quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Consultas, mãe e angola

Consultas:

Correram bem, tanto uma como outra.
A sónia não achou boa ideia recomeçar a medicação, embora tenha perguntado se precisava de um s.o.s., que recusei (eu preciso é de andar mais calma diariamente, um sos é para tomar quando? Sei na teoria, mas na prática é bem diferente. Nunca consegui lidar bem com os sos).
Reclamou um bocadinho pela perde de peso (47.2. Continuo a achar que aqueles 49 da semana passada naquela balança são muito duvidosos...), mas nada de especial. Próxima consulta em finais de março.

A filipa acha que é normalíssimo estes sintomas de que tanto me queixo. "Não são mesmo nada descabidos!". Perguntei o que é que é suposto fazer, para andar mais calma. O que interpretei da resposta dela foi algo como "olha, filha, não podes fazer nada. É lixado como o caraças, tens toda a razão em estar com vontade de torcer o pescoço a toda a gente, mas olha, que remédio tens tu senão aguentar."

Quando cheguei a faro a mãe diz-me "tenho más notícias".
Os medicos ligaram a dizer que os exames que fez na 2ª feira não estão nada famosos. Tem uma válvula danificada. Dia 22 vai fazer exames para saber se pode fazer uma cena qualquer que consiste em lhe enfiarem um tubo pela boa que vai até ao coração. Se os exames não derem bom resultado, terá de por a tal máquina-tipo-pacemaker. Irrita-me também ninguém me saber explicar as coisas convenientemente. Mas não me vou stressar. Sei que o caso é grave e basta (a minha mãe agora faz parte de uma cena qualquer a nível europeu, por o caso dela ser extremamente raro). O resto os médicos que se preocupem e que façam.

O sócio do meu pai já está em angola. Daqui a um mês ou dois irá o estupor. Depois irá o meu pai. Fico com a mãe e os avós a meu cargo e com muito gosto. Vou passar as passinhas do algarve, mas vou superar esta fase da minha vida de cabeça erguida. Toda descabelada, cheia de olheiras e nódoas negras, mas de cabeça erguida. Custe o que custar. Este ano vai ser um ano sem recaídas, vocês vão ver. Vou andar toda marada dos cornos, mas não vou voltar à inês disfuncional.

O exame da uni correu mal (de esperar, sem dramas). Repito dia 30 quase de certeza.

(pai acabou de entrar aqui "tens de me ajudar com a tua mãe, ela está a ficar mesmo deprimida...")

Suponho que, a partir de amanhã, tenha mais uma explicanda (8ºano).

O rapaz diz estar a ficar deprimido também. Engraçado que isto começou quando o avisei (de forma mais clara ainda) que estou e vou passar por momentos difíceis e que por vezes posso ser injusta com ele, sem intenção. Cá me parece que ele não sabe o que fazer quando os outros estão mal, então deprime também, porque assim tem "desculpa" para não conseguir ajudar. É tudo muito lindo e ele precisa de ajuda. Mas eu não tenho cabeça para mais dramas e para tentar ser o anjinho da guarda de toda a gente (muito menos quando mal sei tomar conta de mim). Se continuar com dramas, peço que se afaste. Os meus pais em primeiro lugar. Não preciso/posso juntar-me a uma pessoa tão ou mais disfuncional que eu. Tal como diz a filipa e a minha mãe, "precisas de um homem de pulso forte".

E é tudo por hoje. Tenho de ir pôr a fralda na avó. Beijinhos a todas!!

1 comentário:

Milita* disse...

"vou superar esta fase da minha vida de cabeça erguida" - Dizes tudo! E vais conseguir! :D