sábado, 12 de janeiro de 2013

stress e afins

Ontem consegui relaxar durante meia hora. 
Quando? A minha prima estava triste e resolvi pegar no carro e levá-la à praia depois da explicação (21h). E foi isso. Foi o único momento em que relaxei (a nível psicológico). 
Durante o dia de ontem senti-me tão, mas tão ansiosa que ao fim da tarde a cabeça parecia que ia explodir e estava cheia de vómitos. Deitei-me um bocado até chegarem as miúdas para a explicação "estás tão pálida! Sentes-te bem?"

Graças à dor de cabeça que ainda permanecia, consegui não me sentir irritada durante a explicação. E as miúdas ajudaram... respeitaram a dor de cabeça, trouxeram-me o lanche e contavam coisas parvas para me tentarem fazer rir. 

Relaxei mais um bocado a ver "how i met your mother" com o rapaz. Mas já não tanto. Embora estive quietinha e caladinha, qualquer movimento que ele fizesse irritava-me. Tentei substituir más reacções com beijinhos e abraços. Ajuda, mas não cura. 

Não percebo o que se passa comigo. Há meses que me sinto assim e, em vez de aprender a lidar com isso, sinto-me cada vez pior. 

A mãe foi para o campo ontem, volta amanhã e deixou a medicação em casa. "São só dois dias, não vou a Faro de propósito buscar isso...". Talvez peça ao rapaz para lá irmos esta tarde levar a medicação. Isto é de loucos. 

O meu pai vai para Angola este verão. Teve um enfarte há uns anitos e também só toma a medicação se for lembrado. A minha mãe teve este verão um enfarte e um avc e faz birras para tomar a medicação. 
"Já não vos posso ouvir com a porcaria dos comprimidos! Vou começar a tomar em dobro, para ver se me deixam em paz de vez!"

Quando o meu pai foi uns dias a Angola, a minha mãe estava insuportável e extremamente deprimida. Quando ele for durante meses, ficará à minha responsabilidade. Se lhe acontecer alguma coisa, a culpa será minha, porque não consegui controlar a toma da medicação, o tipo de alimentação e o descanso/esforço físico. Além disso, bem longe daqui, estará o meu pai, sem ninguém para o controlar também. 

Sinto-me impotente e isso irrita-me. Apetece-me gritar com eles e, por vezes, enfiá-los num hospital ou assim, para que cuidem deles e me deixem relaxar uns tempos. Isto dá-me cabo dos nervos. Pensar na possibilidade de os perder (e ainda por cima por coisas tão absurdas) deixa-me mesmo muito aflita.

Agora sim, tenho uma ideia do que eles sentiram quando eu estava mesmo doente. E percebo o alívio que seria para eles quando eu estava internada. 

Eu não sei lidar com isto tudo. Já me mentalizei em relação à alimentação. Já percebi que não posso obrigá-los a comer totalmente bem. Já não me irrito com isso. Mas com a medicação não consigo! Porque é que eles se maltratam tanto??? 

Quero voltar a ser criança...

(aborrece-me reler. Que se lixem os erros)

1 comentário:

Be(e)Free disse...

«If you're crazy n' you know it, shake your meds» AHAHAHAHAHA