domingo, 24 de março de 2013

Dor de cotovelo é tramada

Oh pa! Volta e meia lembro-me do que li e a insegurança (típica de minha pessoa) vem à tona.

.....
Ele "Se não fosse casado, eras a minha escolha" (não sei se ria, se chore lol).
Ela "Talvez tivesses sorte" (cabra)
Ele "Nunca se sabe ou tu" (tão fofo que é)

.......

    Ela"Estou à espera que fiques solteiro para namorares comigo"


    Bem feita. Quem mandou ler o que não devias? 

    Por outro lado, se isto der para o torto, que se lixe. Também não será isso que me deitará abaixo. Cagando e andando. 

    Ah, o meu avô está no hospital outra vez, mas deve sair hoje ainda. 

    A GAJA É MUITA GIRA E EU TOU COM DOR DE COTOVELO 
    lol

    Estou a tornar-me fútil e parva (se é que já não o era)

    Bem feita!
    46.5.

    sábado, 23 de março de 2013

    Dia off

    Resolvi tirar mais um dia para mim mesma, para respirar e mimar-me. E, acreditem, faz milagres.
    O simples facto de demorar mais um pouco no banho, o escolher cuidadosamente o que vestir, o arranjar o cabelo e a pele, o reaver amigos, o comer bolachinhas com chocolate, o namorar... todas estas pequenas coisas ajudam a auto-estima a subir e a sentir-me mais preparada para uma outra semana. E sabe tão, mas tão bem voltar a ter animo para fazer seja o que for!
    Amanhã repito a dose e, certamente, terei uma semana bem mais comestível.

    Além disso, o facto de se aproximar uma semana diferente também ajuda.
    Segunda e terça, explicações, fazer comida, limpar a casa, enfim, dois dias normais. Quarta é dia de retiro, o rapaz está de folga. Quinta e sexta lisboa (consulta na 5ª). Sábado e domingo Páscoa (não sei o que significa, mas duvido que se vá para o campo).

    Os meus pais não levam a sério as explicações que dou. Interrompem com telefonemas ou simplesmente abrem a porta para perguntar "queres um hambúrguer grelhado ou frito para o almoço?". E reclamam quando reclamo com eles. Também não se apercebem que a casa tem andado minimamente apresentavel, roupa lavada e passada, comida na mesa (incluindo a dos avós, que é sempre diferente à nossa), compras de supermercado feitas... junta-se isto às explicações e tenho os dias completamente preenchidos. Mas não... eu estou apenas desempregada, sem fazer nenhum da vida. Além disso, "todo o tempo que tens disponível é para ires ter com ele". Não é suposto eu querer estar com o meu namorado?
    Tenho mesmo de sair daqui. Estou desejosa pelo meu espaço, pela minha vida. No outro dia dei por mim a pensar "quando sair daqui vou-me dedicar a ter, pelo menos, 50kgs. Cansada de ter ar de miúda".
    Dá que pensar, não?

    sexta-feira, 22 de março de 2013

    Não faço ideia do que quero.

    Hoje a balança marcou 47.5. Não sei muito bem o porquê, mas acredito que a perda de peso seja maioritariamente perda de peso (diarreias baixam peso mas não emagrecem). Além disso, folar com chocolate derretido em cima deve ter contribuído para a recuperação do peso. Não me importo. Vá, talvez um bocadinho, mas paciência.

    Tenho-me sentido irritada, ansiosa. A partir do meu aniversário passei a sentir-me muito triste (senti falta de carinho do rapaz e doeu). A coisa passou e voltei à ansiedade substituída, volta e meia, pela tristeza passageira.
    Hoje o dia foi mais calmo e consegui relaxar, reavendo a sensação de que até me sinto bem e feliz, apesar de tudo.
     No entanto, fiz algo que veio estragar tudo. Bem feita. Quem mandou meter o nariz onde não és chamada? Agora ou confrontas ou ficas quietinha. Bah. Nunca na vida pensei vir a ser ciumenta. Mas pelos vistos até sou. Não a ponto doentio, mas sou. Bah, há dias atrás estava magoada e achava que "isto não irá resultar". Agora dói saber que poderá acabar (que não há indícios, mas dói na mesma). Não estou a fazer sentido nenhum... porque tenho vergonha de admitir que li o que não devia, mexi onde não é suposto. E tenho vergonha de admitir que ele poderá ter uma na manga, tipo "just in case", e que isso me deixa com dor de cotovelo.

    Será que vou ser realmente feliz ao lado dele um dia? Será que ele gosta mesmo de mim e que quer ficar comigo? Ou será que se agarrou a mim porque está cansado de procurar e quer assentar de vez? Ou será que somos os dois assim? Não percebo o que sinto, tenho receio de tentar e não dar certo. Não percebo se será o que procuro, se sou o que ele procura. Não sei o que quero. Hoje quero muito, amanhã não quero nada, depois de amanhã estou indecisa entre uma e outra. Não sou normal...

    NÃO SEI O QUE QUERO. Aliás, sei que quero sair daqui desta casa, que quero a minha vida, as minhas coisas. Mas não sei se quero ele, se ele me quer. Sinto que sou um "melhor que nada" para ele. Mas também não sei se não será a minha cabeça de caca a fazer bosta outra vez. Sei lá. Eu não sei de nada.
    Bah. Tristinha...


    Ou então tenho medo de me "agarrar" a ele e que depois me desiluda e pimbas, coração partido. Se calhar é isso. Ou então não quero ficar com ele. Não sei... quem me dera saber o que ele sente verdadeiramente...

    lol bosta de post. Enfim.



    quarta-feira, 20 de março de 2013

    Life

    Avô já saiu do hospital, mas está acamado. Avó está num pranto. Mãe foi para o hospital mas já está em casa. Precisa de um transplante de coração mas diz que se recusa usufruir de um coração de outra pessoa. Pai esteve no hospital também, assim como o meu irmão, a minha cunhada e a minha sobrinha. Tenho estado doente e começo a ficar triste (não deprimida). Não chego aos 43kgs. Sinto-me impotente e exasuta. Mas é só uma fase.
    This too shall pass.

    domingo, 3 de março de 2013

    :)

    Nestes últimos tempos tenho sido testada, dia após dia. E de forma nada subtil. 
    A mãe, o avô, os vizinhos (idosos, depressivos, 112 a meio da madrugada), a avó (depressiva), a tia (depressiva), multas, o tempo que não dá para nada, toda a gente a explodir, querer independência mas não a poder ter já... enfim, inúmeras coisas. 
    De qualquer das formas, penso que me tenho aguentado bastante bem e não tenho intenções de deixar de o fazer (apesar de por vezes me passar o contrário pela pela cabeça). Ando fisicamente exausta, mas, apesar de tanta coisa má a acontecer, sinto-me feliz. Por vezes penso se não terei a ser egoísta, afinal, com tanta desgraça e com tanta gente infeliz, como é que eu me posso sentir feliz? Mas depois apercebo-me do descabido que é este pensamento e simplesmente permito-me sentir bem. 

    A vida não é feita apenas de arco-íris, confetis e unicórnios saltitantes. E nem sei se isso seria realmente agradável, conhecendo-me como me conheço, o mais certo seria enjoar de tanta cor muito rapidamente. Claro está que preferia que o preto não fosse tão preto ou que não permanecesse durante tanto tempo... mas isso não depende de mim. Apenas depende de mim enfrentá-lo e nunca esquecer que existem outras cores, bem mais vistosas. 
    Bem sei que é muito fácil falar, oh se sei. Mas também sei que é possível fazê-lo e que irá valer a pena. 

    Anseio tanto pela minha vida fora do ninho que nem o sei descrever. Se tenho medo? Céus, como tenho! Mas ter medo é natural. O futuro é incerto e o desconhecido assusta. Mas agarrarmos-nos ao passado apenas pelo receio do que poderá vir não me parece ser a melhor solução. 
    Muito provavelmente irei ter dias de arrependimento, em que a saudade causada pelo conforto da protecção irá sobressair. Não sou diferente dos outros, certamente. Mas tenho a certeza de que o arrependimento de ter ficado na minha zona de conforto será sempre maior. Assim sendo, está na altura de agir, de crescer de uma vez por todas e de deixar de ter medo. Aliás, não é nada disso. Ter medo é algo natural, faz parte do instinto de sobrevivência e é impossível evitá-lo. Está é na altura de enfrentar os medos, por mais assustador que isso me pareça. 

    Ah, já vos contei que tenho um grande companheiro ao meu lado? 
    Várias vezes lhe fiz/faço ver que pretendo que ele siga aquilo em que acredita, que me enfrente quando acredita estar certo e que jamais o deixarei por ele ter ideias próprias e valorizar-se. Admito-lhe que por vezes consigo ser bastante manipuladora e que ele não deve alimentar isso em mim, tal como eu não pretendo alimentar essa mesma característica dele. Para o nosso bem. 
    Claro que valorizar-se não implica necessariamente ausência de humildade ou presença de egocentrismo, mas ele não é burro e percebe isso :P 
    Acredito que as experiências que teve anteriormente o tenham assustado bastante em relação a discussões, no sentido em que "é sinónimo de separação". Mas estou a tentar que perceba que eu sou a Inês, não tenho nada a ver com as outras. 
    Costumo dar-lhe o exemplo de um terramoto. A Terra tem muita energia e essa energia tem de ser libertada para o exterior. Se ficar muito tempo sem a libertar, essa energia vai-se acumulando e acumulando e quando sai (porque tem de sair), sai toda de uma vez, provocando grandes estragos. Por outro lado, se, ao longo do tempo, existirem pequenos tremores de terra, nunca haverá acumulação extrema de energia e os estragos serão mínimos. 
    O mesmo se passa em qualquer tipo de relação, seja entre pais e filhos, seja entre amigos, seja entre casais e por aí fora. Discutir não é sinónimo de não amar. Discutir pode ser sinónimo de estar preocupado com, por exemplo. Claro que discutir demasiado também não me parece saudável, mas tudo dependo do tipo de discussões. 
    Peço-lhe com muita frequência que nunca esconda o que pensa ou sente, mesmo que ache que poderá despoletar uma discussão ou que poderei ficar chateada. Porque eu também erro e nem sempre me apercebo dos meus erros. 
    E dizer-lhe isto tem surtido efeito. Hoje, por exemplo, quando lhe estava a dizer isto mesmo ele disse "hoje não gostei do que fizeste". E dei-lhe toda a razão. Acordámos, não comi nada "como em casa, antes da explicação", mas não o fiz. Bebi café, fumei e nada de comida. São pequenas coisas (e tem a ver com comida lol) mas quero mesmo que ele nunca, jamais se deixe manipular por mim. Não quero ver o meu pai nele. Quero que ele seja verdadeiramente feliz ao meu lado, nem que isso implique uma ou outra discussão de vez em quando. Discutir pode ser saudável. Uma relação sem discussões é muito, muito duvidosa. 
    Talvez este exemplo com a comida não tenha sido o melhor, mas foi o primeiro que me ocorreu (é o mais recente). 
    Eu não preciso nem quero uma marioneta, preciso de um ser humano ao meu lado. 

    Uma última novidade. A Mariana hoje veio cá. Que saudades tinha eu daquela miúda. Trouxe-me um queijinho feito por eles com o leite das cabras deles. Pareceu-me feliz, embora tenha notado qualquer nela que me deixou de pé atrás. Mas não houve tempo para falar mais, o que me entristece. Tenho pena que ela esteja longe. Sinto-me felicíssima por ela, mas lamento o não poder aproveitar mais aquele ser maravilhoso que é. Mas faz parte da vida. Ela já voou e eu serei a próxima :)