sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Normalidade

Sinto-me cada vez mais perto da normalidade e isso deixa-me muito aliviada. A alimentação está normal (digo normal porque não penso nela e o peso anda mais ou menos na mesma, subindo aos poucos-47.7).

Estou doente outra vez. Mas desta vez nada de vómitos. Sinto-me sem apetite, mas nem me atrevo a ceder a isso. Como e pronto.

Pintei uma moldura para oferecer à mãe do rapaz no Natal. Não é que ela mereça, mas pronto (já conto). Comecei a fazer um xaile para avó dele, que merece tudo. Ainda não sei o que oferecer ao avô, que também merece tudo.
Porque é que a mãe dele não merece? Porque consegue deixar-me com a sensação que não somos bem-vindos para comer em casa dos pais dela (onde ela vive também). Na quarta-feira, depois do almoço, a avó dele fartou-se de falar da filha (mãe dele) e nem uma coisa ela disse de bom. Eu fiquei na minha, com vontade de abraçar o rapaz (acho k já percebi o porquê de ele sufocar tanto, de ter tanta necessidade de carinho). Ontem, à hora de almoço, insisti com o rapaz para irmos dar um beijinho aos avós. Acabámos por ficar a almoçar lá, por insistência da avó dele, um amor de senhora. Já a mãe dele, quando chegou, fez questão de demonstrar que estávamos a mais. Segundo a avó dele, a mãe diz que "não está tempo para dar de comer a ninguém". Credo. Com uma mãe destas, até eu seria marada da cabeça (eu também sou, mas finjamos que não sou).
O rapaz só ficou chateado quando se apercebeu que eu e avó tínhamos ficado chateadas (ou ele é tapadinho e não percebe o que a mãe faz ou então o mecanismo de defesa dele consiste nisso mesmo, "ignorar").
Ainda há pouco, fomos lá a casa, dar uma beijoca aos avós dele. A avó, mal nos viu, pediu logo desculpa pelo comportamento da filha e insistiu para que eu não ligue às parvoíces da filha, porque tal como disse o avô dele, "a casa não é dela".
Se fiquei chateada? Fiquei. Não por mim, porque é-me indiferente se a mulher vai com a minha fronha ou não, não tenciono viver com ela (vá, indiferente não é, porque preferia que toda a gente se desse bem), mas pelo rapaz. É a mãe dele...
De qualquer das formas, se amanhã eu me sentir melhor da constipação, vou ali atrás e convido a mulher para irmos dar uma volta ou para vir aqui (estou na casa do rapaz, que é bem perto da casa dos avós). Apesar de não concordar como ela trata o próprio filho, acho que a consigo compreender minimamente. A mulher nunca conheceu o verdadeiro pai (o avô dele não é avô de sangue), o homem lixou-se para ela. Além disso, foi mãe aos 15 anos. Não é desculpa, mas é compreensível que aquela cabeça não regule bem. Imagino que não deve ter sido fácil, tanto que quem criou o filho dela (o meu rapaz) foi a avó e não a mãe. Gostava realmente de conversar com ela, ver se me interessa uma aproximação. Além disso, segundo a avó dele, ela não gostava nem da ex-mulher dele nem desta última namorada, mas engraçou comigo (daí o tal telefonema, a nos tentar reunir quando eu e ele discutimos). Se a coisa resultar, fixe. Se não resulta, temos pena. Mais perde ela, porque eu não vou deixar de ir à casa dos avós dele por causa dela. Sou muito bem tratada lá e os donos da casa insistem que lá vá. Ela que se amanhe.

Credo, eu escrevo sempre gandas testamentos... enfim. Vou navegar um pouco, adiantar o jantar do meu menino (e meu, claro) e depois vou dormir um pouco, para estar mais arrebitadita quando ele chegar (isto de estar doente é lixado).
Beijinhos a todas!
E cuidem de vocês, vale a pena :)

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Felicidade (estranha?)

Desde ontem que me sinto em paz comigo mesma e felicíssima! Ando a distribuir sorrisos e beijinhos por todos os que me rodeiam :P
Sinto-me feliz e voltei a estudar com gosto. Peso? 47kgs. Mas vou recuperar, vão ver :)
 A avó do rapaz convidou-me para passar o Natal na casa da tia dia (que desconheço), onde passam sempre. Em princípio iremos jantar lá com a família dele (24) e almoçar na minha casa, com a minha família (25).     Começo realmente a achar que o rapaz até gosto verdadeiramente do rapaz.


domingo, 4 de novembro de 2012

ai...

Ontem o rapaz resolveu fazer o brilhante comentário: "estás a ficar com celulite!". Volta e meia faz comentários sobre o meu rabo, pernas e peito (não se cansa de dizer que estão maiores), mas ontem aquele caiu-me muito mal. "Hás-de pagá-las", pensei (ou seja, foi emagrecer e a culpa vai ser tua, não minha). Logo em seguida, respondi a mim mesma "Quem as paga és tu própria, mais ninguém". 
Cheguei a casa e, pela primeira vez desde há uns tempos, voltei a sentir nojo e a achar-me gorda (ou não magra o suficiente, como preferirem). Deitei-me a choramingar, a fazer cálculos de calorias do dia (menos de 1000) e com fome. Antes de adormecer, pensei na desculpa arranjar a mim mesma e a vocês por me deixar levar, mas antes de escolher uma lembrei-me que a psicóloga me deu um mês à confiança. Se quando lá for tiver emagrecido, ela vai achar que é por me ter dado espaço. E isso irrita-me, porque não seria a razão (ou se calhar até seria e estou a evitar admitir). 

Hoje acordei bem disposta e fui-me pesar. Irritei-me quando vi 48kgs. Como é que é possível, se na 6ª  tinha 47.2 e ontem nem 1000kcal ingeri? Fui tomar o pequeno-almoço e agradeci por ter visto os 48. Porquê? Porque era suposto estar na casa dos 46 e descer 2kgs dá muito trabalho mental. Assim, prefiro voltar a pensar de forma mais racional e pensar que foi uma partida da minha cabeça, mais nada. 

Tenho mesmo de aprender a lidar com a frustração de outra forma. Vou tentar falar com ele e pedir para não dizer nada parecido enquanto estou nesta fase de recuperação. 
O chato é que eu acho que eu ligar a isto é ser fútil e parva. Mas eu ligo, portanto tenho de admiti-lo e mudar o que não gosto.  Voltar a adoecer é que não, não quero mesmo. 

Mas estou desconfiada comigo mesma, acho que a cabeça anda outra vez a pregar-me partidas. Espero conseguir resistir à tentação. Mas sim. Adorava emagrecer sem adoecer. Lol. 
Vejamos no que osto vai dar.

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

HEY :D

A minha net continua lentíssima, daí a minha ausência por estes lados. Além disso, o tempo que um dia me disponibiliza não ajuda. Porque é que os dias só têm 24h?? Deviam ter pelo menos mais 4h. 2h para dormir (eu sem dormir não funciono) e o resto para extras...mas como isso não é possível, cá ando eu numa de tentar não stressar com a falta de tempo e "surpresas" do dia-a-dia (doenças, visitas, vontade de não fazer nada útil, etc etc).

Na 2ª feira tive consulta (Fui com o rapaz :D). Correu lindamente e ando com a sensação que ela me despacha um bocado. Não o faz, acredito que não o faça. Talvez eu ache isso porque sinto que ela me acha melhor e não está tão preocupada e isso assusta um bocadinho, não ter a preocupação dela. Mas isto sou eu a ser parva e a dramatizar, como "gosto" de fazer. Perdi 200g desde a outra consulta. Ela não se importou. Eu achava que tinha aumentado, porque andava a comer muito (agora sou a "comilona" da casa, raramente não repito o 2º prato). Nada de compulsões, mas no fim-de-semana exagerei nos doces (que não tocava desta forma havia muiiiito tempo) porque foram dias de festa e isso ainda me faz confusão. Mas enganei-me e afinal perdi peso. Tema da consulta? Relações sexuais (tema puxado por mim), o estupor, o coiso e o meu rapaz.
Continuo a achar que ela está grávida.

A noite de 4ª para 5ª foi passada em branco, cheia de vómitos e de calor. Depois do irmão a namorada do estupor ter pegado uma virose às 3 irmãs, à mãe e ao namorado da mãe, foi a vez da irmã mais velha (a namorada dele) apanhar a coisa. Passou-lhe a ele (estupor), que passou ao meu pai, que me passou a mim. Fartei-me de gozar com todos (incluindo cunhado e sobrinha, que também já foram afectados pela coisa) e depois lixei-me. Acordei e fui logo vomitar. Dei explicação ao André (despaxei-o mais cedo) e à Adriana (quase nada, ia-me vomitando à frente dela lol) e cancelei as da tarde. À hora de almoço, mentalizei-me que tinha de comer (o medo de perder peso e gostar é gigante, juro-vos) e entrei na cozinha. Senti o cheiro da caldeirada de peixe e só tive tempo de fugir para a casa-de-banho para vomitar. Saí da casa-de-baho, voltei à cozinha, agarrei uma banana e em ice tea engoli aquilo tudo a esforço, mas saí de lá a sentir-me vitoriosa LOL
Voltei para a caminha e acordei quando o rapaz apareceu lá em casa. Trouxe ervas que tinha para lá e outras que pediu à avó, trouxe limão e pediu à minha mãe para me fazer um chá com aquilo tudo (eu odeio chá, mas ele obrigou-me a beber aquela bosta até ao fim - eu sei, seu sei... chá faz bem...). Trouxe também línguas de gato e bolinhos de canela para beber com o chá. Por incrível que pareça, consegui comer alguns :D Quando me viu naquele estado (pré-vomitanço), foi à farmácia e trouxe cenas para aliviar a indisposição. Eu podi continuar a descrever a tarde, mas acho que basta dizer que ele foi super querido comigo, parecia que me podia partir :)
Jnatou cá, a minha mãe convidou-o. Eu não gostei lá muito, porque estava com uma vontade enorme de me deitar, mas ele aceitou e eu lá fiz o sacrifício de me sentar à mesa. Mal puseram a comida à frente, tive de fugir. Pedi desculpas e fui para a cama. Depois de jantar, ficámos mais um pouco de conversa e ele bazou.

Hoje sinto-me como nova, outra vez :D perdi 1kg desde ontem, mas não quero manter, tenho de subir antes que me habitue. Hoje ainda custou comer, mas já correu melhor que ontem e amanhã será melhor ainda.

O professor de estatística, na última aula, perguntou porque é que ainda não tinha feito a cadeira, uma vez que já me conhecia de outros anos. A gaguejar, respondi que "fico doente" ou "desisto a meio". Ele respondeu com um "ahhhh mas nunca foi a nenhuma frequência nem exame, pois não? É que tem tanta facilidade em perceber isto que não me fazia sentido nenhum ainda cá estar! Mas deixe lá, continue assim que vai ver que passa sem dificuldade". Fiquei toda orgulhosa de mim mesma, mas o ego ficou lá mesmo em cima quando o professor, no fim da aula, começou a explicar o 1º exercício da ficha, onde o resto da turma tinha bloqueado. Eu já ia para o último exercício :P
(Não liguem, eu fiquei tão babada que tenho de contar isto a toda a gente lol sabe-me bem sentir que afinal não sou tão estúpida e anormal como acho lol)

Quanto às explicações, estou algo desmotivada. O André veio-me com negativa a matemática. Pu-lo a fazer aqui à minha frente e acertou. Hoje fez teste de história. Diz que saíram os limites da Península Ibérica (que batalhámos um bocado nisso na última explicação) mas que não se lembrou.
"Oh André... então quantos eram?"
"AH! am... Glup... acho que eram 3..."
"Pois! E quais eram? Era um oceano..."
"atlântico!"
"Claro! Era um mar..."
"Mediterrâneo!
"Pois! E era outra coisa..."
"OS PIRINEUS!!! óh! Mó! Porque é que eu sou assim?"

E pronto. Acho que me deve trazer outra negativa. Não me psso chatear muito, os testes dele do ano passado vinham em branco, agora já não. Mas continuam a ser negativos e ele assim chumba... enfim.
As miúdas do 9º ano têm teste de história na 2ª e amanhã têm uma festa que dura o dia e a noite. Começaram hoje a estudar. E só voltam a estudar domingo. E só à tarde, porque de manhã têm de dormir. Será que sou eu que sou muito exigente e acho que isto de festas em tempo de testes é absurdo? Principalmente em crianças com difciculdades? Eu obriguei-as a virem cá domingo, mas duvido que tirem positiva a estudar de véspera. Ah, e têm teste de matemática na 6ª. Ou seja, os meus 5 dias livres para estudar para estatística já se foram à vida. Porque elas têm festas e não podem abdicar delas. Bah. Mas eu tenho de ajuá-las a ter positiva, senão os pais andam a pagar para nada. Além disso, faz-me sentir uma bosta quando têm negas...

Resumindo:
O que está bem: Alimentação, cabeça, vida social, familiar e amorosa
O que está menos bem: ansiedade (exageradamente elevada) por achar que não consigo fazer tudo o que deveria fazer

Notas: voltei a pintar em madeira e aprendi a fazer croché. Hei-de tirar fotos para partilhar com vocês.
Beijinhos!

p.s. não consigo aceder a quase nenhuns blogs :(