vida. Uma vezes conseguirei dar a volta mais rapidamente que outras (tão verdade...)
- Desconfiar do que digo/faço não é sinónimo de não confiar em MIM, mas sim de não confiar no meu lado doente (exacto!!!)
- Aumentar de peso drásticamente é tão mau sinal como perder peso (AMEI!)

E pronto. Neste momento estou a fingir que estudo. Amanhã tenho ficha de estatística (acho que nem sabem, mas enfim). Provavelmente apareço lá, só para ver a estrutura.
É tudo por hoje.
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2 comentários:

*Star* disse...

que aventuras se têm passado!
desculpa a minha ausencia nos ultimos tempos, mas ando cheia de trabalhos, que são para entregar na proxima semana...

uma coisa apanhei disto tudo: a psiquiatra está mesmo do teu lado, compreende-te e tenta fazer-te sentir mais normal.
sei o que estou a falar, porque eu também preciso muito disto, de não me sentir assim tão fora do normal...

espero que agora com o apoio das pessoas consigas aos poucos melhorar a tua relação com a comida! ;)

beijinho

Anónimo disse...

mete no correio e eu como lol
Diana