segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

No bom caminho

Peso mínimo alcançado.
Possível alta de psiquiatria a 20 de Março de 2014.
Explicações com o menino de 8 anos a correr lindamente, já há progressos.
Relação com o rapaz no bom caminho, mesmo com chatices de vez em quando.
Mestrado não muito bem.
Alimentação normal (creio).

Próximos objectivos: 
-arranjar emprego
-manter/aumentar pouco o peso
-evitar neuras
-enfrentar problemas em vez de fugir ou ¨deixar andar¨
-RELAXAR




segunda-feira, 11 de novembro de 2013

S. Martinho

Hoje farias 91 aninhos. Certamente, eu teria feito um bolo, um pavé e uma torta de claras. A tua filha teria feito uma carne assada com castanhas e a tua esposa teria assado e cozido doses industriais de castanhas. Teríamos relembrado os teus 3 netos do teu aniversário e teríamos todos feito uma jantarada em tua casa. Tenho também a certeza que irias soprar as velas antes do tempo, esboçando um sorriso malandro. E o teu neto mais novo teria reclamado "não como esse bolo" porque terias sentido tanto entusiasmo a soprar as velas que lhe terias acrescentado uma nova decoração.

Avô. Não sei explicar as saudades que tenho tuas, não encontro palavras para descrever o que sinto. Será uma mistura entre dor e nostalgia, acredito. Dor por não te ter cá, nostalgia por relembrar o quão bom avô foste para mim. E, quando a dor aperta, é fácil transformá-la em nostalgia: fecho os olhos e tento ouvir-te chamar por mim. "Oh gatiiiiiiiiinha". E torna-se impossível não esboçar um sorriso ao relembrar o teu tom de voz e o teu sorriso maroto cada vez que me chamavas assim.
Não tenho mais palavras a acrescentar, é-me impossível transformar em palavras tudo o que sinto por ti, tudo aquilo que foste e tudo aquilo que sempre serás para mim. Neste momento, ocorre-me apenas uma palavra: amo-te. E amar-te-ei até ao fim dos meus dias.
Avô, meu querido avô.

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Mestrado

Entrei no mestrado, não sei se já referi aqui ou não. Entrei na primeira opção, embora não saiba exactamente as saídas profissionais envolventes, apenas tenho uma ideia. lol. Mas parece interessante e sei que, se estiver disposta a isso, irei adorar. Também já consegui ultrapassar a terrível fase da escolha das unidades curriculares optativas. Custou, mas foi. Cá está mais uma característica minha a trabalhar: indecisão (com base em medos absurdos do desconhecido).

Doei sacos de roupa de há 14 anos atrás (e mais recentes também, claro).
Vamos lá ver se resulta esta tentativa de deixar a dependência do passado.
Não sei quanto peso, quero ter mais peso e, ao mesmo tempo, ter perdido. Não consigo avaliar o que ando a comer conjuntamente com a actividade física que tenho, não sei se ando a ser parva ou não. Se calhar até ando, porque para não saber logo que não ando, é sinal que deve haver coisa aí... nervos.

Consulta adiada novamente, mea culpa. Aliás, culpa do professor. whatever. Apetece-me falar, quero muito pôr-me na linha, mas sinto-me um bocado desorientada... Merda de dependência, nem o cacete.

Os meus pais estiveram cá 3 dias, correu tudo bem. A mãe andou a passar os olhos e os dedos em tudo e a dar opiniões. Não faz mal, uns diazitos aguenta-se bem. O pai andou a pôr candeeiros e lâmpadas e a arranjar coisitas que nós não conseguíamos. Típico :)

Dói-me a garganta, acho que ando a chocar uma.
O rapaz não consegue ter um horário definitivo, coitado. Trocam-nos sempre as voltas.
Isto está por tópicos novamente, mas tenho desculpa. Tenho sono.

Preciso mesmo de ter umas consultas com a filipa. Preciso de umas orientaçõezitas, sinto-me confusa e desorientada. Nada de grave, mas assusta.

Gosto da faculdade e, até agora, dos profs. (apesar de só ficar com um dos três que conheci, porque mudei de optativa lol). Não sei se estou motivada ou não, ando com demasiado sono para perceber.

Bem, vou relaxar um bocadinho e despaxar-me para uma bela cafezada com "a outra sara".
Fiquem bem!
**


terça-feira, 10 de setembro de 2013

Tudo para o lixo :)

Antes de vir morar para cá, resolvi que seria para mudar de estilo de vida. E o primeiro grande passo foi desfazer-me de um dos meus grandes "just in case".
Lâminas; frascos de comprimidos para emagrecer; caixas de laxantes; mil e quinhentos relatos de pré, durante e pós-internamentos; marcações de consulta; papéis e mais papéis; ofertas de enfermeiros e doentes. Tudo para o lixo. Ainda penso nisso, com certo receio, mas sinto-me confiante. Afinal de contas, se tudo correr mal novamente, que tal tentar uma nova abordagem? Se isto não resultou, parece-me sensato procurar outras alternativas.

O mesmo se trata do peso, maria inês... deixa-te de desculpas e não percas para aumentar. Aumenta e pronto! O que é de tão mau pode acontecer??

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quinta-feira, 5 de setembro de 2013

(fisicamente) exaustaaaaaaaa!

Ontem entrevista correu bem, passei à fase seguinte: formação sem compromisso.
Deitei-me às 2h, levantei-me às 6h para entrar na formação às 9h30. Pequeno-almoço às 6h30. Fartei-me de andar, subir e descer escadas. Sentei-me apenas para almoçar (uma bifana pequeníssima snif com mostarda e 1 ice tea). Fartei-me novamente (e mais ainda) de andar. Regresso a almada perto das 18h30 para teste. Passei e querem que fique, pelo menos à experiência. Foi muitíssimo fixe. Folga ao domingo. O rapaz folga à segunda. Só nos veremos à 1h da manhã todos os dias (menos ao domingo e à segunda, claro), porque quando me levanto ele fica a dormir.

Se ficar, adeus mestrado. Se for po mestrado, impossível este emprego. E as consultas? Terei de pedir o favor de poder ir "ao médico". Nada agradável, mas nem há outra hipótese, se ficar. Deixar de ter consultas assim do nada seria o mais irresponsável a fazer.

Dormi quatro horas, comi pouquíssimo (acabei de comer sopa -consistente! com muita batata e massa- e tou de volta de bolachas maria com manteiga) e andei kilometros. Se me tivesse pesado ontem e me fosse pesar amanhã, certamente teria perdido 1kg ou mais. Amanha deveria levar sandes, mas não tenho pão em casa. Não contava chegar a casa tão tarde, já está tudo fechado. E amanhã, às 6h da manha, nao me parece que haja alguma coisa aberta.

Gastei 6.50euros em transporte. Mais 4 em comida. Mais 3.80 em tabaco. Mais 3 em pastilhas, café e água. Yey me! Amanha (se decidir ir em frente) serão mais 6.50 em transportes e mais uns 5 em comida.

Não sei que faça. Mestrado ou trabalho? E será o mais indicado? Manter ou aumentar o peso vai ser extremamente difícil... terei de comer muuuuuuuuuuuuito mais. Serei capaz? Sou. Mas quero? Diria que sim, mas nunca sei. Por vezes engano-me a mim própria.

Estou exausta. O rapaz deve sair outra vez tarde. Vou navegar um pouco, comer mais e dormir até ele chegar. Depois acordar, decidir com ele entre mestrado e emprego, tomar banho e dormir. Estou cansada, mas sinto-me tão, tão bem por dentro... Conviver faz-me bem. Mas, lembrei-me agora, e nós? Iremos os dois, ou melhor, a nossa relação, sobreviver a nem um dia por semana juntos? Só com 1h de convívio por 5 dias (de madrugada) e umas 3 ou 4 por 2 dias? God. Temos de falar mesmo...

Beijinhos!!!!

terça-feira, 3 de setembro de 2013

buuuuuuu!

Candidatei-me a dois mestrados, um com 5 e outro com 3 vagas. Não faço ideia se ficarei ou não.
Amanhã tenho uma nova entrevista, desta vez em almada, para full-time... talvez nao seja a melhor escolha tirar mestrado e trabalhar a tempo inteiro, mas não vou pensar muito nisso, nem sei se fico com o emprego nem mesmo com o mestrado, portanto não posso ficar de braços cruzados.

O rapaz hoje foi para outro restaurante (igual, mas mais perto de casa e maior). Não está nada contente com isso (suponho porque no outro era chefe e neste nao), mas eu até estou. Tem menos cargo em cima e VEIO A CASA ALMOÇAR!! Soube-me tão bem tê-lo em casa à hora de almoço que nem vos passa pela cabeça!!

Tenho uma nova companhia cá em casa: uma tartaruga bébé :D oferta da minha mana. Sugestões para nomes? O rapaz só sugere os nomes das tartarugas ninja... se calhar faço-lhe a vontade :)

Sinto-me relativamente bem, embora ache que tenho de incentivar mais o rapaz a falar. Volta e meia responde num tom agressivo e, quando demonstro desagrado, fica meio que amuado. A coisa acaba sempre por ser passageira, mas vou tentar que fale mais sem que se aperceba que estou a puxar por ele, senão responde-me com um "Para quê falar, para dizer merda?" novamente.

Quanto à alimentação... não sei que diga, não percebo se estou a agir bem ou não. Bom, revendo a ementa do dia, hoje até foi bom. Convém é ir jantar, depois disso terá sido um dia bem bom :)

O que mais me preocupa neste momento? Despesas, despesas e mais despesas. E eu aqui, a olhar para isto tudo sem puder ajudar em nada. O rapaz precisa de ajuda, tenho de o tirar deste tipo de empregos o mais depressa possível...

Não me ocorre mais nada para dizer e a minha escrita está cada vez pior, falta-me a paciência.
Beijinhos, beijinhos!


sábado, 31 de agosto de 2013

Nope

Não consegui o emprego, mas não foi surpresa, na própria entrevista percebi isso. Eramos muitos e eu era a mais nova e a única sem experiência na área... previsível. Fiquei foi algo chateada por ter gasto 10 euros para ir lá, mas enfim, parada não posso ficar.

Ontem à tarde a coisa piorou, voltei a sentir-me sozinha. Para melhorar a coisa, o rapaz não saiu à tarde, saindo só às 11h e tal.
São 9h30 e já foi trabalhar. E eu? A tentar não pensar que será mais um dia enfiada em casa, sem ver ninguém. Sim, posso sair, sim, posso ir passear. Mas andar aqui às voltas não me parece o mais indicado (nem interessante).

O rapaz anda cansadíssimo e um bocado irritadiço, o que é compreensível, mas nada fácil de lidar. Fico o dia inteiro à espera destes bocadinhos... mas não o posso julgar, compreendo perfeitamente. Além de que eu própria me sinto chata.

Não sei que fazer à minha vida. Tenho até dia 4 para me inscrever no mestrado, mas não sei se quero, vou continuar dependente de toda a gente. Mas emprego está difícil. Bah. Hoje apetece-me ficar bem quietinha... no meu canto.

**

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Entrevista e dia mais positivo

Ontem deitei-me com o pensamento de que hoje não me iria abaixo com ontem. E, realmente, o querer tem muita força. Pode não ser tudo, mas tem, certamente, muitíssima influência. Não fiz nada de especial, nada de muito útil, mas a cabeça está mais focada em me manter no caminho certo. 

Dormi bastante de manhã (coisa que andava a precisar) e consegui descansar umas boas horas sem acordar sobressaltada, porque "não posso ficar tanto tempo sem fazer nada de jeito". 
Uma das primeiras coisas mais decentes que fiz foi enviar mil e quinhentos cv's. E um deles deu resultado quase imediato: entrevista amanhã em lisboa, para part-time das 18h/22h. Seria fantástico, uma vez que poderia conciliar com um mestrado, também ele em Lisboa, preparando o meu futuro (mestrado) sem esquecer o presente (emprego) e, consequentemente, evitando depressões, recaídas e sentimentos de depência e culpa. 

Um aspecto que ainda tenho de trabalhar é no tipo de alimentação que ando a levar. Nível calórico? Bom (suponho eu, porque não ando a fazer contas YEY ME! - ou não, sei lá). Nível nutritivo? Baixíssimo. Porquê? Porque "aborrece cozinhar só para mim", logo, junk food ao máximo. Preciso seriamente dar a volta à coisa e cuidar mais da minha saúde. 

Posto isto, e resumindo, é nítido que ainda tenho um longo percurso pela frente, mas já estive mais longe de alcançar a maturidade. É só quereres, Inês. É só quereres :)

Tenham um resto de bom dia ! 
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quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Ataque de choro

Vá-se lá saber porquê....

:D

O meu objectivo de ter mínimo de 48 até ao final do ano parece-lhe ilusório, porque não o posso controlar. Percebo o que quer dizer, que não é por decidir que vou estar bem até ao final do ano que isso irá acontecer e sim falando sobre os medos e tentado encontrar alternativas e blá blá blá. Mas uma coisa que eu posso mesmo controlar é o que como e o aumento ou não do peso, não? E eu quero mesmo dar um fim a esta história de uma vez por todas. Sem pressas, fantasias ou parvoíces, claro. Isto já não me faz sentido (faz, mas não faz) e já estou cansada. É verdade que sinto um medo enorme do que aí vem, do desconhecido, e a alta apavora-me. Mas já me sinto capaz de enfrentar esse medo, pelo menos é o que sinto. Já me sinto ridícula por certas atitudes e por certos pensamentos que tenho, já não faz sentido!
O medo é gigante, mas não é mais forte que eu. Mais forte que esse medo é o sentimento de tristeza por todos os anos que desperdicei, as festas que perdi, a juventude que mal me permiti ter, os desgostos que dei e a dor que provoquei, quer a quem me ama quer a mim mesma.
Já chega, cheguei ao ponto de viragem. É desta. :)

p.s. 46.7

terça-feira, 27 de agosto de 2013

YEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEY!!!!

Só boas notícias!!! A mais recente: AMANHÃ TENHO CONSULTAAAAAAAAA!!

"Foste a primeira a quem liguei!" Que querida :P Vou ter de madrugar mais uma vez (pelo menos hoje posso dormir mais meia hora, até às 6h30), mas até nem me importo muito :) Ai que fixe!!!!! :DD

Outra novidade: Já tenho a sala e o quarto praticamente mobilados!! Aliás, os móveis só chegam daqui a um mês, mas vá... não sei se vos falei do resto da casa, mas já tinha muita coisa, por exemplo, já tinha fogão, frigorífico, máquina lavar, móveis... uma das casas de banho também tem tudo, só acho que estão em mau estado. Mas com o tempo, a coisa muda-se :)
Já tenho uma bela de uma orquídea e uma outra planta verde cujo nome não faço ideia.
Tenho de tirar umas fotos à casa e partilhar por aqui hehehhe

Os meus pais (e cães) estiveram cá em casa entre sábado e ontem à noite. Gostam da casa e parecem-me entusiasmados em vir cá ajudar a pintar e tratar das coisas :D

O meu rapaz é lindo e fofo e anda exausto. Trabalha entre  12h (nos dias bons) e 15h por dia, 6 dias por semana (folga um só dia). Não sei como aguenta, eu já tinha ido parar ao hospital. É que nem é um trabalho simples, ele fica o tempo todo em pé, a correr de um lado para o outro. Chega a casa por volta da meia-noite, come-se, vê-se tv, deitamo-nos entre a 1h30 e a 2h30 e às 8h está a pé novamente. E nos dias de folga é para levantar cedo, porque é o único dia que temos para tratar de tudo o que seja preciso. Enfim, o nosso objectivo é juntar dinheiro, pagar o carro (faltam 2 anos, acho eu. ou menos), tirar o mestrado (eu) e depois escolher um local onde assentar definitivamente (ele quer muito Faro e eu vou para onde ele quiser, quero é estar com ele. Mas sim, Faro também soa muitíssimo bem).

Ontem andei a ver mestrado no iscte. Fui lá pessoalmente e depois vi as "cadeiras" em casa. Sinceramente até fiquei com vontade de o tirar agora... mas amanhã falo com a filipa. YEYYYYYYYYYYYYYY Que eternidade!! AI MEU DEUS, EU TOU GORDA!!!!! ESQUECI-ME QUE ENGORDEI!!!! Bah. lol. A sério, aumentei muito, de certeza. Tenho-me obrigado a isso. Tremo depois de comer doses beeeem maiores, mas evito pensar, porque tem de ser. Isto tudo assusta pa cacete, mas já está na hora. Não sei quanto peso, não me peso desde a última consulta com a sónia porque não quero ter balança em casa, pelo menos por enquanto. Mas sei que desde a consulta perdi peso (devia andar pelos 44/45) e agora recuperei, devendo andar pelos 47. Só não quero ter os 48 amanhã, acho que tenho um ataque de panico lol. Sim, eu sei o que significa, mas amanhã nao... talvez na próxima consulta já me sinta capaz. Não, não estou a arranjar desculpas ou a adiar assim sem intenção de cumprir. Eu vou alcançar os 48 ainda este ano. Mas alcançar mesmo, não é ter hoje e amanhã já não ter.
E tenho dito :)

P.S. o rapaz tem um certo medo da minha mãe AHAHAHAHHAHAHHAHAHAH

sábado, 17 de agosto de 2013

QUE TÉDIOOOOOOOOOOOOOOOO!!

Começo a deprimir de ficar tanto tempo em casa..........................................................................

yellow!

Como hei-de eu algum dia ser feliz se não faço a mínima ideia do que pretendo para mim? Acho que me ando a enganar, acho que não é isto que quero. Mas, por outro lado, não faço ideia do que quero, e parada, à espera, não consigo ficar.

Passo os dias inteiro praticamente sozinha. Não tanto por escolha, mas mais por não ter outro remédio. Estou com ele uma meia-horita à tarde, uma/duas horas à noite (a cair de cansaço) e de manhã, ao pequeno-almoço. Sim, dormimos juntos, mas estamos a dormir, portanto não conta.
Ainda tento encontrar-me, volta e meia, com a mulher dum colega dele, para ver se não me esqueço como se convive. Faço vários telefonemas por dia, para ouvir vozes familiares e é isto. Passo os dias a limpar e a arrumar coisas. Tenho de arranjar um emprego, ou enlouqueço. Não fui feita para passar dias inteiros em casa, dia após dia.

A tal senhora também deve ter um problemitas. Tem assim umas cicatrizes algo estranhas no braço esquerdo e o discurso dela parece-me mostrar que aquela cabeça não para e que há ali umas tendências para o pessimismo. Mais uma eu. Bah. Ah, o irmão é esquisofrénico e é acompanhado lá no santas.

Sinto que não é isto que quero para a minha vida. Não sei ao certo o que me falta, acho que reclamo de tudo e nunca me sinto satisfeita com nada. Aborreco-me de tudo. Não sei o que me falta para me sentir bem durante mais tempo. Ou quem me falta. Talvez seja mais isso.

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Emprego e mestrado

Mestrado não me parece que vá acontecer este ano. Parece-me boa ideia fazer uma coisa de cada vez, para já. Não é que não consiga estudar e trabalhar ao mesmo tempo, mas trabalhar, lida da casa, sítio completamente diferente, longe da família e amigos, sem filipa, tirar mestrado e recuperar desta treta parecem-me coisas a mais ao mesmo tempo. E eu bem sei o que acontece quando me meto em muita coisa ao mesmo tempo: sinto-me bem, mas perco peso à força toda. Desta vez quero que seja diferente, portanto, parece-me sensato deixar o mestrado para o ano que vem. Além disso, a universidade ainda nem me enviou o comprovativo de que terminei a licenciatura (fundamental para a inscrição no mestrado) e o tempo limite está a terminar. E tenho medo, pronto.

Quanto a empregos, já há várias possibilidades, mas sinto que me ando a esquivar. Não vou fazê-lo, mas sinto vontade. Lá está, o medo de crescer, parece-me. De qualquer das formas, também já pus anúncio para explicações. Fixe, fixe era o tal emprego no escritorio de contabilidade, um part-time ao fim-de-semana e umas explicações nos entretantos. LOL primeiro digo que quero uma coisa de cada vez, depois já quero 3 empregos... Enfim.

Estou bem, sinto-me bem aqui, na "MINHA" CASA (não é só minha...). Faço o que quero, como quero, quando quero e não dou justificações a ninguém. E o rapaz tem-me tratado muito bem, anda mais carinhoso e bem-disposto :)

Terla-feira pais vêm a lisboa. Devem vir conhecer a casa. Até tremo lol não me sai da cabeça que tem de estar tudo num brinco e organizado para mostrar que sou capaz. Mas cheira-me que por mais que faça a sô dona isabel vai implicar com qq coisa "uma verdadeira dona de casa faz assim e assado e blablabla".

Mas vou gostar de os ter aqui. São meus pais e amo-os incondicionalmente.
Sinto-me bem :)

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Pânico às 3h30 da manhã!

O meu rapaz teve uma crise de epilepsia ainda agora. Foi certamente devido à hipoglicemia que tinha, criada por mim, porque fui eu quem fez as contas entre os valores glicémicos que tinha à meia-noite com o que estava a comer. Costumo acertar, mas desta vez falhei e bem. Tinha 53 e eu ia-me borrando de medo. Já assisti a vários ataques iguais (do meu irmão), mas já me tinha passado a "frieza" durante o ataque ("isto passa inês, isto passa, ele fica bem"). Desta vez pareceu-me mais longo, vê-lo sangrar como sei-lá-o-quê, ficar roxo e sem respirar, fez-me esquecer tudo o que já sabia e gritei, dei-lhe palmadas na cara, enfiei os dedos na boca, enfim, fiz tudo o que sabia que não deveria fazer, porque entrei em pânico. Só me fiz bem o desviar a cama e tudo à volta para não se magoar. E depois ainda lhe fui medir os valores, erro que desconhecia, deveria ter espetado o glucagen ou lá como se chama aquilo.

Mas já passou. Já consegui subir os valores e já o pus a dormir. Agora é mentalizar-me que isto pode acontecer novamente e que para a próxima é amparar a cabeça, "rezar" para que passe e, quando terminar o ataque, colocá-lo de lado como eu sempre soube fazer, braço e perna ao lado, puxar o outro braço e já está. Depois é ir buscar o glucagen (para quem nao sabe, basicamente é uma seringa com um pó e um líquido que ajudam a subir os valores de açúcar) e espetar-lhe aquilo na perna, mentalizando-me que ele (provavelmente) não sente se espetar desta ou daquela forma.

Agora, 1h depois, sinto-me ridícula por ter entrado em pânico e ter feito tudo ao contrário. Não fiz nada perigoso, vá, mas fui parva... Vou confirmar se está bem, fumar um cigarro, e esperar que amanhece, porque sinto tanta adrenalina dentro de mim que adormecer está fora de questão. Meu querido fofinho... doeu tanto vê-lo naquele estado e sentir-me impotente... Mas já passou e ele está bem. Agora, cabeça erguida e aprender com os erros. Certo? :)


sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Mestrados

Ando seriamente a pensar se tire ou não o mestrado agora. Não tenho assim grandes escolhas, o que desmotiva um pouco. Se bem que eu não sei o que quero (como já é hábito em mim), mas como gosto muito de reclamar de tudo, reclamo.

Fixe, fixe era haver um mestrado decente em Almada, mas aqui só psicologia clínica e da saúde ou psicologia social e das organizações. O segundo fica excluído, claro está (culpa do professor espanhol, que me traumatizou! Sim, porque eu sou inculpável, obviamente). São uns meros 230 por mês (11 meses, dois anos), equivalendo, na sua totalidade, à módica quantia de 5060. Sem contar, claro está, com os 150 da candidatura, os 30 do seguro escolar e os 285 da matrícula e inscrição. Nem vou comentar.
Quanto ao mestrado em si, são 12 ou 13 cadeiras no 1ºano. Consigo fazê-lo, as cadeiras aparentam ser interessantes, mas não sei bem se é o que quero. O site da universidade é uma cagada e não dá grandes informções (ou então eu não pesco nada daquilo).

Posteriormente, temos o ISCTE, em Lisboa. Onde tenho 4 opções: psicologia comunitária e proteção de menores (APELATIVOOOO); psicologia das relações interculturais (eh...); psicologia social da saúde (eh...); psicologia social e das organizações (eu bem sei que também conseguiria e que as ofertas de emprego são mais amplas, mas não obrigado. Estou traumatizada. parva
Os preços aqui são mais interessantes: total de 3750. Sei que as aulas começam a 16 de setembro, tendo aulos à 5ª e à 6ª das 18h às 22h, podendo haver ao sábado e à 4ª. Estou com o bichinho voltado para a primeira alternativa.

Por fim, temos o belo do ISPA que, segundo o site, apenas oferece 5 mestrados (digo apenas porque é uma universidade dedicada à psicologia). Os valores ultrapassam os 6000, ou seja, 348 por mês. Muito bonito, mas não me parece boa ideia. Aqui teria educacional, clínica, comunitária, social e organizações, saúde. Educacional sempre me fascinou, mas não me parece boa ideia. Não encontro mestrados em neuropsicologia, o que é pena.

E pronto, é isto. Tenho até setembro para me decidir.
Em relação a emprego, vou esperar que a minha mana me tente enfiar na chicco. Era muito, muito bom :D

De resto, ando em limpezas e arrumações aqui por casa. Está tudo cheio de caixas e caixas e caixas. Mas não me importo, porque faço quando e como quero. Não há ninguém a vigiar :) paz!

p.s. o meu rapaz anda muito meiguinho e eu adoro! Só acho que precisa de descansar mais, trabalha cerca de 13/14 horas por dia, folgando apenas um dia por semana. Sinceramente, eu já teria esticado o pernil.......

É tudo por hoje! Beijinhos, beijinhos!

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

consulta

Acabei de chegar da consulta com a sonia. Adorei vê-la (como sempre) e soube-me a pouco. É nítida a minha dependência dela e da filipa. Tal como ela disse, o primeiro passo ja está, que era libertar-me dos papás. Agora vem um outro, igualmente difícil, que é ter alta. Já lá vão 7 anos e ainda nao me sinto preparada. Mas sinceramente, sinto que nunca estarei (talvez até já esteja, tenho é um medo exacerbado, sei lá eu exatamente do quê). Só sei que neste momento não gostava nada de ter alta, pelo menos mais uns mesitos, até a minha vida estabilizar mais. Se bem que é um bocado parvo, porque se cada vez que surgir uma coisa nova eu inventar desculpas para continuar a ser acompanhada, então nunca mais sigo em frente!

Mudei a morada no santa maria. E o número de telemóvel, que, por incrível que pareça, ainda estava o do meu pai.

Isto aos poucos vai lá. Ela quer os 48kgs para me dar alta. Eu mantenho-me nos 46/47 lol Quando a filipa vier, quando a filipa vier...

 Sinto-me bem. Cheia de medo e pessimismo subjacentes, mas bem.

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Charneca!

Done. Já estou pela charneca, de vez. Chegámos ontem à noite. Custou-me pa caraças sair lá de baixo, parecia que ia para o outro lado do mundo e que nunca mais os iria ver lol nada dramática... psic ligou a desejar parabéns pela licenciatura (o que me soube verdadeiramente bem), psiq mandou mensagem. Hoje era suposto ter-me levantado por volta dads 6h para ir ao santa maria fazer análises para a sonia, mas o cansaço venceu, amanhã terei de ir à consulta sem exames.  

Sinto-me feliz, mas com a cabeça a mil. Sinto-me bem, mas de consciência pesada por deixar os meus pais lá embaixo num momento complicado, embora saiba que tenho de me fazer à vida e pensar mais no meu futuro. Ai, tou cansada. Vou dormir mais um pouco. Beijinhos, beijinhos!

domingo, 28 de julho de 2013

LICENCIADA!

Conseguiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii! :DD

Agora tenho mil e quinhentas pessoas em cima para tirar mestrado, incluído rapaz, que acha boa ideia tirar mestrado e trabalhar ao mesmo tempo. Não quero tirar mestrado. Alías, quero, mas nada me interessa neste momento. Não tenho cabeça para tudo isso... Mas não custa pesquisar e ver. Vou pensar e decidir. Logo se vê. **

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Parva... lol

Só me falta uma cadeira para terminar a licenciatura. O exame é na quarta. Vou chumbar. Ou então passarei a acreditar em milagres...

ontem estava cheia de vontade de enfrentar os medos. Hoje estou borrada de medo e com vontade de desistir e ficar aqui quietinha para sempre. Pelos vistos ainda nao regulo bem...

Na 4ª tinha 43,7kgs. Na 5ª 46 e tal. Hoje 44.9 (ou algo assim). Não faço ideia do que quero. Tenho comido exageradamente, tendo como base porcarias. As unhas já se foram.

Continuo a achar que sou parva. E que isto não vai resultar.

domingo, 21 de julho de 2013

Hey :D

É nestas alturas (regresso a "casa"-faro) que as minhas dúvidas sobre querer realmente ir para longe daqui se desvanecem. Toca a re-engordar e a meter juízo na cabeça. Eu vou ser feliz, custe o que custar! lol.

sexta-feira, 12 de julho de 2013

quarta-feira, 10 de julho de 2013

sábado, 8 de junho de 2013

Vou sair daqui em cerca de 2 meses.

Os meus pais não me falam e eu não percebo lá muito bem porquê. Parece-me que deve ser por eu me ir embora, não sei, não percebo.

A minha cunhada também está chateada com os meus pais, tal como o meu irmão, o meu rapaz, a minha irmã e o meu cunhado. Bem, talvez isto me prove de vez que o problema não deve ser meu... ou pelo menos não na totalidade.

Tenho saudades do meu avô e não tenho coragem de falar sobre isso com ninguém.

Estou assustadíssima por se estar a aproximar o dia da minha saída de casa. Tenho medo que seja impulsivo e que não consiga superar as dificuldades que se aproximam. Por outro lado, estou desejosa de sair daqui e de morar com o meu homem :P

Pedi à Sónia comprimidos para aumentar de peso, porque me fartava de comer e nada. Tomei uma semana e desisti. Talvez sejam desculpas, mas sinceramente não senti fome nenhuma a mais (aquilo era para aumentar o apetite.........) e só aumentei 1kg quando comecei a comer novamente pacotes de bolachas (não que tivesse fome nem vontade de comer, queria era aumentar, por estranho que pareça).
Ando nisto de há 6 meses, sempre entre os 46 e os 48. Mas talvez a sarita tenha razao... quando me aproximo dos 48, de repente desco novamente umas gramas... parece-me que aqui há gato. Mas já nao me vou preocupar muito com isso. Quando sair daqui, dedico-me a mim e a aumentar de peso. Aqui nao dá.

Tenho exame 3ª feira. Estudei uma semana de seguida e quando terminei os resumos nunca mais olhei para a matéria. Serve de muito, fazer só resumos. Mas já estou cansada de estudar, desta porcaria toda. Eu sei, só mais um esforço, para lhes jogar em cara que não desperdicei o dinheiro e blablabla. Mas estou farta. Ou entao é mais uma desculpa para nao ser responsavel e madura. Bah, whatever.

Não percebo se estou triste ou feliz. Quero estar feliz por mudar de vida, mas os meus pais cosneguem tirar o brilho a tudo. É incrível o quão miserável e insignificante eles me fazem sentir.

Mas, mais uma vez, lá venho eu reclamar da relação com os meus pais e fazer-me de coitadinha. Sou tão infantil ainda.............. sou uma criança num corpo de... criança. lol. Essa é outra! Começar a vestir-me mais à mulher dava jeito para disfarçar este corpo tão enfezadinho e infantil.... nunca ninguem me dá 26 anos. Nem física nem mentalmente. E já não tem piada. Time to change.

terça-feira, 14 de maio de 2013

Amor, raiva e afins

Não consigo perceber como me sinto. Num só dia passo por várias fases, desde irritação, boa disposição, tristeza... isso incomoda, mas também nao é o fim do mundo.

O meu rapaz começa a trabalhar na charneca 3ª feira. Vamos para cima no sábado, festejamos o aniversário dele (domingo) lá e volto na segunda para faro. Sozinha. E isto tem-me deixado bastante assustada. Por outro lado, até pode ser bom sinal... sinal que gosto realmente dele e que quando tenho dúvidas é porque sou parva (ou não, porque toda a gente tem dúvidas).

Imaginar os meus dias sem ele é... deprimente lol farto-me de choramingar sozinha e tenho a cabeça cheia de filmes e dramas tipicamente meus. Pesadelos então, nem se fala! Neles, já fui traída mil e quinhentas vezes, de mil e quinhentas formas. Também já o matei em sonhos, acordando em baba e ranho (leia-se que sonho que morre, não que eu o mato lol).
Ora isto tem sido nestes últimos dias. Ele nem se deve ter apercebido, mas sinto uma vontade enorme de o abraçar e ser pegajosa quando estou com ele. Evito ao máximo ser chata, mas tento também saciar esta vontade maluca. Por outro lado, ele anda mais frio. Ou então eu é que estou tão carente e melosa que qualquer coisa que ele diga menos romantica eu fico toda entristecida. Não na frente dele, lá está, evito ser chata, tenho medo de ser chata e irritante.

Tenho medo. Tenho medo que ele não aguente a solidão e procure algo por fora. Esse é o meu maior medo. Tenho também medo que, uma vez longe da "chata", se esqueça de picar o dedo e dar insulina várias vezes ao dia. E que se esqueça do comprimido da manhã e do comprimido da noite. E que se esqueça de comprar fitas, porque volta e meia esquece-se e depois não pode picar o dedo. Tenho medo que se esqueça ou aborreça de pôr creme e de tratar dos pés, que são muito importantes para um diabético. Tenho medo que se sinta só e por isso gaste dinheiro em demasia, sem pensar no futuro, sem pensar em nós e na nossa casinha. Tenho medo que tente decorar a casa LOL (é um medo que não é medo... foi só para me rir um bocadinho lol)

Enfim. Tenho medo. Tenho medo porque agora finalmente percebi o quanto gosto dele e o quanto vou sentir falta da falta de romantismo :p
Não... ele é romantico, sim... só que é... homem! E eu sou uma mulher bem piegas... evito demonstrá-lo, mas sou. E isso não posso mudar.

Ainda ele aqui está e já sinto saudades. Enfim.

Anda toda a gente irritadiça, por estes lados. Não há grandes discussões, mas sente-se irritabilidade entre todos. É normal. É chato comó cacete, mas é compreensível.

Tópicos:
Estudo: Zero por cento. E começo a ficar irritada com tanta gente a mandar vir por causa disso. Farta de escola, quero trabalhar e ter a minha vida. Estou farta de estar dependente.
Peso: No outro dia passei-me com os 46.500, era suposto ter aumentado e nada. Hoje pesei-me (porque a nossa sarita perguntou se já tinha conseguido aumentar) e deu 46.100. Irritei-me ao início, depois percebi que ontem não comi bolos, nem gelados, nem nada assim muito calórico. É ridículo perder peso só porque não comi porcarias, mas ok. Os iogurtes já são de 197kcal (acabei de ver, garanto que não sabia), escolho fruta mais calórica, eu sei la.
Sim, irrito-me e preocupo-me ver o peso descer ou não subir. Porquê? Porque a ideia de gostar e querer mais é demasiado assustadora. Tenho medo de adoecer, tenho medo de voltar atrás e repetir tudo outra vez. Tenho medo de mais desgraças, sinto-me cansada de tanta porcaria. Quero ser mulher, quero ter a minha casa, decorada com o meu gosto e o do meu rapaz. Quero que tudo lá dentro seja fruto do nosso esforço, não quero mais grandiosidades vindas dos meus pais. Não quero mais que me joguem em cara tudo o que me dão, chega. A última que ouvi foi "por causa da tua doença não pude dar atenção aos meus pais... e agora o meu pai morreu". Mas não é só comigo que ela faz isso. É com toda a gente que ama. O que ainda magoa mais, certamente. Ainda no outro dia jogou em cara ao meu irmão e à minha cunhada que nunca os deveria ter ajudado a mudar de casa. Porquê? Porque eles decidiram não ter um filho que não podem sustentar (só há um ordenado e ainda estão a pagar as coisas que comprar para a casa). Os meus pais amuaram porque ELES podem sustentar o neto. Mas digam-me vocês, seriam capazes de ter um filho mas que a sobrevivência dele dependesse de outra pessoa que não vocês? Eu não sei o que faria. Mas certamente não iria gostar nada de não ter o apoio dos meus pais, tomasse eu a decisão que tomasse.

Mas isto agora não vem ao acaso. Estava eu a dizer, por outra palavras: quero sair daqui e viver com este homem que tanta saudade me faz sentir, mesmo ainda sem ter abalado...
lol se ele lêsse isto ia-me achar uma piegas desmarcada :P
naaa... ia.me abraçar, dar um beijinho bem doce e diria "parvinha... eu sou só teu... doida".
É. Decididamente, eu amo esta pessoa.






quinta-feira, 9 de maio de 2013

Tia.

A minha cunhada está grávida de 6 semanas. Ainda o meu avô estava vivo e o meu irmão não tinha tido acidente nenhum. Estão indecisos entre abortar ou não, porque as condições não são propriamente boas para ter um filho. Não foi irresponsabilidade, porque ela toma a pílula.

Quero ser tia. Mas a decisão não depende de mim. Apenas posso dar o meu apoio para qualquer das decisões que tomem.

Os meus pais estão tristes porque querem um neto.

A minha cunhada está triste porque abortar vai contra o que acredita, mas ao mesmo tempo está confusa. Cá para mim eles querem, mas estão borrados de medo. Estava nos planos deles serem pais apenas daqui a um ano.

O meu rapaz vai-se embora em menos de 15 dias.

Estou cansada de tanta coisa e de tanta importância a acontecer.

Estou mais gorda, tenho feito por isso. Mas não sei quanto, não me peso há mais de 1 semana. Não estou a fugir, apenas não calha, não me importa muito.

Quero ser tia. Quero que 2013 seja um ano bom a recordar. Já chega de desgraças...
E quero ficar aqui quietinha, não me apetece ir para cima. Ele às vezes mete-me medo... mas isso é a minha parvoíce a falar mais alto. Está na altura de crescer e enfrentar as coisas. Bah.


sexta-feira, 19 de abril de 2013

título

Depois de muitas reclamações e escandalos feitos pela minha mae e pela minha irma lá no hospital, lá conseguiram que fizessem exames ao meu irmao. Está tudo bem e está neste preciso momento a caminho do hospital de faro (porque é a area de residencia). Que alívio...............................

Começo-me a mentalizar que irei morar para a charneca e começo a ficar ansiosa pelo dia. Mas vou manter a calma e tentar fazer tudo com os pés bem assentes no chão. Preciso mesmo que a minha vida avance de uma vez por todas.

hey

Antes achava que estava em 2012, o que não é muito preocupante. Ontem, quando a enfermeira lhe perguntou em que ano estamos respondeu "prai em 94 ou 95". Os médicos começam a ficar preocupados.

Esta noite dormi mais tempo, consegui dormir 5h, a minha avó foi uma fofa e ficou a dormir até às 8h30. Ela está cá em casa comigo, não pode ficar sozinha. Dá muito trabalho, mas também me dá muitos miminhos e faz muita companhia, o que compensa perfeitamente o cansaço. De qualquer das formas, vou tentar deitar-me o mais tardar à 1h, senão ainda me dá o badagaio.

Tenho medo pelo meu mano. Não, não me esqueci. Mas vê-lo naquele estado dá-me vontade de o abraçar e pedir que me peça desculpa para que esta porcaria passe e nos demos como irmãos. Não podemos ficar sem ele. Doi demasiado pensar nisso.

Bah.

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Mais novidades

Ontem fui a Lisboa. Após dias a dormir cerca de 4h, nessa noite nem 1h dormi. 

Fui vê-lo. Está a melhorar, saiu ontem dos cuidados intensivos. Tem dificuldades em se lembrar de coisas mais recentes, por exemplo, não se lembra/lembrava que já mora com a minha cunhada, não se lembra/lembrava que o meu avô faleceu e não se lembra do acidente. Não se lembra que a cunhada dele (13 anos) ia ao lado e chora cada vez que lho dizemos. Mas consegue fazer novas memórias, isso eu certifiquei-me. Acredito que esteja apenas confuso com tanta informação e que o cérebro está cansado e a tentar recuperar das pancadas que sofreu. É normal. 
Pergunta as horas constantemente e pede por um espelho, para ver a cara. Como é óbvio, ninguém lho dá. Passava-se de certeza. 
Ao sair, disse-lhe "gosto muito de ti, ok?", ao qual me respondeu "tá bem". Voltei a tentar: "Sabes disso, não sabes?", "sei". 

O mais ridículo no meio disto tudo é que, se o meu irmão não tivesse seguro contra todos os riscos, teria de pagar as despesas hospitalares dele e as dos outros condutores, porque uma vez que o cavalo não pode pagar, o meu irmão é um espécie de culpado pelo que aconteceu aos outro carros, porque foi ele quem bateu no cavalo. Aliás, foi o cavalo que bateu nele, mas ok. Falam também que poderá receber uma carta a pedir que pague as despesas de limpeza da via (havia pedaços de cavalo por todo o lado).
Isto é tudo tão ridiculo que não me parece que va acontecer.

O meu rapaz foi à tal entrevista, na charneca da caparica. Correu bem. Fomos ver o apartamento (incluído com o ordenado) e eu adorei. Tem uma cozinha com mesa, duas cadeiras e um sofázito; frigorifico; maquina de lavar e fogao. Sala com lareira (que ele sempre disse que adorava um dia ter); duas varandas, uma aberta outra fechada; duas casas de banho; dois quartos; uma despensa. Quarto andar, numa zona bem pacata. Está em optimo estado e eu imaginei-nos logo lá dentro "porra, que trabalheira isto me vai dar a limpar!".

Agora que isto se aproxima, o medo cresce. Estar longe da minha zona de conforto vai ser dose. Mas agora tenho de me focar na minha familia e em me mentalizar que vou estar longe dele pelo menos por 3 meses. Depois das aulas (minhas e dos explicandos), logo se vê. A mãe já disse "vais para lá e procuras trabalho e ficam por lá". É pertinho da minha irmã.

Não sei. Não sei se me vou dar bem lá, longe da minha avózinha, dos meus pais, do meu irmão, dos amigos, de tudo o que conheço. Quero muito ficar com ele, gosto cada vez mais de olhar para ele, de o abraçar, de o chatear com a saúde dele ou de implicar com o que quer que faça. Vou sentir saudades de estar com ele, de desabafar e de o animar. 

Está a acontecer tudo muito depressa, muita coisa ao mesmo tempo. Não sei o que achar disto tudo. Tentei falar com a psiquiatra, mas quando tive oportunidade de ir ter com ela, disseram-me que já tinha bazado. Pelos vistos era mentira, mas já não fui a tempo na mesma. 

Como será a minha vida daqui a 6 meses? Estarei eu a morar com ele tão longe daqui? Estarei a trabalhar também? No quê? O meu irmão estará bem? A minha avó? A minha mãe, sofrerá muito? E o meu pai, aguentar-se-á à bronca sozinho? O rapaz? Terá vontade de ficar comigo mesmo e a sério? Será que não se vai cansar de mim? E eu? Será que me irei arrepender? Não sei. Mas quero ir para onde ele for. E vou. 
ontem estava assustada e pensava "não posso ir, precisam de mim aqui!". Agora, mais calma, já penso melhor no que lhe foi oferecido e no que ele me pode dar. Não falo propriamente de dinheiro nem nessas merdas, refiro-me mais ao que me tem dado e o que tem mudado. É verdade que aquela cabeça também está toda baralhada, mas ele ouve-me e tenta seguir os meus conselhos. E isso é tudo o que lhe posso pedir. Tem-se esforçado por me manter perto dele, mas já não me sufoca. Tem controlado a glicémia. Tem ajudado a encher o NOSSO mealheiro e já comprou tamparueres para guardar para a nossa casa. 
É carinhoso e ajuda-me no que lhe peço (e não só). 

A minha avó, à pergunta "o que achas dele?" responde em alto e bom som "é muito simpático e meiguinho contigo. Farta-se de trabalhar e gosta de ajudar. Não é o renato (marido da minha irmã) que é melhor marido do que ele irá ser. Agora tens é de o tratar bem, para o manteres. Ele vai agora e tu vais depois. Ficas longe de nós, mas ficas bem"

A minha vida está a mudar drasticamente e não conseguir controlar tudo está a deixar-me muito, muito ansiosa e esquisita. Mas também me faz pensar "não é o fim do mundo. Melhores dias virão e, quando chegarem, vou aproveitá-los ao máximo, vou ser hiper mega feliz!" 

Sinto-me confiante, apesar de tanta porcaria e de tanta coisa nova, diferente e incontrolável. Por incrível que parça, não me sinto deprimida nem com vontade de desaparecer ou cenas do género. Muito pelo contrário. Vejo isto tudo como um abanão para cuidar de mim e da minha saúde. Não faço ideia de quanto peso, mas acho-me mais magra. Isso ainda deixa uma parte de mim mais segura, mas irrita-me sentir isso, pelo que me ando a esforçar por aumentar em vez de descer. Não gosto de me ver nem de me sentir tão magra. E nem posso. Como é que aguento e me concentro nas coisas que realmente importam e exigem a minha atenção? É impossível. Além disso, como é que eu quero um dia ser mãe se nem de mim consigo cuidar? Nao. Recuso-me a ser doente. Escolho a vida. Escolho ser feliz. Escolho vir a ser mãe. E escolho o meu rapaz para me ajudar a concretizar todos os meus sonhos. E é isto.













terça-feira, 16 de abril de 2013

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Depois de muitas más notícias em relação ao estado do meu irmão, eis que recebemos melhores notícias. Já recuperou a memória, já fala, já comeu uma sopa e já fez xixi. Já abriu um bocadinho do olho. Tem uma hemorragia, mas é perto do cérebro, não é mesmo lá. O maxilar não está deslocado, "apenas" partido, talvez não seja preciso cirurgia. Ainda está nos cuidados intensivos, mas o prognóstico é positivo. A minha mãe e a minha cunhada sentiram-se mal quando o viram, porque, quando não me viu presente, perguntou por mim (AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH FODA-SE, QUE FELICIDADE NO MEIO DA DESGRAÇA!!!!!!). Responderam que nao podia ir por causa da minha avó que nao podia ficar sozinha. "Ficou a cuidar da avó? e do avô também, nao?" Ao que a minha mae respondeu "oh filho, o avô faleceu...". Ele calou-se por uns momentos e de repente desata a chorar e a dizer "O AVO MORREU???". Agora à noite já dizia que afinal se lembra do funeral. Menos mal.
Amanhã vou para lisboa, vê-lo. O rapaz também vai, tem uma entrevista para ir trabalhar para a charneca da caparica (outra boa notiicia, nao haja duvida). Enviei mensagem à psiquitra a dizer que ele teve um acidente e que uma vez que ia a lisboa gostava de saber se podia falar um bocadinho com ela. Disse para a procurar no piso 4 mas que nao sabe a que horas está livre. Talvez passe por lá.

Estou electrica, creio ser por não dormir praticamente nada há dias. Ontem foi o funeral da avó do meu rapaz e foi doloroso vê-lo naquele estado. Credo.

O problema da mulher do carro em que bati já está resolvido (ganda psycho que me calhou!!!!!!), o meu rapaz tratou de tudo, sozinho. Meu querido homem.

O acidente é notícia aqui em faro, toda a gente sabe do que aconteceu. Irrita-me quando me perguntam pelo cavalo, se está bem. Sei que o animal nao tem culpa, os cabroes dos ciganos é que deviam ser torturados, mas tenho uma ligeira raiva do pobre animal.

Ele perguntou por mim.

Nao tenho dado a atençao que o meu rapaz precisa, uma vez que perdeu a avózinha. Estou a dar o meu melhor para o mimar, mas sei que devia falar mais com ele sobre a avó. Mas nem no meu avô eu consigo pensar.

o que mais tenho ouvido nestes dias:
"vocês benzam-me essa casa!!"
"não vás à bruxa, nao!!"

Fui visitar o meu avô no outro dia e ia-me dando uma coisa má. Eram só homens a abrir covas ao lado dele e eu nem la perto pude chegar "nao venha para aqui, ainda cai para dentro de uma cova!". Meu pobre avô.

Nao faço ideia de pesos e tou-me a cagar pa essa merda. Mas devo tar com um aspecto tao bonito que a madrasta do meu rapaz, no velorio da avó dele saiu-se com esta, enquanto falava com uma mulher qualquer:
"ah, ela já estava muito mal... com a doença ficou tão magrinha, tao magrinha... estava com um aspecto... (aponta na minha direcçao e diz) estava assim!" E faz um ar de tristeza/agonia. Tão fofa.

Bem, vou terminar de escrever. Quero dizer tudo, falar, falar e falar, mas nao sei o que escrever, sai-me tudo desordenado. Vou comer qualquer cena e fazer o almoço para as minhas avós amanha. Tenho de me levantar lá pás 4h30/5h para ir para lisboa. Devo-me deitar lá pás 2h, por causa do rapaz que vem dormir connosco e sai tarde do trabalho. Mais uma noite de 2/3h horas de sono.

Beijinhos.

p.s. ele perguntou por mim.





segunda-feira, 15 de abril de 2013

GAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH

Na 2ª feira a avó do meu rapaz teve um avc e ficou internada.
Na sexta-feira bati com  o carro do meu rapaz num carro parado (ao sair da garagem, pimbas).
Hoje de manhã a avó dele faleceu. Fomos ao velório e viemos jantar com os meus pais. Iamos os quatro até ao velório novamente e recebemos uma chamada da minha cunhada a dizer que o meu irmão tinha tido um acidente. Fomos a fugir para o hospital. Ele ia no carro com a irmã da minha cunhada e um cavalo atravessou-se à frente, assim do nada. Ele ficou inconsciente e ela não. Ela é que parou o carro, que continuou em andamento. Ela fez uns arranhões e ele foi há minutos atrás para lisboa. Está inchado e tem os ossos da cara partidos. Por momentos pensamos que o íamos perder, mas ainda cá está. Está consciente, mas com a cara toda tapada com ligaduras. Tem um traumatismo craniano (ou la como se escreve) mas crê-se nao ser nada de grave. A minha mae recebeu uma carta porque nao estava em casa a uma determinada hora e pode ficar sem o direito à baixa. Amanha é o funeral da avó do meu rapaz e os meus pais vao para lisboa. Eu estou a tremer e a odiar esta merda toda. A minha mae sentiu-se mal quando estavamos no hospital e foi internada. Já teve alta.

Meu deus. Já chega, nao?

sábado, 6 de abril de 2013

Avô. Meu querido avô.

Esta fase má da minha vida parece ter vindo para ficar durante um boooom tempo.

O meu avô faleceu. Sempre pensei que aguentasse mais uns tempos, mais uns dias.
Os médicos tinham avisado "pode levar umas horas, uns dias... mas não vai resistir".
Mas também disseram que não voltaria a falar ou a andar e ele, apesar de muito fraquinho, lá dava uns passinhos e soltava uma ou outra palavra, como "Oh pa" ou "Tá fri" (está frio).
Também disseram que a minha mãe não iria sobreviver (umas 3 vezes) e ela ainda cá está. Nunca pensei que fosse tudo tão rápido. Nunca pensei que fosse mesmo verdade.

Eram 16h30. Eu estava no comboio, de regresso a Faro. Tinha ido a Lisboa, à consulta com a psiquiatra.
"Filhota, não vais chegar a tempo", disse-me o meu pai ao telefone.
"Pede-lhe ao ouvido para esperar por mim, pai! Por favor!".
Mas já tinha falecido. Ninguém se atreveu a me dizer a verdade porque estava sozinha no comboio e ainda tinha quase duas horas de viagem pela frente. E ainda bem que o fizeram.

Cheguei a Faro e corri para o carro do meu rapaz, que me esperava de carro ligado e porta aberta para irmos o mais depressa possível para o hospital. Minutos depois, o meu pai liga-me. "Não vás para o hospital, vai para casa". E eu soube logo.

Meu querido avô. Meu doce e querido avô. Quantas saudades tenho eu de te ouvir chamar por mim, fosse onde fosse, estivesse quem estivesse, em alto e bom som "ó gatiiiiiiiiiiiiiiiiiiiinha!".
Quantas saudades tenho eu de me sentar ao teu lado às refeições, porque "este lugar é da minha gatinha". Na altura eu não gostava lá muito da ideia, porque implicavas comigo se não comesse tudo, roubavas-me a comida do prato, atiravas o guardanapo para o meu prato, beliscavas-me... Agora, quando olho para essas fotografias, em que estou ao teu lado com cara de choro, sinto saudades.
Que saudades, avô! Que saudades tenho eu tuas!

O 71º aniversário do meu querido avô.
Eu teria uns 7 e, para não variar, deveria estar chateada com o meu avô.
Reparem no ar de troça dele :P Boa coisa não me teria feito :P
A loiraça ao lado é a minha mana e deveria estar a dizer algo como "deixa a miúda e sopra as velas!"
Clicar na imagem para ampliar


Que dor eu sinto, ao pensar que nunca irás conhecer o meu ninho, os meus filhos. Que dor tão grande é pensar que não estarás mais presente, que não irás implicar com a minha casa, como implicaste com a do meu irmão. Lembras-te, avô? Foi dois dias antes de teres tido o avc. Implicaste porque a casa "tem muitas portas, perco-me" e porque a sanita estava muito fria e te gelou o rabiosque hehehehe

Oh avô... que saudades! Que dor tão grande!


Uns dos muitos natais que passámos juntos.
Eu a fazer caretas como sempre e o meu avô a tentar  manter a postura


Eu sei. É a lei da vida. É uma autentica porcaria, mas não há nada a fazer.
Prometo-te que vou gozar a minha vida ao máximo e que vou cuidar da avózinha o melhor que puder. E da tua filha também.

Avôzinho, mais uma vez, peço-te que me perdoes por não te ter dito adeus, não ter estado presente quando partiste. Amo-te e amar-te-ei até ao fim dos meus dias.
Descança em paz.

11-11-1922
28-03-2013
90 aninhos



Mais recentemente, os meus avós maternos e eu. Natal de 2010.





domingo, 24 de março de 2013

Dor de cotovelo é tramada

Oh pa! Volta e meia lembro-me do que li e a insegurança (típica de minha pessoa) vem à tona.

.....
Ele "Se não fosse casado, eras a minha escolha" (não sei se ria, se chore lol).
Ela "Talvez tivesses sorte" (cabra)
Ele "Nunca se sabe ou tu" (tão fofo que é)

.......

    Ela"Estou à espera que fiques solteiro para namorares comigo"


    Bem feita. Quem mandou ler o que não devias? 

    Por outro lado, se isto der para o torto, que se lixe. Também não será isso que me deitará abaixo. Cagando e andando. 

    Ah, o meu avô está no hospital outra vez, mas deve sair hoje ainda. 

    A GAJA É MUITA GIRA E EU TOU COM DOR DE COTOVELO 
    lol

    Estou a tornar-me fútil e parva (se é que já não o era)

    Bem feita!
    46.5.

    sábado, 23 de março de 2013

    Dia off

    Resolvi tirar mais um dia para mim mesma, para respirar e mimar-me. E, acreditem, faz milagres.
    O simples facto de demorar mais um pouco no banho, o escolher cuidadosamente o que vestir, o arranjar o cabelo e a pele, o reaver amigos, o comer bolachinhas com chocolate, o namorar... todas estas pequenas coisas ajudam a auto-estima a subir e a sentir-me mais preparada para uma outra semana. E sabe tão, mas tão bem voltar a ter animo para fazer seja o que for!
    Amanhã repito a dose e, certamente, terei uma semana bem mais comestível.

    Além disso, o facto de se aproximar uma semana diferente também ajuda.
    Segunda e terça, explicações, fazer comida, limpar a casa, enfim, dois dias normais. Quarta é dia de retiro, o rapaz está de folga. Quinta e sexta lisboa (consulta na 5ª). Sábado e domingo Páscoa (não sei o que significa, mas duvido que se vá para o campo).

    Os meus pais não levam a sério as explicações que dou. Interrompem com telefonemas ou simplesmente abrem a porta para perguntar "queres um hambúrguer grelhado ou frito para o almoço?". E reclamam quando reclamo com eles. Também não se apercebem que a casa tem andado minimamente apresentavel, roupa lavada e passada, comida na mesa (incluindo a dos avós, que é sempre diferente à nossa), compras de supermercado feitas... junta-se isto às explicações e tenho os dias completamente preenchidos. Mas não... eu estou apenas desempregada, sem fazer nenhum da vida. Além disso, "todo o tempo que tens disponível é para ires ter com ele". Não é suposto eu querer estar com o meu namorado?
    Tenho mesmo de sair daqui. Estou desejosa pelo meu espaço, pela minha vida. No outro dia dei por mim a pensar "quando sair daqui vou-me dedicar a ter, pelo menos, 50kgs. Cansada de ter ar de miúda".
    Dá que pensar, não?

    sexta-feira, 22 de março de 2013

    Não faço ideia do que quero.

    Hoje a balança marcou 47.5. Não sei muito bem o porquê, mas acredito que a perda de peso seja maioritariamente perda de peso (diarreias baixam peso mas não emagrecem). Além disso, folar com chocolate derretido em cima deve ter contribuído para a recuperação do peso. Não me importo. Vá, talvez um bocadinho, mas paciência.

    Tenho-me sentido irritada, ansiosa. A partir do meu aniversário passei a sentir-me muito triste (senti falta de carinho do rapaz e doeu). A coisa passou e voltei à ansiedade substituída, volta e meia, pela tristeza passageira.
    Hoje o dia foi mais calmo e consegui relaxar, reavendo a sensação de que até me sinto bem e feliz, apesar de tudo.
     No entanto, fiz algo que veio estragar tudo. Bem feita. Quem mandou meter o nariz onde não és chamada? Agora ou confrontas ou ficas quietinha. Bah. Nunca na vida pensei vir a ser ciumenta. Mas pelos vistos até sou. Não a ponto doentio, mas sou. Bah, há dias atrás estava magoada e achava que "isto não irá resultar". Agora dói saber que poderá acabar (que não há indícios, mas dói na mesma). Não estou a fazer sentido nenhum... porque tenho vergonha de admitir que li o que não devia, mexi onde não é suposto. E tenho vergonha de admitir que ele poderá ter uma na manga, tipo "just in case", e que isso me deixa com dor de cotovelo.

    Será que vou ser realmente feliz ao lado dele um dia? Será que ele gosta mesmo de mim e que quer ficar comigo? Ou será que se agarrou a mim porque está cansado de procurar e quer assentar de vez? Ou será que somos os dois assim? Não percebo o que sinto, tenho receio de tentar e não dar certo. Não percebo se será o que procuro, se sou o que ele procura. Não sei o que quero. Hoje quero muito, amanhã não quero nada, depois de amanhã estou indecisa entre uma e outra. Não sou normal...

    NÃO SEI O QUE QUERO. Aliás, sei que quero sair daqui desta casa, que quero a minha vida, as minhas coisas. Mas não sei se quero ele, se ele me quer. Sinto que sou um "melhor que nada" para ele. Mas também não sei se não será a minha cabeça de caca a fazer bosta outra vez. Sei lá. Eu não sei de nada.
    Bah. Tristinha...


    Ou então tenho medo de me "agarrar" a ele e que depois me desiluda e pimbas, coração partido. Se calhar é isso. Ou então não quero ficar com ele. Não sei... quem me dera saber o que ele sente verdadeiramente...

    lol bosta de post. Enfim.



    quarta-feira, 20 de março de 2013

    Life

    Avô já saiu do hospital, mas está acamado. Avó está num pranto. Mãe foi para o hospital mas já está em casa. Precisa de um transplante de coração mas diz que se recusa usufruir de um coração de outra pessoa. Pai esteve no hospital também, assim como o meu irmão, a minha cunhada e a minha sobrinha. Tenho estado doente e começo a ficar triste (não deprimida). Não chego aos 43kgs. Sinto-me impotente e exasuta. Mas é só uma fase.
    This too shall pass.

    domingo, 3 de março de 2013

    :)

    Nestes últimos tempos tenho sido testada, dia após dia. E de forma nada subtil. 
    A mãe, o avô, os vizinhos (idosos, depressivos, 112 a meio da madrugada), a avó (depressiva), a tia (depressiva), multas, o tempo que não dá para nada, toda a gente a explodir, querer independência mas não a poder ter já... enfim, inúmeras coisas. 
    De qualquer das formas, penso que me tenho aguentado bastante bem e não tenho intenções de deixar de o fazer (apesar de por vezes me passar o contrário pela pela cabeça). Ando fisicamente exausta, mas, apesar de tanta coisa má a acontecer, sinto-me feliz. Por vezes penso se não terei a ser egoísta, afinal, com tanta desgraça e com tanta gente infeliz, como é que eu me posso sentir feliz? Mas depois apercebo-me do descabido que é este pensamento e simplesmente permito-me sentir bem. 

    A vida não é feita apenas de arco-íris, confetis e unicórnios saltitantes. E nem sei se isso seria realmente agradável, conhecendo-me como me conheço, o mais certo seria enjoar de tanta cor muito rapidamente. Claro está que preferia que o preto não fosse tão preto ou que não permanecesse durante tanto tempo... mas isso não depende de mim. Apenas depende de mim enfrentá-lo e nunca esquecer que existem outras cores, bem mais vistosas. 
    Bem sei que é muito fácil falar, oh se sei. Mas também sei que é possível fazê-lo e que irá valer a pena. 

    Anseio tanto pela minha vida fora do ninho que nem o sei descrever. Se tenho medo? Céus, como tenho! Mas ter medo é natural. O futuro é incerto e o desconhecido assusta. Mas agarrarmos-nos ao passado apenas pelo receio do que poderá vir não me parece ser a melhor solução. 
    Muito provavelmente irei ter dias de arrependimento, em que a saudade causada pelo conforto da protecção irá sobressair. Não sou diferente dos outros, certamente. Mas tenho a certeza de que o arrependimento de ter ficado na minha zona de conforto será sempre maior. Assim sendo, está na altura de agir, de crescer de uma vez por todas e de deixar de ter medo. Aliás, não é nada disso. Ter medo é algo natural, faz parte do instinto de sobrevivência e é impossível evitá-lo. Está é na altura de enfrentar os medos, por mais assustador que isso me pareça. 

    Ah, já vos contei que tenho um grande companheiro ao meu lado? 
    Várias vezes lhe fiz/faço ver que pretendo que ele siga aquilo em que acredita, que me enfrente quando acredita estar certo e que jamais o deixarei por ele ter ideias próprias e valorizar-se. Admito-lhe que por vezes consigo ser bastante manipuladora e que ele não deve alimentar isso em mim, tal como eu não pretendo alimentar essa mesma característica dele. Para o nosso bem. 
    Claro que valorizar-se não implica necessariamente ausência de humildade ou presença de egocentrismo, mas ele não é burro e percebe isso :P 
    Acredito que as experiências que teve anteriormente o tenham assustado bastante em relação a discussões, no sentido em que "é sinónimo de separação". Mas estou a tentar que perceba que eu sou a Inês, não tenho nada a ver com as outras. 
    Costumo dar-lhe o exemplo de um terramoto. A Terra tem muita energia e essa energia tem de ser libertada para o exterior. Se ficar muito tempo sem a libertar, essa energia vai-se acumulando e acumulando e quando sai (porque tem de sair), sai toda de uma vez, provocando grandes estragos. Por outro lado, se, ao longo do tempo, existirem pequenos tremores de terra, nunca haverá acumulação extrema de energia e os estragos serão mínimos. 
    O mesmo se passa em qualquer tipo de relação, seja entre pais e filhos, seja entre amigos, seja entre casais e por aí fora. Discutir não é sinónimo de não amar. Discutir pode ser sinónimo de estar preocupado com, por exemplo. Claro que discutir demasiado também não me parece saudável, mas tudo dependo do tipo de discussões. 
    Peço-lhe com muita frequência que nunca esconda o que pensa ou sente, mesmo que ache que poderá despoletar uma discussão ou que poderei ficar chateada. Porque eu também erro e nem sempre me apercebo dos meus erros. 
    E dizer-lhe isto tem surtido efeito. Hoje, por exemplo, quando lhe estava a dizer isto mesmo ele disse "hoje não gostei do que fizeste". E dei-lhe toda a razão. Acordámos, não comi nada "como em casa, antes da explicação", mas não o fiz. Bebi café, fumei e nada de comida. São pequenas coisas (e tem a ver com comida lol) mas quero mesmo que ele nunca, jamais se deixe manipular por mim. Não quero ver o meu pai nele. Quero que ele seja verdadeiramente feliz ao meu lado, nem que isso implique uma ou outra discussão de vez em quando. Discutir pode ser saudável. Uma relação sem discussões é muito, muito duvidosa. 
    Talvez este exemplo com a comida não tenha sido o melhor, mas foi o primeiro que me ocorreu (é o mais recente). 
    Eu não preciso nem quero uma marioneta, preciso de um ser humano ao meu lado. 

    Uma última novidade. A Mariana hoje veio cá. Que saudades tinha eu daquela miúda. Trouxe-me um queijinho feito por eles com o leite das cabras deles. Pareceu-me feliz, embora tenha notado qualquer nela que me deixou de pé atrás. Mas não houve tempo para falar mais, o que me entristece. Tenho pena que ela esteja longe. Sinto-me felicíssima por ela, mas lamento o não poder aproveitar mais aquele ser maravilhoso que é. Mas faz parte da vida. Ela já voou e eu serei a próxima :)



    terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

    ahhhhhhhhh good to be back!

    Milhentas novidades. Maioritariamente negativas, mas tenho procurado dar mais valor às positivas.

    Assim por alto, o meu avô materno teve um avc e acredita-se que nao volte a andar ou falar. Não é que não tenha forças, o problema é que não sabe o que fazer com o corpo. Acredito que me tenho enganado a mim própria e vejo progressos onde provavelmente não os há. Hoje deu-me dois beijinhos. Ontem disse-me "oh pa" e "não ponhas mais aí" (estava a bezuntá-lo de creme). Os "oh pa" que manda de vez em quando talvez sejam mais como reflexo (quando faço cócegas ou quando o magoamos).
    Estamos perante a incerteza do inscrevê-lo num lar ou comprar uma cama apropriada e mantê-lo em casa. Lar é muito caro e falta carinho. Em casa não sabemos nem conseguimos cuidar dele sozinhos (pesa quase 100kgs). Além disso, a fisioterapeuta avisou-me que a minha mãe não pode fazer o mínimo de esforço físico para ajudar o meu avô "o coração está igual ou pior ainda do que o do pai com 90 anos", e sei que será impossível demovê-la. Mas a decisão não é minha, nem me devo meter nisso. Ele tem 3 filhos, eles que resolvam entre eles.

    A minha mãe está com ciúmes do rapaz e não consegue enfrentá-lo por motivos bizarros e absurdos.
    Vomita diariamente mas diz não estar doente, que apenas o faz quando está mais nervosa e que não é tão fraca como eu, "sou mais forte".

    A Filipa acha que manter-me aqui é manter-me doente. E, por mais que me custe admitir, ela tem razão. Adoro os meus pais e não tenho a menor dúvida que também me amam. Mas esta gente é toda marada da corneta e eu cá já estou farta de o ser também. Quero sair desta casa. Se sair da cidade melhor ainda. Quanto mais longe dos olhares e das críticas melhor. Cansei de tanta pressão para corresponder a um ideal de filha irrisório e doentio. Sou como sou e aceito isso. Apesar de saber que ela não sente orgulho em mim, eu sinto. Sinto orgulho não no que fiz, mas como ultrapassei tudo, como consegui sair do fundo do poço e regressar à superfície. Sinto orgulho na pessoa em que me tornei e naquilo que pretendo para mim e para os meus. Sinto um desgosto enorme por saber que a minha própria mãe não consegue em mim o que agora vejo, mas não irei mais deixar que isso me puxe de novo para o degredo de vida.
    Continuo a achar que não sou nada atraente e que tenho um feitio tramado de se aturar quando estou com os azeites. Mas também sei que quando amo sou capaz de tudo. Sei também que sou inteligente (mesmo tendo surtos de burrice de vez em quando) e generosa. Por vezes sou casmurra que nem uma mula, mas sei admitir e pedir perdão quando erro (ou pelo menos quando tenho consciência que errei).

    Sei que ter adoecido trouxe muito sofrimento para muita gente, nomeadamente os meus pais, mas também sei que eles terão contribuído para que isso acontecesse. Não culpabilizo ninguém por ser maluca, mas também já não desculpabilizo. E já não admito que me joguem em cara o sofrimento que causei. Já enfrento a minha mãe, de quem toda a gente tem medo. Não têm sido dias nada fáceis, ela tem formas de manipular de bradar aos céus, mas já as consigo identificar (pelo menos algumas) e reagir.

    Além disso, tenho um belo de um homem ao meu lado. O futuro que tenho criado na minha cabeça para nós os dois faz-me ter forças para superar isto tudo e querer sair daqui para fora. Não quero mais dramas, não quero mais doenças nem manipulações. Amo verdadeiramente os meus pais e jamais os abandonarei. Mas deixar de viver a minha vida para alimentar ilusões, medos e, consequentemente, parvoíces mentais (doença soa mal) de AMBOS os meus progenitores, nunca mais. Chegou a altura de seguir em frente, de abandonar o ninho. Com o tempo verão que afinal não me parto e que não sou tão fraca como isso. Toca a fazer sacrifícios e juntar todos os tostões, trabalhar onde houver emprego (provavelmente apenas no inferno da empresa da família) e depois sair daqui e ser feliz.

    Anseio que passem 1, 2, 3 anos a fugir. Sorrio quando penso como e com quem estarei nessa altura.
    Por hoje é tudo. O meu homem espera-me. Beijos a todos, e força. Muita força.

    p.s. têm sido dias caóticos e de tirar qualquer um do sério lol
    p.s.s. mantenho-me na casa dos 47kgs há meses. Andando quase sempre perto dos 48, mas nunca lá chego (47.8; 47.6...o que a filipa acha interessante, praticamente lá, mas ainda não consigo)
    p.s.s.s cada dia que passa o que sinto pelo rapaz aumenta... isto é mesmo muito lamechas, mas é o que sinto. Ele tem-me feito mesmo muito bem.

    :)

    terça-feira, 29 de janeiro de 2013

    mãe (again)

    Sinto-me triste. Mais uma vez.

    A minha mãe passou o dia enfiada na cama. Levantou-se de manha cerca de uma hora. O mesmo aconteceu à tarde. Sinto que está a ficar verdadeiramente deprimida e não sei o que fazer. Sinto-me impotente e isso deixa-me em pânico. O que posso eu fazer? O que queria eu quando estava assim? Desaparecer. Nada me fazia ter vontade de viver. Deve ser isso que ela sente neste momento. E pensar que ela sente isso despedaça-me o coração. Porque é que não consigo fazê-la sentir-se melhor? Porque é que eu própria não sou razão para ela querer viver? Eu sei que a culpa não é minha, tal como não era dela quando a merda da depressão me atacou.

    "Falhei em tudo na minha vida. Falhei com o teu irmão, falhei contigo, falhei com todos vocês."

    O que é que eu posso fazer????
    Não me ir abaixo é o melhor, eu sei. Mas não é o suficiente. O que é que se faz nestes casos? Ela a mim gritava, batia-me, arrancava-me à força da cama, ligava à minha psicóloga, internava-me nas urgências, arranjava forma de eu estar sempre vigiada, jamais podia estar sozinha, virava o quarto do avesso para encontrar comida, lâminas, comprimidos ou papéis onde escrevia o que me ia cá dentro.

    Mas eu não posso fazer nada disso. Porque ela é minha mãe e não aceita que eu "mande" nela.
    Sinto que ela própria nos pede para a controlarmos, apesar de reclamar (como eu também fazia). Hoje, por exemplo, disse-lhe "vá, já chega de cama. Levanta-te e vem lanchar para tomares o comprimido. Vá! Imediatamente!" E ela veio. A reclamar, mas veio. Se eu lhe pedir com jeitinho, não vem. Por vontade própria então nem se fala.

    Ela não pode passar pelo que passei... simplesmente não pode. Não ela, não a minha mãe.
    O que é que eu faço?????????????????????????????????????
    Tenho acordado a meio da noite com a cara lavada em lágrimas. Sonho que alguém me conta que ela morre ou então vejo-me a tentar reanimá-la. God, que dramatica sou lol.

    Ah. Ela não quer fazer a operação nem os exames. "Não tenho estrutura emocional para aguentar isto". Acredito que minta aos médicos, dizendo-lhe que se sente cansada, para que continuem a adiar os exames (que não podem ser feitos enquanto não se sentir melhor). Tenho vontade de agarrar nela, enfiá-la numa maca amarrada e dizer: "Não tens outro remédio. O pai vai para Angola mas não te vai abandonar. Aceita isso de uma vez por todas, caralho!!!!!!!" (eu acho que tudo isto é a forma de ela dizer ao meu pai "preciso de ti, não vás!!").

    Enfim. Amanhã tenho exame. Estive a ver conversas (facebook) do pessoal de psicologia. Está tudo em pânico porque o professor disse que não ia facilitar minimamente no exame de recurso. Não vou passar, não  me esforcei o suficiente. Paciência. Isso é o menor dos males.

    O estupor e a minha mãe estão seriamente amuados. Cabrão de merda. Está-se a lixar para se ela respira ou não e ainda tenta piorar a coisa.
    A minha irmã está longe, não percebeu ainda a gravidade da coisa.
    A minha tia está-se a lixar para a irmã e deixou os meus avós a cargo dela. Isto sem falar no meu tio.
    Só eu e o meu pai. Só nós os dois podemos ajudar a minha mãe. Como é que eu não sei. O coitado do homem anda também irritadiço. Vê-se no tom de voz e na forma como trata os cães. Isto vai ser lindo quando ele for para Angola. Oh se vai. Vai ser simplesmente perfeito.

    pa papo-seco com manteiga; 3 fatias de queijo
    almoço esparguete com atum e molho de tomate; iogurte
    lanche 1:  iogurte
    lanche 2: meio snickers. 1 embalagem de gomas.
    Jantar: Não sei se vá comer. A mãe já jantou (yeah, right) e o pai vem tarde (vou sim, apetece-me é fazer birrinha aqui entre nós só para me armar em miúda mimada, mesmo)

    Ontem comi melhor. Sopa e legumas e tal. Hoje que se lixe.





    mãe

    Ontem não foi à consulta porque se aborreceu. "Os médicos devem achar que não tenho mais nada para fazer!"
    Ou sou eu a imaginar coisas, ou então ela anda a vomitar outra vez.
    Passa a maior parte do dia na cama, a dormir.

    Começo a ficar mais calma, a lidar melhor com isto tudo. Eu não consigo fazer mais nada, não lhe posso abrir a boca e enfiar os medicamentos lá para dentro; não a posso proibir de comer o que quer; não a posso obrigar a ir às consultas. Ela é minha mãe e não o contrário. O que posso fazer é demonstrar o meu desagrado e preocupações e fazê-la sentir que não está sozinha. Mais nada. E começo a aceitar isso. Custa mesmo muito, mas que posso eu fazer mais? Além disso, a melhor prenda que lhe posso dar é estar bem mentalmente. É nisso que me tenho de concentrar, é isso que me ajudará a ajudá-la. E é nisso mesmo que estou concentrada. Já que preciso da tal sensação de controlo, vou virá-la para o controlar a minha doença, as minhas neuras. É isso que tenho feito e é assim que vou continuar.

    Cada dia que passa sinto-me mais segura e solta perto do meu rapaz. Começo a sentir uma sensação estranha quando está a trabalhar lol Ele tem os defeitos dele, como toda a gente. Mas eu também tenho os meus que não são, de todo, poucos. Gosto mesmo, mesmo, mesmo dele :)

    Já percebo a matéria do exame de amanhã. Agora só falta sabê-la loooooooool

    A partir de 5ª feira, já vou andar mais calma ainda. Acaba-se o exame, posso dedicar-me às explicações, à mãe (e pai, claro), ao rapaz, aos avós, ao miguel, à sara, à mana, à sobrinha... credo, já me estou a stressar lol
    Relax. Respira fundo. Tu consegues, maria inês :)

    segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

    pa- 1 chávena de café com leite (açúcar incluído); 1 papo-seco com manteiga; 3 fatias de queijo
    Almoço: Umas 3 ou 4 colheres de arroz; 1 bife (grande) cebolada; 1 iogurte; 1 maçã
    Lanche: 2 fatias pão com manteiga e um bocado de queijo da vaca que ri; 1 chávena de café com leite (açúcar incluído)
    Jantar: 3 fatias de pão com manteiga; 3 fatias de queijo; 2 fatias fiambre; 1 chávena café com leite (açúcar incluído)

    Nada, mesmo nada saudável, mas é domingo e o domingo costuma ser sinónimo de descanso da cozinha. Muito, muito pouco para o que tenho comido, mas hoje sinto esquisita, não tenho fome nenhuma e sinto-me um bocado enjoada (pudera, com tanta sandes e café com leite!). Nem as bolachas cá de casa me chamam à atenção. Blhec

    Começo a sentir-me menos ansiosa. O rapaz tem ajudado imenso.
    O estudo está melhor, mas o que sei ainda não dá para passar. Vejamos como corre.
    Agora vou ter com o meu homem, que acabou de chegar para o beijinho de boa noite (adoro!)
     :)

    Boa semana!
    **

    sábado, 26 de janeiro de 2013

    hey

    Ando stressada porque não tenho tempo para estudar. Quando finalmente tenho tempo, aborrece-me  portanto deito-me no sofá a ver tv (coisa que raramente faço) e a comer 3 chocolates mars (que não aprecio muito e tinha comprado para as bolas verdes do meu explicando mais novo).

    Ontem comprei 3 pares de calças. Umas 36 e duas 34. Acho ridiculo o quão magras estão as minhas pernas, tendo em consideração o que tenho comido.

    Como o mesmo ou mais ainda que o rapaz. Note-se que ele tem praí 1.80m e eu 1.62m. Ele já vai admitindo que como praticamente o mesmo que ele, só que alimento-me como se não houvesse amanhã (ou seja, devoro tudo em escassos minutos) enquanto ele leva "uma eternidade". Daí parecer que eu como pouco e que ele come muito. "É por isso que não engordas".

    Concordo com ele. Não necessariamente por achar que, se começar a comer devagar, aumento de peso, mas sim porque sei que quando conseguir comer mais lentamente será sinónimo de que ando mais calma, logo o meu corpo relaxa e não consome tudo o que devoro. Por outro lado, não vai pedir tanta comida. O que não faz sentido... assim mantenho na mesma, nao?

    Bem, paciência. Acho estranho comer mais do que há uns anos atrás e estar mais magra. Mas faz sentido.
    Não faço ideia de quanto peso, a última vez (consulta) tinha 47.2. Nunca mais me pesei, a pilha da balança morreu e nunca mais me lembrei de ir comprar uma (huuuuuuuuuuuuuuuuuuuum... esqueceste-te... claro, claro). De qualquer das formas, não me acho gorda, o que é muito bom.

    O estupor e a namorada vão-se juntar. Não percebi se  é já este mês que vem ou não. Por um lado fico muito contente (quanto menos tempo e menos coisas dele por cá, melhor). Por outro fico com alguma revolta (ele não merece ser independente primeiro que ele). Mas fico maioritariamente contente. Além de tudo, ele é meu irmão. E eu tenho saudades dele. Mas isso não faz dele menos cabrão, logo ainda estou à espera de uma oportunidade (ou duas, ou três) para poder gritar, bater, espernear e tudo o que me apetecer à frente dele, para me certificar que sofre e que está arrependido. Enquanto isso não acontecer, enquanto ele não mostrar maturidade (lol) sinto-me no direito de uns dias estar bem com ele (e até meter conversa, se me apetecer) e noutros simplesmente ignorá-lo e até magoá-lo um pouco. Tenho todo o direito e ninguém me convence do contrário (nem ninguém tenta, sinceramente...)

    Bem, vou beber água, tomar banho e stressar porque agora é hora de tar com o rapaz e não estudei nada ainda.

    kiss kiss


    sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

    Afinal tive 4 valores, em vez de 3

    O prof enviou um e-mail a pedir desculpas mas que se tinha enganado. Afinal tive 4 valores em vez de 3. Eu já nem sei o k dizer, a sério..........................

    segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

    Nega

    Chumbei, claro. Já estava à espera. O que me revolta é que o cabrão do espanhol acha realmente que uma cadeira de caca daquelas deve ser mais exigente do que outras em que envolve a vida das pessoas. Organizações... QUE SE FODAM AS EMPRESAS!!! PSICOLOGIA, MEU CARO!!!! É SUPOSTO ISTO SER UMA CADEIRA QUE AJUDE A SUBIR A MÉDIA, E NAO QUE NOS FAÇA NAO TERMINAR O CURSO!!!

    Sabem qual foi a média das notas???
    5.35
    Em 28 alunos, a média nem chega a 6 valores. Houve quem tivesse zero. Eu tive 3. Sinceramente.... Resultados piores que em estatística, o cadeirão do curso. Ou avaliação psicológica, que também é lixada comó cacete. Nem nessas duas houve tão más notas. E vem este espanhol do cacete, escrever exames que nem se podem considerar escritos em português e acha que devemos dar prioridade à cadeira dele, que é uma merda para esta licenciatura. Sinceramente... QUE TE CAIAM OS COLHÕES!

    Vou chumbar. Vou à época de setembro e vou chumbar novamente. Vou ficar sem licenciatura por uma cadeira de merda, por causa de um cabrão de merda que nem escrever ou falar português sabe. E tenho de engolir o sapo. Cabrão.

    quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

    Consultas, mãe e angola

    Consultas:

    Correram bem, tanto uma como outra.
    A sónia não achou boa ideia recomeçar a medicação, embora tenha perguntado se precisava de um s.o.s., que recusei (eu preciso é de andar mais calma diariamente, um sos é para tomar quando? Sei na teoria, mas na prática é bem diferente. Nunca consegui lidar bem com os sos).
    Reclamou um bocadinho pela perde de peso (47.2. Continuo a achar que aqueles 49 da semana passada naquela balança são muito duvidosos...), mas nada de especial. Próxima consulta em finais de março.

    A filipa acha que é normalíssimo estes sintomas de que tanto me queixo. "Não são mesmo nada descabidos!". Perguntei o que é que é suposto fazer, para andar mais calma. O que interpretei da resposta dela foi algo como "olha, filha, não podes fazer nada. É lixado como o caraças, tens toda a razão em estar com vontade de torcer o pescoço a toda a gente, mas olha, que remédio tens tu senão aguentar."

    Quando cheguei a faro a mãe diz-me "tenho más notícias".
    Os medicos ligaram a dizer que os exames que fez na 2ª feira não estão nada famosos. Tem uma válvula danificada. Dia 22 vai fazer exames para saber se pode fazer uma cena qualquer que consiste em lhe enfiarem um tubo pela boa que vai até ao coração. Se os exames não derem bom resultado, terá de por a tal máquina-tipo-pacemaker. Irrita-me também ninguém me saber explicar as coisas convenientemente. Mas não me vou stressar. Sei que o caso é grave e basta (a minha mãe agora faz parte de uma cena qualquer a nível europeu, por o caso dela ser extremamente raro). O resto os médicos que se preocupem e que façam.

    O sócio do meu pai já está em angola. Daqui a um mês ou dois irá o estupor. Depois irá o meu pai. Fico com a mãe e os avós a meu cargo e com muito gosto. Vou passar as passinhas do algarve, mas vou superar esta fase da minha vida de cabeça erguida. Toda descabelada, cheia de olheiras e nódoas negras, mas de cabeça erguida. Custe o que custar. Este ano vai ser um ano sem recaídas, vocês vão ver. Vou andar toda marada dos cornos, mas não vou voltar à inês disfuncional.

    O exame da uni correu mal (de esperar, sem dramas). Repito dia 30 quase de certeza.

    (pai acabou de entrar aqui "tens de me ajudar com a tua mãe, ela está a ficar mesmo deprimida...")

    Suponho que, a partir de amanhã, tenha mais uma explicanda (8ºano).

    O rapaz diz estar a ficar deprimido também. Engraçado que isto começou quando o avisei (de forma mais clara ainda) que estou e vou passar por momentos difíceis e que por vezes posso ser injusta com ele, sem intenção. Cá me parece que ele não sabe o que fazer quando os outros estão mal, então deprime também, porque assim tem "desculpa" para não conseguir ajudar. É tudo muito lindo e ele precisa de ajuda. Mas eu não tenho cabeça para mais dramas e para tentar ser o anjinho da guarda de toda a gente (muito menos quando mal sei tomar conta de mim). Se continuar com dramas, peço que se afaste. Os meus pais em primeiro lugar. Não preciso/posso juntar-me a uma pessoa tão ou mais disfuncional que eu. Tal como diz a filipa e a minha mãe, "precisas de um homem de pulso forte".

    E é tudo por hoje. Tenho de ir pôr a fralda na avó. Beijinhos a todas!!

    segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

    Mãe.

    A minha mãe está novamente nas urgências, o médico não gostou de a ver e mandou-a fazer exames. Porque é que eu não me admiro? Enfim. Esperemos que não seja internada outra vez.

    (PORQUE É QUE NÃO LEVASTE A PORCARIA DA MEDICAÇÃO, CACETE???
    E PORQUE É QUE NÃO ME DEIXASTE IR LEVAR-TA?)

    Bah. Vou estudar. Ou pelo menos tentar. Exame na 4ª. **

    fim-de-semana

    47kgs certinhos. Perdi praticamente 2kgs numa semana. Não sei como, mas perdi.

    O sábado correu lindamente. A minha prima veio cá jantar comigo e depois fomos passear ao forum porque ela precisava de comprar umas calças. Nos entretantos, o namorado terminou com ela e o ambiente ficou relativamente pesado.
    Para piorar, a miúda estava toda contente que tinha descido de um 40 para um 38 (nº de calças), mas o modelo que ela queria era muito estranho justo: o 38 não servia e o 40 estava apertado (cá para mim, aquele 38 também não me deveria servir, ou então ficaria apertado... era mesmo um modelo pequeno). A miúda ficou ainda mais tristonha. Merda de modas.
    Nada de estudo, nada de alegrias, mas enquanto me concentrei nela, consegui descansar a minha cabeça. Jantei duas vezes (uma vez com ela e outra com o rapaz) filetes de pescada com molho de tomate; batatas cozidas; meio iogurte e meia maçã (dividida com a prima, que já estava cheia).
    Dormi na casa do rapaz.

    Domingo era suposto ficarmos de ronha até ao meio-dia, mas não consegui. Às 10h já estava eu a puxá-lo da cama para irmos levar o almoço aos meus avós (ele queria vir, não o obriguei). Fomos à praça comprar alface e peixe para o almoço (resultou em chocos) e regressámos chez-lui.
    Começámos a ver filmes e séries, o tempo foi passando, comemos bolachas de água e sal e adormecemos, sem almoçar. Obviamente, ele acordou com uma hipoglicémia. Pu-lo a comer e fomos fazer compras (é o que digo, ele é mais gaja do que eu). Regressámos, fizemos o jantar (ele fez, basicamente), jantámos e vimos mais séries. Eram 2h da manhã quando regressei a casa.

    Ansiedade de ontem: valores altíssimos ao acordar, diminuindo ao logo do dia. Quando cheguei a casa, estariam perto de valores nulos.

    Quinta-feira, se tiver coragem, vou pedir à sónia para me receitar qualquer coisa para a ansiedade. E, caso ela receite, vou tomar tudo direitinho. Preciso mesmo de andar mais calma.
    Além disso, vou tentar não perder mais peso até 5ª feira. Aliás, vou tentar aumentar. Vontade quase nula de o fazer, mas tem de ser. Não posso ficar nisto eternamente. **


    sábado, 12 de janeiro de 2013

    stress e afins

    Ontem consegui relaxar durante meia hora. 
    Quando? A minha prima estava triste e resolvi pegar no carro e levá-la à praia depois da explicação (21h). E foi isso. Foi o único momento em que relaxei (a nível psicológico). 
    Durante o dia de ontem senti-me tão, mas tão ansiosa que ao fim da tarde a cabeça parecia que ia explodir e estava cheia de vómitos. Deitei-me um bocado até chegarem as miúdas para a explicação "estás tão pálida! Sentes-te bem?"

    Graças à dor de cabeça que ainda permanecia, consegui não me sentir irritada durante a explicação. E as miúdas ajudaram... respeitaram a dor de cabeça, trouxeram-me o lanche e contavam coisas parvas para me tentarem fazer rir. 

    Relaxei mais um bocado a ver "how i met your mother" com o rapaz. Mas já não tanto. Embora estive quietinha e caladinha, qualquer movimento que ele fizesse irritava-me. Tentei substituir más reacções com beijinhos e abraços. Ajuda, mas não cura. 

    Não percebo o que se passa comigo. Há meses que me sinto assim e, em vez de aprender a lidar com isso, sinto-me cada vez pior. 

    A mãe foi para o campo ontem, volta amanhã e deixou a medicação em casa. "São só dois dias, não vou a Faro de propósito buscar isso...". Talvez peça ao rapaz para lá irmos esta tarde levar a medicação. Isto é de loucos. 

    O meu pai vai para Angola este verão. Teve um enfarte há uns anitos e também só toma a medicação se for lembrado. A minha mãe teve este verão um enfarte e um avc e faz birras para tomar a medicação. 
    "Já não vos posso ouvir com a porcaria dos comprimidos! Vou começar a tomar em dobro, para ver se me deixam em paz de vez!"

    Quando o meu pai foi uns dias a Angola, a minha mãe estava insuportável e extremamente deprimida. Quando ele for durante meses, ficará à minha responsabilidade. Se lhe acontecer alguma coisa, a culpa será minha, porque não consegui controlar a toma da medicação, o tipo de alimentação e o descanso/esforço físico. Além disso, bem longe daqui, estará o meu pai, sem ninguém para o controlar também. 

    Sinto-me impotente e isso irrita-me. Apetece-me gritar com eles e, por vezes, enfiá-los num hospital ou assim, para que cuidem deles e me deixem relaxar uns tempos. Isto dá-me cabo dos nervos. Pensar na possibilidade de os perder (e ainda por cima por coisas tão absurdas) deixa-me mesmo muito aflita.

    Agora sim, tenho uma ideia do que eles sentiram quando eu estava mesmo doente. E percebo o alívio que seria para eles quando eu estava internada. 

    Eu não sei lidar com isto tudo. Já me mentalizei em relação à alimentação. Já percebi que não posso obrigá-los a comer totalmente bem. Já não me irrito com isso. Mas com a medicação não consigo! Porque é que eles se maltratam tanto??? 

    Quero voltar a ser criança...

    (aborrece-me reler. Que se lixem os erros)

    sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

    Erros!

    Estive a reler alguns posts que escrevi e ia enlouquecendo com a quantidade de erros gramaticais. GOD eu sei a diferença entre há e à!!! Enfim, enfim. Azar. Não liguem a erros, ok? Eu devia reler os posts antes de publicar, mas aborrece sempre. Sorry**

    quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

    Banhas

    Banhas. Só sinto banhas por todo o lado. Evito o espelho ao máximo, para não chorar. Mas sinto-as. Estou a sufocar em tanta banha (principalmente no cérebro, eu sei lol). Banhas. Só banhas...


    ncvkadlghadpgjadghjadio

    Nervos. Muitos nervos, muita raiva, muita ansiedade. 

    Estou a ficar um bisonte. Barriga, pernas e rabo nojentos. A roupa já não me está larga.
    A mãe não me deixa estudar e quando me oponho, ela fica triste, eu fico irritada e a pouca vontade de estudar esta cadeira nojenta desaparece. O exame è 4ªfeira e ainda nem a metade da matéria cheguei.
    O rapaz começa a ser mais aberto e acha que eu deveria ser mais sei-lá-o-quê. Sou nova nesta porcaria toda e ele insiste e "exige" demasiado, por vezes parece que se esquece do que me aconteceu e isso dói. Começo a sentir-me suja e nojenta. Ah, ontem embirrou comigo que para tonificar os glúteos e as coxas basta andar, quanto muito correr. Tentei explicar que andar ou correr não faz grande coisa em termos de tonificação e ele nada. No que deve embirrar (mãe dele, por exemplo) não embirra. E no que não faz sentido, embirra. Tal como na vez em que embirrou que papel celofan é o mesmo que película aderente. Só acreditou em mim quando vimos na net. Aí mantive a calma, até achei piada ao ridículo da coisa, mas ontem ia-me passando. Não sei se por ter a ver com o corpo, alimentação, e cenas dessas, mas tive uma grande vontade de o mandar à merda. A culpa não é dele, mas hoje apetece-me simplesmente terminar com tudo. Assim já tinha tempo de sobra. 
    Os miúdos chegam tarde à explicação e não trazem tpc's feitos. Passo-me da cabeça e obrigo-os a ficarem a fazê-los depois da hora. "não me interessa se estão à tua espera. Pensasses nisso antes". Não posso ser assim, senão eles ficam a odiar a explicação/estudo. 

    Há um ano atrás tinha menos 10kgs. Estou a ficar gorda e odeio a sensação. 
    Queria tanto voltar atrás... porque é que tem de ser tão difícil? Fuck. Merda de vida.





    segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

    "apetecia-me torcer-te o pescoço"

    "Depois de ver a tua mensagem só me apetecia torcer-te o pescoço... mas só porque me preocupo contigo!"

    Não sei como ela o faz, mas vim de lá cheia de forças outra vez. Vou estudar o máximo que conseguir e tenho de terminar a licenciatura este ano. E vou ficar boa, não sei quando, mas vou.

    Ela acha que estou bem, mas é um bem muito frágil ainda e é preciso fortalecê-lo. Para isso, é fundamental não "abandonar" as consultas, muito pelo contrário. Além disso, ela está quase a ser mamã novamente, pelo que ficaremos sem nos ver durante uns tempos.

    Para a semana, dia 17, consulta com psiquiatra e psicóloga. Já terei feito o exame da faculdade.

    Tenho em vista um apartamento beeeem barato , novo e em Faro. Falam em t2,t3 e t4 a preços fabulásticos. Se for mesmo assim, ficarei com um e o estupor com outro. Ele junta-se com a cátia e o meu rapaz irá para o meu, assim ficaria mais perto de mim, sem aquela humidade toda da casa dele e gastaria menos gasóleo. Quando me sentir preparada, deixarei o meu ninho (não é para breve, ainda me parece que a relação seja muito recente).

    Sinto-me belissimamente bem, apesar dos quase 49kgs (hoje, no santa maria, 48.800) me estarem a fazer uma GRANDE confusão e vejo a vida sorrir-me novamente (aliás, voltei eu a sorrir para a vida). Reforçando a ideia do peso... ora deixa cá ver, eu passo o sábado sem comer, só comendo à noite e engordo 1kg?? wtf?? Que se lixem as dietas!!!
    (sinceramente, eu tenho comido muita porcaria... e poucas sopas... e muita porcaria... e poucos legumes...e muita porcaria... e pouca fruta... e muita porcaria...mas que se lixe, em tempos de festa há desculpa lol)

    Assim sim, gosto de gastar 35 euros. Sentir-me assim não tem preço :)
    Céus, como eu adoro esta mulher LOL

    p.s. estou bem perto de completar 7 anos de acompanhamento com estas médicas... god... se calhar está na altura de aceitar que terei de ter alta...não?

    domingo, 6 de janeiro de 2013

    consulta amanhã

    Não sei se cheguei a contar, mas no outro dia enviei msg à psicóloga a pedir para não ter consultas este mês porque não tenho tempo para nada, a mãe precisa de ser vigiada e tirar um dia para ir a lisboa ia deixar-me ainda mais ansiosa e irritadiça do que já ando (lido mesmo mal com o ter muita coisa para fazer e pouco tempo... ou, por outras palavras, lido mal com isto de ser adulta e responsável).

    Como ela não me respondia, no dia seguinte voltei a insistir, dizendo que precisava mesmo de saber se haveria consulta ou não para me poder organizar. Disse também que não estava a delirar novamente, que o peso estava estável e a cabeça também e que estava apenas com muita coisa para fazer e tirar um dia era complicado. Resposta que obtive: "Inês, nós já tivemos esta conversa várias vezes e eu não vou tê-la novamente, muito menos por sms."

    Isto foi no sábado de manhã. Mal o rapaz saiu, desatei a chorar compulsivamente, como se alguém tivesse morrido. "Ok. Até 2ª então. Beijinho (não fique chateada comigo...)". "Não Inês, não fico chateada. Um beijinho e até 2ª".

    (Isto agora relido até pareço mesmo uma criancinha lol)

    Continuando... Isto serviu para eu ficar completamente deprimida, achar que o mundo não presta e blábláblá. Caguei para o estudo e para o comer (comi por volta das 21h), só queria ficar na cama a choramingar e a lamentar-me.
    Neste momento estou feliz outra vez (l-o-l) e até me agrada a ideia de lá ir amanhã.

    Ora bem, que se passou para estas oscilações de humor? Talvez o facto de ela me ter "obrigado" a lá ir me tenha feito assentar os pés na terra, porque eu ainda não me sinto totalmente bem e só ela vê isso. Ela abana-me quando preciso e por vezes isso dói. Penso que tenha sido por isso que ontem me fartei de chorar e me senti tão triste (porque admitir que estamos doentes e dependentes de outros nem sempre é fácil) e hoje não.

    Talvez hoje ainda não comece a estudar, mas amanhã talvez o faça. Aliás, amanhã vou a Lisboa (6h15) e quando chegar (16h) vou estar uma horita com o rapaz, depois dou explicação e depois jantar e depois não vou ter cabeça à noite, porque vou estar a pensar na consulta... (eu sei. desculpas. whatever)

    Amanhã é outro dia, venha ele :)


    quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

    Natal e passagem de ano

    No fim-de-semana antes do natal fui para a nossa casita do campo ajudar a adiantar as comidas e as limpezas. Apesar da trabalheira, adorei. 
    Tive também a experiência de ficar alone com 1 criança de 6 meses, uma de 6 anos e um de 11 e dois cães. Tirando o momento caótico em que a bebé berrava de fome enquanto os outros dois miúdos corriam pela casa aos gritos porque brincavam com os cães que resolviam ladrar, a coisa até correu bem. lol agora até tem piada, mas na altura só me apetecia gritar. Pus a de 6 anos a ver bonecos, o de 11 a ler banda desenhada e alimentei a pequenita. Quando o resto dos adultos chegou, estava a pequena de barriga cheia e a adormecer nos meu braços e  os outros dois muito sossegadinhos. "Até tens jeitinho!"

    Dia 23 à noite, o rapaz foi buscar-me e viemos para Faro. 
    Dia 24 terminei o xaile da avó do rapaz, dei beijo de Natal à Mariana, fui ao cabeleireiro (cortei, pintei e fiz hidratação) e fui maquilhada. 
    Antes do jantar, fomos distribuir beijinhos e prendas a tios, avós e pai do meu rapaz. Chegámos à casa da tia dele por volta das 9h. Não gostei mesmo nada de ter "abandonado" a minha família para ir para aquele ambiente. Não esperaram por nós para jantar (o conceito principal do natal nao é o reunir a familia?!?!), não nos convidaram para ir à missa com eles e ficamos até à meia-noite a olhar para a tv. Aliás, fiquei eu e o tio dele, porque os 4 velhos e o rapaz adormeceram. Nunca mais. Quanto não vale o amor e a alegria da minha família... para o ano o rapaz ou vai sozinho ou entao vem comigo. Eu para lá não vou.
    Dia 25 almoçámos e jantámos na minha casita do campo. Família reunida, boa disposição, isso sim ´natal. 
    Dia 26 a mãe foi internada no hospital, o coração estava a 35% e a retenção de líquidos (devido à medicação) estavam a "sufocar" o pulmão. Teve alta dia 31 às 20h. 
    A passagem de ano foi maravilhosa. Atrasámo-nos para ver o fogo de artificio, começou a chover, quando chegámos lá, não vimos nada por causa das árvores e aquilo estava avariado, ia um foguete agora, outro "meia hora" depois. Mas a minha mãe estava em casa e a comida que fiz estava comestível (conchinhas de camarão, bacalhau à gomes de sá, rolo de carne em massa folhada feita pelo rapaz e pelo meu pai, bolo de amêndoa e gila, pavé e arroz doce). A mãe elogiou a trabalheira que tive (eu tinha esperanças que ela iria passar connosco a passagem de ano) e sinto que tem orgulho na filha que tem. 
    Mais tarde, o rapaz saiu do trabalho (perto das 2h) e foi jantar lá em casa. A minha mãe e o meu pai, embora exaustos, insistiram em fazer companhia). 
    Dia de ano novo fomos os mesmos a almoçar: pai, mae, eu, rapaz, andré e namorada (o sermos 6 deixa os meus pais felicissimos e cheios de esperança no futuro).

    O rapaz está a fazer grandes progressos nesta relação e acredito que até o ame. Começo a sentir saudades ridiculas só porque não o vejo faz umas horas e quando estou com ele não o consigo largar. Imagino como será a nossa vida juntos e acredito que isto irá resultar. Até agora ninguém me deu a entender que ele não presta ou que não será um bom partido. A única que parece ter dúvidas sou eu. Mas essas dúvidas são cada vez menores. Quero estar com ele e já não me irrita receber tanta mensagem. Pelo contrário. 
    Acredito que toda aquela desconfiança que tinha (e ainda tenho alguma) e aquela "indiferença" que eu demonstrava seria apenas uma espécie de mecanismo de defesa, "se eu for fria e indiferente, não sofrerei caso ele não seja o que penso". A conversa com a nossa amiga sara e com a irmã da mariana fizeram-me destrancar o coração e começar a sentir. E, sinceramente, ele é fantástico. Sim, continua a dizer coisas sem sentido assim do nada; sim, continua sem se saber vestir muito bem; sim, continua com os dentes estranhos; sim, continua com um andar ainda mais estranho... mas agora, quando diz coisas sem sentido já me faz rir e brincar com ele; já tem mais cuidado na forma como se veste (nao, eu nao o fiz mudar de estilo nem ele mudou); os dentes não sao assim taaaaaaaaaaaao maus; esforça-se em andar mais direito e quando nao anda, brinco e rimo-nos dele :P 
    Sim, sou exigente, sim, talvez exagere nas críticas. Mas o medo é uma coisa difícil de controlar. 

    Progressos. Vejo progressos na minha vida. 
    Quanto à alimentação, normal. 47.6. 
    Passei a estatística.
    Pedi à psicóloga para não ir lá este mês (nao respondeu ainda).
    Fiz 6 meses de namoro.
    Amo a minha vida e o futuro que imagino.
    Aprendi que amo incondicionalmente os meus pais e que estarão sempre à frente de tudo e de todos. 
    Anseio por arranjar emprego, viver com o rapaz, ser mãe, voltar a ter um irmão e compensar os meus pais por tudo o que fizeram por mim.

    Atrevo-me a dizer ainda, anseio pelo dia da minha alta do santa maria :)
    Beijinhos e abraços