terça-feira, 29 de janeiro de 2013

mãe (again)

Sinto-me triste. Mais uma vez.

A minha mãe passou o dia enfiada na cama. Levantou-se de manha cerca de uma hora. O mesmo aconteceu à tarde. Sinto que está a ficar verdadeiramente deprimida e não sei o que fazer. Sinto-me impotente e isso deixa-me em pânico. O que posso eu fazer? O que queria eu quando estava assim? Desaparecer. Nada me fazia ter vontade de viver. Deve ser isso que ela sente neste momento. E pensar que ela sente isso despedaça-me o coração. Porque é que não consigo fazê-la sentir-se melhor? Porque é que eu própria não sou razão para ela querer viver? Eu sei que a culpa não é minha, tal como não era dela quando a merda da depressão me atacou.

"Falhei em tudo na minha vida. Falhei com o teu irmão, falhei contigo, falhei com todos vocês."

O que é que eu posso fazer????
Não me ir abaixo é o melhor, eu sei. Mas não é o suficiente. O que é que se faz nestes casos? Ela a mim gritava, batia-me, arrancava-me à força da cama, ligava à minha psicóloga, internava-me nas urgências, arranjava forma de eu estar sempre vigiada, jamais podia estar sozinha, virava o quarto do avesso para encontrar comida, lâminas, comprimidos ou papéis onde escrevia o que me ia cá dentro.

Mas eu não posso fazer nada disso. Porque ela é minha mãe e não aceita que eu "mande" nela.
Sinto que ela própria nos pede para a controlarmos, apesar de reclamar (como eu também fazia). Hoje, por exemplo, disse-lhe "vá, já chega de cama. Levanta-te e vem lanchar para tomares o comprimido. Vá! Imediatamente!" E ela veio. A reclamar, mas veio. Se eu lhe pedir com jeitinho, não vem. Por vontade própria então nem se fala.

Ela não pode passar pelo que passei... simplesmente não pode. Não ela, não a minha mãe.
O que é que eu faço?????????????????????????????????????
Tenho acordado a meio da noite com a cara lavada em lágrimas. Sonho que alguém me conta que ela morre ou então vejo-me a tentar reanimá-la. God, que dramatica sou lol.

Ah. Ela não quer fazer a operação nem os exames. "Não tenho estrutura emocional para aguentar isto". Acredito que minta aos médicos, dizendo-lhe que se sente cansada, para que continuem a adiar os exames (que não podem ser feitos enquanto não se sentir melhor). Tenho vontade de agarrar nela, enfiá-la numa maca amarrada e dizer: "Não tens outro remédio. O pai vai para Angola mas não te vai abandonar. Aceita isso de uma vez por todas, caralho!!!!!!!" (eu acho que tudo isto é a forma de ela dizer ao meu pai "preciso de ti, não vás!!").

Enfim. Amanhã tenho exame. Estive a ver conversas (facebook) do pessoal de psicologia. Está tudo em pânico porque o professor disse que não ia facilitar minimamente no exame de recurso. Não vou passar, não  me esforcei o suficiente. Paciência. Isso é o menor dos males.

O estupor e a minha mãe estão seriamente amuados. Cabrão de merda. Está-se a lixar para se ela respira ou não e ainda tenta piorar a coisa.
A minha irmã está longe, não percebeu ainda a gravidade da coisa.
A minha tia está-se a lixar para a irmã e deixou os meus avós a cargo dela. Isto sem falar no meu tio.
Só eu e o meu pai. Só nós os dois podemos ajudar a minha mãe. Como é que eu não sei. O coitado do homem anda também irritadiço. Vê-se no tom de voz e na forma como trata os cães. Isto vai ser lindo quando ele for para Angola. Oh se vai. Vai ser simplesmente perfeito.

pa papo-seco com manteiga; 3 fatias de queijo
almoço esparguete com atum e molho de tomate; iogurte
lanche 1:  iogurte
lanche 2: meio snickers. 1 embalagem de gomas.
Jantar: Não sei se vá comer. A mãe já jantou (yeah, right) e o pai vem tarde (vou sim, apetece-me é fazer birrinha aqui entre nós só para me armar em miúda mimada, mesmo)

Ontem comi melhor. Sopa e legumas e tal. Hoje que se lixe.





mãe

Ontem não foi à consulta porque se aborreceu. "Os médicos devem achar que não tenho mais nada para fazer!"
Ou sou eu a imaginar coisas, ou então ela anda a vomitar outra vez.
Passa a maior parte do dia na cama, a dormir.

Começo a ficar mais calma, a lidar melhor com isto tudo. Eu não consigo fazer mais nada, não lhe posso abrir a boca e enfiar os medicamentos lá para dentro; não a posso proibir de comer o que quer; não a posso obrigar a ir às consultas. Ela é minha mãe e não o contrário. O que posso fazer é demonstrar o meu desagrado e preocupações e fazê-la sentir que não está sozinha. Mais nada. E começo a aceitar isso. Custa mesmo muito, mas que posso eu fazer mais? Além disso, a melhor prenda que lhe posso dar é estar bem mentalmente. É nisso que me tenho de concentrar, é isso que me ajudará a ajudá-la. E é nisso mesmo que estou concentrada. Já que preciso da tal sensação de controlo, vou virá-la para o controlar a minha doença, as minhas neuras. É isso que tenho feito e é assim que vou continuar.

Cada dia que passa sinto-me mais segura e solta perto do meu rapaz. Começo a sentir uma sensação estranha quando está a trabalhar lol Ele tem os defeitos dele, como toda a gente. Mas eu também tenho os meus que não são, de todo, poucos. Gosto mesmo, mesmo, mesmo dele :)

Já percebo a matéria do exame de amanhã. Agora só falta sabê-la loooooooool

A partir de 5ª feira, já vou andar mais calma ainda. Acaba-se o exame, posso dedicar-me às explicações, à mãe (e pai, claro), ao rapaz, aos avós, ao miguel, à sara, à mana, à sobrinha... credo, já me estou a stressar lol
Relax. Respira fundo. Tu consegues, maria inês :)

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

pa- 1 chávena de café com leite (açúcar incluído); 1 papo-seco com manteiga; 3 fatias de queijo
Almoço: Umas 3 ou 4 colheres de arroz; 1 bife (grande) cebolada; 1 iogurte; 1 maçã
Lanche: 2 fatias pão com manteiga e um bocado de queijo da vaca que ri; 1 chávena de café com leite (açúcar incluído)
Jantar: 3 fatias de pão com manteiga; 3 fatias de queijo; 2 fatias fiambre; 1 chávena café com leite (açúcar incluído)

Nada, mesmo nada saudável, mas é domingo e o domingo costuma ser sinónimo de descanso da cozinha. Muito, muito pouco para o que tenho comido, mas hoje sinto esquisita, não tenho fome nenhuma e sinto-me um bocado enjoada (pudera, com tanta sandes e café com leite!). Nem as bolachas cá de casa me chamam à atenção. Blhec

Começo a sentir-me menos ansiosa. O rapaz tem ajudado imenso.
O estudo está melhor, mas o que sei ainda não dá para passar. Vejamos como corre.
Agora vou ter com o meu homem, que acabou de chegar para o beijinho de boa noite (adoro!)
 :)

Boa semana!
**

sábado, 26 de janeiro de 2013

hey

Ando stressada porque não tenho tempo para estudar. Quando finalmente tenho tempo, aborrece-me  portanto deito-me no sofá a ver tv (coisa que raramente faço) e a comer 3 chocolates mars (que não aprecio muito e tinha comprado para as bolas verdes do meu explicando mais novo).

Ontem comprei 3 pares de calças. Umas 36 e duas 34. Acho ridiculo o quão magras estão as minhas pernas, tendo em consideração o que tenho comido.

Como o mesmo ou mais ainda que o rapaz. Note-se que ele tem praí 1.80m e eu 1.62m. Ele já vai admitindo que como praticamente o mesmo que ele, só que alimento-me como se não houvesse amanhã (ou seja, devoro tudo em escassos minutos) enquanto ele leva "uma eternidade". Daí parecer que eu como pouco e que ele come muito. "É por isso que não engordas".

Concordo com ele. Não necessariamente por achar que, se começar a comer devagar, aumento de peso, mas sim porque sei que quando conseguir comer mais lentamente será sinónimo de que ando mais calma, logo o meu corpo relaxa e não consome tudo o que devoro. Por outro lado, não vai pedir tanta comida. O que não faz sentido... assim mantenho na mesma, nao?

Bem, paciência. Acho estranho comer mais do que há uns anos atrás e estar mais magra. Mas faz sentido.
Não faço ideia de quanto peso, a última vez (consulta) tinha 47.2. Nunca mais me pesei, a pilha da balança morreu e nunca mais me lembrei de ir comprar uma (huuuuuuuuuuuuuuuuuuuum... esqueceste-te... claro, claro). De qualquer das formas, não me acho gorda, o que é muito bom.

O estupor e a namorada vão-se juntar. Não percebi se  é já este mês que vem ou não. Por um lado fico muito contente (quanto menos tempo e menos coisas dele por cá, melhor). Por outro fico com alguma revolta (ele não merece ser independente primeiro que ele). Mas fico maioritariamente contente. Além de tudo, ele é meu irmão. E eu tenho saudades dele. Mas isso não faz dele menos cabrão, logo ainda estou à espera de uma oportunidade (ou duas, ou três) para poder gritar, bater, espernear e tudo o que me apetecer à frente dele, para me certificar que sofre e que está arrependido. Enquanto isso não acontecer, enquanto ele não mostrar maturidade (lol) sinto-me no direito de uns dias estar bem com ele (e até meter conversa, se me apetecer) e noutros simplesmente ignorá-lo e até magoá-lo um pouco. Tenho todo o direito e ninguém me convence do contrário (nem ninguém tenta, sinceramente...)

Bem, vou beber água, tomar banho e stressar porque agora é hora de tar com o rapaz e não estudei nada ainda.

kiss kiss


sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Afinal tive 4 valores, em vez de 3

O prof enviou um e-mail a pedir desculpas mas que se tinha enganado. Afinal tive 4 valores em vez de 3. Eu já nem sei o k dizer, a sério..........................

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Nega

Chumbei, claro. Já estava à espera. O que me revolta é que o cabrão do espanhol acha realmente que uma cadeira de caca daquelas deve ser mais exigente do que outras em que envolve a vida das pessoas. Organizações... QUE SE FODAM AS EMPRESAS!!! PSICOLOGIA, MEU CARO!!!! É SUPOSTO ISTO SER UMA CADEIRA QUE AJUDE A SUBIR A MÉDIA, E NAO QUE NOS FAÇA NAO TERMINAR O CURSO!!!

Sabem qual foi a média das notas???
5.35
Em 28 alunos, a média nem chega a 6 valores. Houve quem tivesse zero. Eu tive 3. Sinceramente.... Resultados piores que em estatística, o cadeirão do curso. Ou avaliação psicológica, que também é lixada comó cacete. Nem nessas duas houve tão más notas. E vem este espanhol do cacete, escrever exames que nem se podem considerar escritos em português e acha que devemos dar prioridade à cadeira dele, que é uma merda para esta licenciatura. Sinceramente... QUE TE CAIAM OS COLHÕES!

Vou chumbar. Vou à época de setembro e vou chumbar novamente. Vou ficar sem licenciatura por uma cadeira de merda, por causa de um cabrão de merda que nem escrever ou falar português sabe. E tenho de engolir o sapo. Cabrão.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Consultas, mãe e angola

Consultas:

Correram bem, tanto uma como outra.
A sónia não achou boa ideia recomeçar a medicação, embora tenha perguntado se precisava de um s.o.s., que recusei (eu preciso é de andar mais calma diariamente, um sos é para tomar quando? Sei na teoria, mas na prática é bem diferente. Nunca consegui lidar bem com os sos).
Reclamou um bocadinho pela perde de peso (47.2. Continuo a achar que aqueles 49 da semana passada naquela balança são muito duvidosos...), mas nada de especial. Próxima consulta em finais de março.

A filipa acha que é normalíssimo estes sintomas de que tanto me queixo. "Não são mesmo nada descabidos!". Perguntei o que é que é suposto fazer, para andar mais calma. O que interpretei da resposta dela foi algo como "olha, filha, não podes fazer nada. É lixado como o caraças, tens toda a razão em estar com vontade de torcer o pescoço a toda a gente, mas olha, que remédio tens tu senão aguentar."

Quando cheguei a faro a mãe diz-me "tenho más notícias".
Os medicos ligaram a dizer que os exames que fez na 2ª feira não estão nada famosos. Tem uma válvula danificada. Dia 22 vai fazer exames para saber se pode fazer uma cena qualquer que consiste em lhe enfiarem um tubo pela boa que vai até ao coração. Se os exames não derem bom resultado, terá de por a tal máquina-tipo-pacemaker. Irrita-me também ninguém me saber explicar as coisas convenientemente. Mas não me vou stressar. Sei que o caso é grave e basta (a minha mãe agora faz parte de uma cena qualquer a nível europeu, por o caso dela ser extremamente raro). O resto os médicos que se preocupem e que façam.

O sócio do meu pai já está em angola. Daqui a um mês ou dois irá o estupor. Depois irá o meu pai. Fico com a mãe e os avós a meu cargo e com muito gosto. Vou passar as passinhas do algarve, mas vou superar esta fase da minha vida de cabeça erguida. Toda descabelada, cheia de olheiras e nódoas negras, mas de cabeça erguida. Custe o que custar. Este ano vai ser um ano sem recaídas, vocês vão ver. Vou andar toda marada dos cornos, mas não vou voltar à inês disfuncional.

O exame da uni correu mal (de esperar, sem dramas). Repito dia 30 quase de certeza.

(pai acabou de entrar aqui "tens de me ajudar com a tua mãe, ela está a ficar mesmo deprimida...")

Suponho que, a partir de amanhã, tenha mais uma explicanda (8ºano).

O rapaz diz estar a ficar deprimido também. Engraçado que isto começou quando o avisei (de forma mais clara ainda) que estou e vou passar por momentos difíceis e que por vezes posso ser injusta com ele, sem intenção. Cá me parece que ele não sabe o que fazer quando os outros estão mal, então deprime também, porque assim tem "desculpa" para não conseguir ajudar. É tudo muito lindo e ele precisa de ajuda. Mas eu não tenho cabeça para mais dramas e para tentar ser o anjinho da guarda de toda a gente (muito menos quando mal sei tomar conta de mim). Se continuar com dramas, peço que se afaste. Os meus pais em primeiro lugar. Não preciso/posso juntar-me a uma pessoa tão ou mais disfuncional que eu. Tal como diz a filipa e a minha mãe, "precisas de um homem de pulso forte".

E é tudo por hoje. Tenho de ir pôr a fralda na avó. Beijinhos a todas!!

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Mãe.

A minha mãe está novamente nas urgências, o médico não gostou de a ver e mandou-a fazer exames. Porque é que eu não me admiro? Enfim. Esperemos que não seja internada outra vez.

(PORQUE É QUE NÃO LEVASTE A PORCARIA DA MEDICAÇÃO, CACETE???
E PORQUE É QUE NÃO ME DEIXASTE IR LEVAR-TA?)

Bah. Vou estudar. Ou pelo menos tentar. Exame na 4ª. **

fim-de-semana

47kgs certinhos. Perdi praticamente 2kgs numa semana. Não sei como, mas perdi.

O sábado correu lindamente. A minha prima veio cá jantar comigo e depois fomos passear ao forum porque ela precisava de comprar umas calças. Nos entretantos, o namorado terminou com ela e o ambiente ficou relativamente pesado.
Para piorar, a miúda estava toda contente que tinha descido de um 40 para um 38 (nº de calças), mas o modelo que ela queria era muito estranho justo: o 38 não servia e o 40 estava apertado (cá para mim, aquele 38 também não me deveria servir, ou então ficaria apertado... era mesmo um modelo pequeno). A miúda ficou ainda mais tristonha. Merda de modas.
Nada de estudo, nada de alegrias, mas enquanto me concentrei nela, consegui descansar a minha cabeça. Jantei duas vezes (uma vez com ela e outra com o rapaz) filetes de pescada com molho de tomate; batatas cozidas; meio iogurte e meia maçã (dividida com a prima, que já estava cheia).
Dormi na casa do rapaz.

Domingo era suposto ficarmos de ronha até ao meio-dia, mas não consegui. Às 10h já estava eu a puxá-lo da cama para irmos levar o almoço aos meus avós (ele queria vir, não o obriguei). Fomos à praça comprar alface e peixe para o almoço (resultou em chocos) e regressámos chez-lui.
Começámos a ver filmes e séries, o tempo foi passando, comemos bolachas de água e sal e adormecemos, sem almoçar. Obviamente, ele acordou com uma hipoglicémia. Pu-lo a comer e fomos fazer compras (é o que digo, ele é mais gaja do que eu). Regressámos, fizemos o jantar (ele fez, basicamente), jantámos e vimos mais séries. Eram 2h da manhã quando regressei a casa.

Ansiedade de ontem: valores altíssimos ao acordar, diminuindo ao logo do dia. Quando cheguei a casa, estariam perto de valores nulos.

Quinta-feira, se tiver coragem, vou pedir à sónia para me receitar qualquer coisa para a ansiedade. E, caso ela receite, vou tomar tudo direitinho. Preciso mesmo de andar mais calma.
Além disso, vou tentar não perder mais peso até 5ª feira. Aliás, vou tentar aumentar. Vontade quase nula de o fazer, mas tem de ser. Não posso ficar nisto eternamente. **


sábado, 12 de janeiro de 2013

stress e afins

Ontem consegui relaxar durante meia hora. 
Quando? A minha prima estava triste e resolvi pegar no carro e levá-la à praia depois da explicação (21h). E foi isso. Foi o único momento em que relaxei (a nível psicológico). 
Durante o dia de ontem senti-me tão, mas tão ansiosa que ao fim da tarde a cabeça parecia que ia explodir e estava cheia de vómitos. Deitei-me um bocado até chegarem as miúdas para a explicação "estás tão pálida! Sentes-te bem?"

Graças à dor de cabeça que ainda permanecia, consegui não me sentir irritada durante a explicação. E as miúdas ajudaram... respeitaram a dor de cabeça, trouxeram-me o lanche e contavam coisas parvas para me tentarem fazer rir. 

Relaxei mais um bocado a ver "how i met your mother" com o rapaz. Mas já não tanto. Embora estive quietinha e caladinha, qualquer movimento que ele fizesse irritava-me. Tentei substituir más reacções com beijinhos e abraços. Ajuda, mas não cura. 

Não percebo o que se passa comigo. Há meses que me sinto assim e, em vez de aprender a lidar com isso, sinto-me cada vez pior. 

A mãe foi para o campo ontem, volta amanhã e deixou a medicação em casa. "São só dois dias, não vou a Faro de propósito buscar isso...". Talvez peça ao rapaz para lá irmos esta tarde levar a medicação. Isto é de loucos. 

O meu pai vai para Angola este verão. Teve um enfarte há uns anitos e também só toma a medicação se for lembrado. A minha mãe teve este verão um enfarte e um avc e faz birras para tomar a medicação. 
"Já não vos posso ouvir com a porcaria dos comprimidos! Vou começar a tomar em dobro, para ver se me deixam em paz de vez!"

Quando o meu pai foi uns dias a Angola, a minha mãe estava insuportável e extremamente deprimida. Quando ele for durante meses, ficará à minha responsabilidade. Se lhe acontecer alguma coisa, a culpa será minha, porque não consegui controlar a toma da medicação, o tipo de alimentação e o descanso/esforço físico. Além disso, bem longe daqui, estará o meu pai, sem ninguém para o controlar também. 

Sinto-me impotente e isso irrita-me. Apetece-me gritar com eles e, por vezes, enfiá-los num hospital ou assim, para que cuidem deles e me deixem relaxar uns tempos. Isto dá-me cabo dos nervos. Pensar na possibilidade de os perder (e ainda por cima por coisas tão absurdas) deixa-me mesmo muito aflita.

Agora sim, tenho uma ideia do que eles sentiram quando eu estava mesmo doente. E percebo o alívio que seria para eles quando eu estava internada. 

Eu não sei lidar com isto tudo. Já me mentalizei em relação à alimentação. Já percebi que não posso obrigá-los a comer totalmente bem. Já não me irrito com isso. Mas com a medicação não consigo! Porque é que eles se maltratam tanto??? 

Quero voltar a ser criança...

(aborrece-me reler. Que se lixem os erros)

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Erros!

Estive a reler alguns posts que escrevi e ia enlouquecendo com a quantidade de erros gramaticais. GOD eu sei a diferença entre há e à!!! Enfim, enfim. Azar. Não liguem a erros, ok? Eu devia reler os posts antes de publicar, mas aborrece sempre. Sorry**

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Banhas

Banhas. Só sinto banhas por todo o lado. Evito o espelho ao máximo, para não chorar. Mas sinto-as. Estou a sufocar em tanta banha (principalmente no cérebro, eu sei lol). Banhas. Só banhas...


ncvkadlghadpgjadghjadio

Nervos. Muitos nervos, muita raiva, muita ansiedade. 

Estou a ficar um bisonte. Barriga, pernas e rabo nojentos. A roupa já não me está larga.
A mãe não me deixa estudar e quando me oponho, ela fica triste, eu fico irritada e a pouca vontade de estudar esta cadeira nojenta desaparece. O exame è 4ªfeira e ainda nem a metade da matéria cheguei.
O rapaz começa a ser mais aberto e acha que eu deveria ser mais sei-lá-o-quê. Sou nova nesta porcaria toda e ele insiste e "exige" demasiado, por vezes parece que se esquece do que me aconteceu e isso dói. Começo a sentir-me suja e nojenta. Ah, ontem embirrou comigo que para tonificar os glúteos e as coxas basta andar, quanto muito correr. Tentei explicar que andar ou correr não faz grande coisa em termos de tonificação e ele nada. No que deve embirrar (mãe dele, por exemplo) não embirra. E no que não faz sentido, embirra. Tal como na vez em que embirrou que papel celofan é o mesmo que película aderente. Só acreditou em mim quando vimos na net. Aí mantive a calma, até achei piada ao ridículo da coisa, mas ontem ia-me passando. Não sei se por ter a ver com o corpo, alimentação, e cenas dessas, mas tive uma grande vontade de o mandar à merda. A culpa não é dele, mas hoje apetece-me simplesmente terminar com tudo. Assim já tinha tempo de sobra. 
Os miúdos chegam tarde à explicação e não trazem tpc's feitos. Passo-me da cabeça e obrigo-os a ficarem a fazê-los depois da hora. "não me interessa se estão à tua espera. Pensasses nisso antes". Não posso ser assim, senão eles ficam a odiar a explicação/estudo. 

Há um ano atrás tinha menos 10kgs. Estou a ficar gorda e odeio a sensação. 
Queria tanto voltar atrás... porque é que tem de ser tão difícil? Fuck. Merda de vida.





segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

"apetecia-me torcer-te o pescoço"

"Depois de ver a tua mensagem só me apetecia torcer-te o pescoço... mas só porque me preocupo contigo!"

Não sei como ela o faz, mas vim de lá cheia de forças outra vez. Vou estudar o máximo que conseguir e tenho de terminar a licenciatura este ano. E vou ficar boa, não sei quando, mas vou.

Ela acha que estou bem, mas é um bem muito frágil ainda e é preciso fortalecê-lo. Para isso, é fundamental não "abandonar" as consultas, muito pelo contrário. Além disso, ela está quase a ser mamã novamente, pelo que ficaremos sem nos ver durante uns tempos.

Para a semana, dia 17, consulta com psiquiatra e psicóloga. Já terei feito o exame da faculdade.

Tenho em vista um apartamento beeeem barato , novo e em Faro. Falam em t2,t3 e t4 a preços fabulásticos. Se for mesmo assim, ficarei com um e o estupor com outro. Ele junta-se com a cátia e o meu rapaz irá para o meu, assim ficaria mais perto de mim, sem aquela humidade toda da casa dele e gastaria menos gasóleo. Quando me sentir preparada, deixarei o meu ninho (não é para breve, ainda me parece que a relação seja muito recente).

Sinto-me belissimamente bem, apesar dos quase 49kgs (hoje, no santa maria, 48.800) me estarem a fazer uma GRANDE confusão e vejo a vida sorrir-me novamente (aliás, voltei eu a sorrir para a vida). Reforçando a ideia do peso... ora deixa cá ver, eu passo o sábado sem comer, só comendo à noite e engordo 1kg?? wtf?? Que se lixem as dietas!!!
(sinceramente, eu tenho comido muita porcaria... e poucas sopas... e muita porcaria... e poucos legumes...e muita porcaria... e pouca fruta... e muita porcaria...mas que se lixe, em tempos de festa há desculpa lol)

Assim sim, gosto de gastar 35 euros. Sentir-me assim não tem preço :)
Céus, como eu adoro esta mulher LOL

p.s. estou bem perto de completar 7 anos de acompanhamento com estas médicas... god... se calhar está na altura de aceitar que terei de ter alta...não?

domingo, 6 de janeiro de 2013

consulta amanhã

Não sei se cheguei a contar, mas no outro dia enviei msg à psicóloga a pedir para não ter consultas este mês porque não tenho tempo para nada, a mãe precisa de ser vigiada e tirar um dia para ir a lisboa ia deixar-me ainda mais ansiosa e irritadiça do que já ando (lido mesmo mal com o ter muita coisa para fazer e pouco tempo... ou, por outras palavras, lido mal com isto de ser adulta e responsável).

Como ela não me respondia, no dia seguinte voltei a insistir, dizendo que precisava mesmo de saber se haveria consulta ou não para me poder organizar. Disse também que não estava a delirar novamente, que o peso estava estável e a cabeça também e que estava apenas com muita coisa para fazer e tirar um dia era complicado. Resposta que obtive: "Inês, nós já tivemos esta conversa várias vezes e eu não vou tê-la novamente, muito menos por sms."

Isto foi no sábado de manhã. Mal o rapaz saiu, desatei a chorar compulsivamente, como se alguém tivesse morrido. "Ok. Até 2ª então. Beijinho (não fique chateada comigo...)". "Não Inês, não fico chateada. Um beijinho e até 2ª".

(Isto agora relido até pareço mesmo uma criancinha lol)

Continuando... Isto serviu para eu ficar completamente deprimida, achar que o mundo não presta e blábláblá. Caguei para o estudo e para o comer (comi por volta das 21h), só queria ficar na cama a choramingar e a lamentar-me.
Neste momento estou feliz outra vez (l-o-l) e até me agrada a ideia de lá ir amanhã.

Ora bem, que se passou para estas oscilações de humor? Talvez o facto de ela me ter "obrigado" a lá ir me tenha feito assentar os pés na terra, porque eu ainda não me sinto totalmente bem e só ela vê isso. Ela abana-me quando preciso e por vezes isso dói. Penso que tenha sido por isso que ontem me fartei de chorar e me senti tão triste (porque admitir que estamos doentes e dependentes de outros nem sempre é fácil) e hoje não.

Talvez hoje ainda não comece a estudar, mas amanhã talvez o faça. Aliás, amanhã vou a Lisboa (6h15) e quando chegar (16h) vou estar uma horita com o rapaz, depois dou explicação e depois jantar e depois não vou ter cabeça à noite, porque vou estar a pensar na consulta... (eu sei. desculpas. whatever)

Amanhã é outro dia, venha ele :)


quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Natal e passagem de ano

No fim-de-semana antes do natal fui para a nossa casita do campo ajudar a adiantar as comidas e as limpezas. Apesar da trabalheira, adorei. 
Tive também a experiência de ficar alone com 1 criança de 6 meses, uma de 6 anos e um de 11 e dois cães. Tirando o momento caótico em que a bebé berrava de fome enquanto os outros dois miúdos corriam pela casa aos gritos porque brincavam com os cães que resolviam ladrar, a coisa até correu bem. lol agora até tem piada, mas na altura só me apetecia gritar. Pus a de 6 anos a ver bonecos, o de 11 a ler banda desenhada e alimentei a pequenita. Quando o resto dos adultos chegou, estava a pequena de barriga cheia e a adormecer nos meu braços e  os outros dois muito sossegadinhos. "Até tens jeitinho!"

Dia 23 à noite, o rapaz foi buscar-me e viemos para Faro. 
Dia 24 terminei o xaile da avó do rapaz, dei beijo de Natal à Mariana, fui ao cabeleireiro (cortei, pintei e fiz hidratação) e fui maquilhada. 
Antes do jantar, fomos distribuir beijinhos e prendas a tios, avós e pai do meu rapaz. Chegámos à casa da tia dele por volta das 9h. Não gostei mesmo nada de ter "abandonado" a minha família para ir para aquele ambiente. Não esperaram por nós para jantar (o conceito principal do natal nao é o reunir a familia?!?!), não nos convidaram para ir à missa com eles e ficamos até à meia-noite a olhar para a tv. Aliás, fiquei eu e o tio dele, porque os 4 velhos e o rapaz adormeceram. Nunca mais. Quanto não vale o amor e a alegria da minha família... para o ano o rapaz ou vai sozinho ou entao vem comigo. Eu para lá não vou.
Dia 25 almoçámos e jantámos na minha casita do campo. Família reunida, boa disposição, isso sim ´natal. 
Dia 26 a mãe foi internada no hospital, o coração estava a 35% e a retenção de líquidos (devido à medicação) estavam a "sufocar" o pulmão. Teve alta dia 31 às 20h. 
A passagem de ano foi maravilhosa. Atrasámo-nos para ver o fogo de artificio, começou a chover, quando chegámos lá, não vimos nada por causa das árvores e aquilo estava avariado, ia um foguete agora, outro "meia hora" depois. Mas a minha mãe estava em casa e a comida que fiz estava comestível (conchinhas de camarão, bacalhau à gomes de sá, rolo de carne em massa folhada feita pelo rapaz e pelo meu pai, bolo de amêndoa e gila, pavé e arroz doce). A mãe elogiou a trabalheira que tive (eu tinha esperanças que ela iria passar connosco a passagem de ano) e sinto que tem orgulho na filha que tem. 
Mais tarde, o rapaz saiu do trabalho (perto das 2h) e foi jantar lá em casa. A minha mãe e o meu pai, embora exaustos, insistiram em fazer companhia). 
Dia de ano novo fomos os mesmos a almoçar: pai, mae, eu, rapaz, andré e namorada (o sermos 6 deixa os meus pais felicissimos e cheios de esperança no futuro).

O rapaz está a fazer grandes progressos nesta relação e acredito que até o ame. Começo a sentir saudades ridiculas só porque não o vejo faz umas horas e quando estou com ele não o consigo largar. Imagino como será a nossa vida juntos e acredito que isto irá resultar. Até agora ninguém me deu a entender que ele não presta ou que não será um bom partido. A única que parece ter dúvidas sou eu. Mas essas dúvidas são cada vez menores. Quero estar com ele e já não me irrita receber tanta mensagem. Pelo contrário. 
Acredito que toda aquela desconfiança que tinha (e ainda tenho alguma) e aquela "indiferença" que eu demonstrava seria apenas uma espécie de mecanismo de defesa, "se eu for fria e indiferente, não sofrerei caso ele não seja o que penso". A conversa com a nossa amiga sara e com a irmã da mariana fizeram-me destrancar o coração e começar a sentir. E, sinceramente, ele é fantástico. Sim, continua a dizer coisas sem sentido assim do nada; sim, continua sem se saber vestir muito bem; sim, continua com os dentes estranhos; sim, continua com um andar ainda mais estranho... mas agora, quando diz coisas sem sentido já me faz rir e brincar com ele; já tem mais cuidado na forma como se veste (nao, eu nao o fiz mudar de estilo nem ele mudou); os dentes não sao assim taaaaaaaaaaaao maus; esforça-se em andar mais direito e quando nao anda, brinco e rimo-nos dele :P 
Sim, sou exigente, sim, talvez exagere nas críticas. Mas o medo é uma coisa difícil de controlar. 

Progressos. Vejo progressos na minha vida. 
Quanto à alimentação, normal. 47.6. 
Passei a estatística.
Pedi à psicóloga para não ir lá este mês (nao respondeu ainda).
Fiz 6 meses de namoro.
Amo a minha vida e o futuro que imagino.
Aprendi que amo incondicionalmente os meus pais e que estarão sempre à frente de tudo e de todos. 
Anseio por arranjar emprego, viver com o rapaz, ser mãe, voltar a ter um irmão e compensar os meus pais por tudo o que fizeram por mim.

Atrevo-me a dizer ainda, anseio pelo dia da minha alta do santa maria :)
Beijinhos e abraços