E lá se passou mais uma consulta.
Correu muitíssimo bem.
Começei por ouvir elogios por ter mantido novamente o peso. Aliás, perdi 200gr, mas é praticamente o mesmo que manter lol (47.600). Não sei bem como tenho conseguido este feito, porque tenho comido bastantes doces, mas não quero pensar nisso, portei-me bem, comi quando quis e o que quis e estou orgulhosa de mim mesma :)
Depois contei que estou a dar explicações às irmãs do coiso e ela não ficou lá muito contente por eu própria me ter oferecido e, ainda por cima, não estar a receber nada. No entanto, achou "menos grave" grave aqui não será o termo mais adequado, mas azar) quando lhe contei que a convidei para tomar café... Se calhar até tem razão, não sei ainda. Tenho de pensar melhor nisso. Até chegar a uma conclusão, vou continuar com as explicações (já me comprometi) mas nada mais. Nada de aproximações, pelo menos enquanto não perceber exactamente o que quero fazer em relação a isto tudo. Parece-me uma boa decisão :)
Acho que não falámos assim mais nada que considere relevante focar aqui, a não o facto de ter finalmente admitido que nem sempre tomo a medicação (aviso desde já que este diálogo não foi assim, apenas acho mais complicado pôr isto em texto... vou tentar dar uma ideia de como foi):
"Porquê?"
Eu: "Porque finjo que me esqueço. Lembro-me sempre, mas nem sempre os tomo, porque me "aborrece" ir até à cozinha, ou, quando lá vou, "aborrece" encher um copo de água..."
"Com que frequência tomas?"
Eu: "Depende..."
"Isso não me diz nada... hoje tomaste?"
Eu: "Não... e ontem também não... no sábado também não... agora que penso nisso, há alguns dias que não tomo"
"Mas porque achas que fazes isso?"
Eu: "Sei la, porque tenho medo de ficar boa? Mas foi sempre assim, nunca fui muito certa com a medicação..."
"Sempre assim? Desde que vens cá?"
Eu: "Sim! Quero dizer, menos quando era a minha mãe que controlava a minha medicação" (por causa das overdoses frequentes lol)
"Ahhhhhhhhhhhhhhh! Então precisas da mamã para tomar a medicação certinha? Tenho de pedir ajuda à tua mãe?"
Eu: (Envergonhada) "Não, não! Eu vou tomar! Ou pelo menos tentar!"
"Hoje já não dá, não é? Não deves ter aí na mala..."
Eu: "Tenho! Ando sempre com eles, porque sei que me "esqueço""
"Então vais tomar agora!" (levanta-se)
Eu: "Não é preciso!! Eu prometo que tomo!!"
(sai do gabinete, enquanto morro de vergonha. Regressa com um copo de água. Eu tomo-os, cheia, mas cheia de vergonha)
"Acho que não te vou massacrar mais com este assunto, acho que já percebeste bem onde quis chegar"
Eu: "sim... já tenho 25 aninhos, se calhar está na altura de crescer..."
"Pois... se calhar está!"
Depois marcámos a consulta para daqui a 3 semanas. "Inês, eu vou-te dar um voto de confiança! Se me voltares outra vez maluca, não sei que te faço!!" (atenção, isto foi dito num ambiente descontraído e em tom risonho! Não senti, de forma alguma que me estivesse a chamar de maluca lol tal como toda a consulta em si, ela foi sempre muito querida, nunca, jamais agressiva... espero nao ter transmitido a ideia errada).
Ah, é verdade! Ontem tive a tal conversa com o meu tio. Foi um momento mesmo positivo. Senti-me menos louca e acho que ele também. Afinal, "não somos os únicos... não somos tão disfuncionais assim e a culpa não é nossa, é dos genes!" LOOOL prefiro pensar assim, sinto-me melhor :D
Ai, já chega de escrever! Vou dormir porque amanhã de manhã vou dar explicação à minha priminha!! Beijinhos a
tod@s e façam-me o favor de serem felizes!!!!!!!!! É TÃO BOM!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!