sábado, 17 de agosto de 2013

yellow!

Como hei-de eu algum dia ser feliz se não faço a mínima ideia do que pretendo para mim? Acho que me ando a enganar, acho que não é isto que quero. Mas, por outro lado, não faço ideia do que quero, e parada, à espera, não consigo ficar.

Passo os dias inteiro praticamente sozinha. Não tanto por escolha, mas mais por não ter outro remédio. Estou com ele uma meia-horita à tarde, uma/duas horas à noite (a cair de cansaço) e de manhã, ao pequeno-almoço. Sim, dormimos juntos, mas estamos a dormir, portanto não conta.
Ainda tento encontrar-me, volta e meia, com a mulher dum colega dele, para ver se não me esqueço como se convive. Faço vários telefonemas por dia, para ouvir vozes familiares e é isto. Passo os dias a limpar e a arrumar coisas. Tenho de arranjar um emprego, ou enlouqueço. Não fui feita para passar dias inteiros em casa, dia após dia.

A tal senhora também deve ter um problemitas. Tem assim umas cicatrizes algo estranhas no braço esquerdo e o discurso dela parece-me mostrar que aquela cabeça não para e que há ali umas tendências para o pessimismo. Mais uma eu. Bah. Ah, o irmão é esquisofrénico e é acompanhado lá no santas.

Sinto que não é isto que quero para a minha vida. Não sei ao certo o que me falta, acho que reclamo de tudo e nunca me sinto satisfeita com nada. Aborreco-me de tudo. Não sei o que me falta para me sentir bem durante mais tempo. Ou quem me falta. Talvez seja mais isso.

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