quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Consultas, mãe e angola

Consultas:

Correram bem, tanto uma como outra.
A sónia não achou boa ideia recomeçar a medicação, embora tenha perguntado se precisava de um s.o.s., que recusei (eu preciso é de andar mais calma diariamente, um sos é para tomar quando? Sei na teoria, mas na prática é bem diferente. Nunca consegui lidar bem com os sos).
Reclamou um bocadinho pela perde de peso (47.2. Continuo a achar que aqueles 49 da semana passada naquela balança são muito duvidosos...), mas nada de especial. Próxima consulta em finais de março.

A filipa acha que é normalíssimo estes sintomas de que tanto me queixo. "Não são mesmo nada descabidos!". Perguntei o que é que é suposto fazer, para andar mais calma. O que interpretei da resposta dela foi algo como "olha, filha, não podes fazer nada. É lixado como o caraças, tens toda a razão em estar com vontade de torcer o pescoço a toda a gente, mas olha, que remédio tens tu senão aguentar."

Quando cheguei a faro a mãe diz-me "tenho más notícias".
Os medicos ligaram a dizer que os exames que fez na 2ª feira não estão nada famosos. Tem uma válvula danificada. Dia 22 vai fazer exames para saber se pode fazer uma cena qualquer que consiste em lhe enfiarem um tubo pela boa que vai até ao coração. Se os exames não derem bom resultado, terá de por a tal máquina-tipo-pacemaker. Irrita-me também ninguém me saber explicar as coisas convenientemente. Mas não me vou stressar. Sei que o caso é grave e basta (a minha mãe agora faz parte de uma cena qualquer a nível europeu, por o caso dela ser extremamente raro). O resto os médicos que se preocupem e que façam.

O sócio do meu pai já está em angola. Daqui a um mês ou dois irá o estupor. Depois irá o meu pai. Fico com a mãe e os avós a meu cargo e com muito gosto. Vou passar as passinhas do algarve, mas vou superar esta fase da minha vida de cabeça erguida. Toda descabelada, cheia de olheiras e nódoas negras, mas de cabeça erguida. Custe o que custar. Este ano vai ser um ano sem recaídas, vocês vão ver. Vou andar toda marada dos cornos, mas não vou voltar à inês disfuncional.

O exame da uni correu mal (de esperar, sem dramas). Repito dia 30 quase de certeza.

(pai acabou de entrar aqui "tens de me ajudar com a tua mãe, ela está a ficar mesmo deprimida...")

Suponho que, a partir de amanhã, tenha mais uma explicanda (8ºano).

O rapaz diz estar a ficar deprimido também. Engraçado que isto começou quando o avisei (de forma mais clara ainda) que estou e vou passar por momentos difíceis e que por vezes posso ser injusta com ele, sem intenção. Cá me parece que ele não sabe o que fazer quando os outros estão mal, então deprime também, porque assim tem "desculpa" para não conseguir ajudar. É tudo muito lindo e ele precisa de ajuda. Mas eu não tenho cabeça para mais dramas e para tentar ser o anjinho da guarda de toda a gente (muito menos quando mal sei tomar conta de mim). Se continuar com dramas, peço que se afaste. Os meus pais em primeiro lugar. Não preciso/posso juntar-me a uma pessoa tão ou mais disfuncional que eu. Tal como diz a filipa e a minha mãe, "precisas de um homem de pulso forte".

E é tudo por hoje. Tenho de ir pôr a fralda na avó. Beijinhos a todas!!

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Mãe.

A minha mãe está novamente nas urgências, o médico não gostou de a ver e mandou-a fazer exames. Porque é que eu não me admiro? Enfim. Esperemos que não seja internada outra vez.

(PORQUE É QUE NÃO LEVASTE A PORCARIA DA MEDICAÇÃO, CACETE???
E PORQUE É QUE NÃO ME DEIXASTE IR LEVAR-TA?)

Bah. Vou estudar. Ou pelo menos tentar. Exame na 4ª. **

fim-de-semana

47kgs certinhos. Perdi praticamente 2kgs numa semana. Não sei como, mas perdi.

O sábado correu lindamente. A minha prima veio cá jantar comigo e depois fomos passear ao forum porque ela precisava de comprar umas calças. Nos entretantos, o namorado terminou com ela e o ambiente ficou relativamente pesado.
Para piorar, a miúda estava toda contente que tinha descido de um 40 para um 38 (nº de calças), mas o modelo que ela queria era muito estranho justo: o 38 não servia e o 40 estava apertado (cá para mim, aquele 38 também não me deveria servir, ou então ficaria apertado... era mesmo um modelo pequeno). A miúda ficou ainda mais tristonha. Merda de modas.
Nada de estudo, nada de alegrias, mas enquanto me concentrei nela, consegui descansar a minha cabeça. Jantei duas vezes (uma vez com ela e outra com o rapaz) filetes de pescada com molho de tomate; batatas cozidas; meio iogurte e meia maçã (dividida com a prima, que já estava cheia).
Dormi na casa do rapaz.

Domingo era suposto ficarmos de ronha até ao meio-dia, mas não consegui. Às 10h já estava eu a puxá-lo da cama para irmos levar o almoço aos meus avós (ele queria vir, não o obriguei). Fomos à praça comprar alface e peixe para o almoço (resultou em chocos) e regressámos chez-lui.
Começámos a ver filmes e séries, o tempo foi passando, comemos bolachas de água e sal e adormecemos, sem almoçar. Obviamente, ele acordou com uma hipoglicémia. Pu-lo a comer e fomos fazer compras (é o que digo, ele é mais gaja do que eu). Regressámos, fizemos o jantar (ele fez, basicamente), jantámos e vimos mais séries. Eram 2h da manhã quando regressei a casa.

Ansiedade de ontem: valores altíssimos ao acordar, diminuindo ao logo do dia. Quando cheguei a casa, estariam perto de valores nulos.

Quinta-feira, se tiver coragem, vou pedir à sónia para me receitar qualquer coisa para a ansiedade. E, caso ela receite, vou tomar tudo direitinho. Preciso mesmo de andar mais calma.
Além disso, vou tentar não perder mais peso até 5ª feira. Aliás, vou tentar aumentar. Vontade quase nula de o fazer, mas tem de ser. Não posso ficar nisto eternamente. **


sábado, 12 de janeiro de 2013

stress e afins

Ontem consegui relaxar durante meia hora. 
Quando? A minha prima estava triste e resolvi pegar no carro e levá-la à praia depois da explicação (21h). E foi isso. Foi o único momento em que relaxei (a nível psicológico). 
Durante o dia de ontem senti-me tão, mas tão ansiosa que ao fim da tarde a cabeça parecia que ia explodir e estava cheia de vómitos. Deitei-me um bocado até chegarem as miúdas para a explicação "estás tão pálida! Sentes-te bem?"

Graças à dor de cabeça que ainda permanecia, consegui não me sentir irritada durante a explicação. E as miúdas ajudaram... respeitaram a dor de cabeça, trouxeram-me o lanche e contavam coisas parvas para me tentarem fazer rir. 

Relaxei mais um bocado a ver "how i met your mother" com o rapaz. Mas já não tanto. Embora estive quietinha e caladinha, qualquer movimento que ele fizesse irritava-me. Tentei substituir más reacções com beijinhos e abraços. Ajuda, mas não cura. 

Não percebo o que se passa comigo. Há meses que me sinto assim e, em vez de aprender a lidar com isso, sinto-me cada vez pior. 

A mãe foi para o campo ontem, volta amanhã e deixou a medicação em casa. "São só dois dias, não vou a Faro de propósito buscar isso...". Talvez peça ao rapaz para lá irmos esta tarde levar a medicação. Isto é de loucos. 

O meu pai vai para Angola este verão. Teve um enfarte há uns anitos e também só toma a medicação se for lembrado. A minha mãe teve este verão um enfarte e um avc e faz birras para tomar a medicação. 
"Já não vos posso ouvir com a porcaria dos comprimidos! Vou começar a tomar em dobro, para ver se me deixam em paz de vez!"

Quando o meu pai foi uns dias a Angola, a minha mãe estava insuportável e extremamente deprimida. Quando ele for durante meses, ficará à minha responsabilidade. Se lhe acontecer alguma coisa, a culpa será minha, porque não consegui controlar a toma da medicação, o tipo de alimentação e o descanso/esforço físico. Além disso, bem longe daqui, estará o meu pai, sem ninguém para o controlar também. 

Sinto-me impotente e isso irrita-me. Apetece-me gritar com eles e, por vezes, enfiá-los num hospital ou assim, para que cuidem deles e me deixem relaxar uns tempos. Isto dá-me cabo dos nervos. Pensar na possibilidade de os perder (e ainda por cima por coisas tão absurdas) deixa-me mesmo muito aflita.

Agora sim, tenho uma ideia do que eles sentiram quando eu estava mesmo doente. E percebo o alívio que seria para eles quando eu estava internada. 

Eu não sei lidar com isto tudo. Já me mentalizei em relação à alimentação. Já percebi que não posso obrigá-los a comer totalmente bem. Já não me irrito com isso. Mas com a medicação não consigo! Porque é que eles se maltratam tanto??? 

Quero voltar a ser criança...

(aborrece-me reler. Que se lixem os erros)

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Erros!

Estive a reler alguns posts que escrevi e ia enlouquecendo com a quantidade de erros gramaticais. GOD eu sei a diferença entre há e à!!! Enfim, enfim. Azar. Não liguem a erros, ok? Eu devia reler os posts antes de publicar, mas aborrece sempre. Sorry**

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Banhas

Banhas. Só sinto banhas por todo o lado. Evito o espelho ao máximo, para não chorar. Mas sinto-as. Estou a sufocar em tanta banha (principalmente no cérebro, eu sei lol). Banhas. Só banhas...


ncvkadlghadpgjadghjadio

Nervos. Muitos nervos, muita raiva, muita ansiedade. 

Estou a ficar um bisonte. Barriga, pernas e rabo nojentos. A roupa já não me está larga.
A mãe não me deixa estudar e quando me oponho, ela fica triste, eu fico irritada e a pouca vontade de estudar esta cadeira nojenta desaparece. O exame è 4ªfeira e ainda nem a metade da matéria cheguei.
O rapaz começa a ser mais aberto e acha que eu deveria ser mais sei-lá-o-quê. Sou nova nesta porcaria toda e ele insiste e "exige" demasiado, por vezes parece que se esquece do que me aconteceu e isso dói. Começo a sentir-me suja e nojenta. Ah, ontem embirrou comigo que para tonificar os glúteos e as coxas basta andar, quanto muito correr. Tentei explicar que andar ou correr não faz grande coisa em termos de tonificação e ele nada. No que deve embirrar (mãe dele, por exemplo) não embirra. E no que não faz sentido, embirra. Tal como na vez em que embirrou que papel celofan é o mesmo que película aderente. Só acreditou em mim quando vimos na net. Aí mantive a calma, até achei piada ao ridículo da coisa, mas ontem ia-me passando. Não sei se por ter a ver com o corpo, alimentação, e cenas dessas, mas tive uma grande vontade de o mandar à merda. A culpa não é dele, mas hoje apetece-me simplesmente terminar com tudo. Assim já tinha tempo de sobra. 
Os miúdos chegam tarde à explicação e não trazem tpc's feitos. Passo-me da cabeça e obrigo-os a ficarem a fazê-los depois da hora. "não me interessa se estão à tua espera. Pensasses nisso antes". Não posso ser assim, senão eles ficam a odiar a explicação/estudo. 

Há um ano atrás tinha menos 10kgs. Estou a ficar gorda e odeio a sensação. 
Queria tanto voltar atrás... porque é que tem de ser tão difícil? Fuck. Merda de vida.





segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

"apetecia-me torcer-te o pescoço"

"Depois de ver a tua mensagem só me apetecia torcer-te o pescoço... mas só porque me preocupo contigo!"

Não sei como ela o faz, mas vim de lá cheia de forças outra vez. Vou estudar o máximo que conseguir e tenho de terminar a licenciatura este ano. E vou ficar boa, não sei quando, mas vou.

Ela acha que estou bem, mas é um bem muito frágil ainda e é preciso fortalecê-lo. Para isso, é fundamental não "abandonar" as consultas, muito pelo contrário. Além disso, ela está quase a ser mamã novamente, pelo que ficaremos sem nos ver durante uns tempos.

Para a semana, dia 17, consulta com psiquiatra e psicóloga. Já terei feito o exame da faculdade.

Tenho em vista um apartamento beeeem barato , novo e em Faro. Falam em t2,t3 e t4 a preços fabulásticos. Se for mesmo assim, ficarei com um e o estupor com outro. Ele junta-se com a cátia e o meu rapaz irá para o meu, assim ficaria mais perto de mim, sem aquela humidade toda da casa dele e gastaria menos gasóleo. Quando me sentir preparada, deixarei o meu ninho (não é para breve, ainda me parece que a relação seja muito recente).

Sinto-me belissimamente bem, apesar dos quase 49kgs (hoje, no santa maria, 48.800) me estarem a fazer uma GRANDE confusão e vejo a vida sorrir-me novamente (aliás, voltei eu a sorrir para a vida). Reforçando a ideia do peso... ora deixa cá ver, eu passo o sábado sem comer, só comendo à noite e engordo 1kg?? wtf?? Que se lixem as dietas!!!
(sinceramente, eu tenho comido muita porcaria... e poucas sopas... e muita porcaria... e poucos legumes...e muita porcaria... e pouca fruta... e muita porcaria...mas que se lixe, em tempos de festa há desculpa lol)

Assim sim, gosto de gastar 35 euros. Sentir-me assim não tem preço :)
Céus, como eu adoro esta mulher LOL

p.s. estou bem perto de completar 7 anos de acompanhamento com estas médicas... god... se calhar está na altura de aceitar que terei de ter alta...não?

domingo, 6 de janeiro de 2013

consulta amanhã

Não sei se cheguei a contar, mas no outro dia enviei msg à psicóloga a pedir para não ter consultas este mês porque não tenho tempo para nada, a mãe precisa de ser vigiada e tirar um dia para ir a lisboa ia deixar-me ainda mais ansiosa e irritadiça do que já ando (lido mesmo mal com o ter muita coisa para fazer e pouco tempo... ou, por outras palavras, lido mal com isto de ser adulta e responsável).

Como ela não me respondia, no dia seguinte voltei a insistir, dizendo que precisava mesmo de saber se haveria consulta ou não para me poder organizar. Disse também que não estava a delirar novamente, que o peso estava estável e a cabeça também e que estava apenas com muita coisa para fazer e tirar um dia era complicado. Resposta que obtive: "Inês, nós já tivemos esta conversa várias vezes e eu não vou tê-la novamente, muito menos por sms."

Isto foi no sábado de manhã. Mal o rapaz saiu, desatei a chorar compulsivamente, como se alguém tivesse morrido. "Ok. Até 2ª então. Beijinho (não fique chateada comigo...)". "Não Inês, não fico chateada. Um beijinho e até 2ª".

(Isto agora relido até pareço mesmo uma criancinha lol)

Continuando... Isto serviu para eu ficar completamente deprimida, achar que o mundo não presta e blábláblá. Caguei para o estudo e para o comer (comi por volta das 21h), só queria ficar na cama a choramingar e a lamentar-me.
Neste momento estou feliz outra vez (l-o-l) e até me agrada a ideia de lá ir amanhã.

Ora bem, que se passou para estas oscilações de humor? Talvez o facto de ela me ter "obrigado" a lá ir me tenha feito assentar os pés na terra, porque eu ainda não me sinto totalmente bem e só ela vê isso. Ela abana-me quando preciso e por vezes isso dói. Penso que tenha sido por isso que ontem me fartei de chorar e me senti tão triste (porque admitir que estamos doentes e dependentes de outros nem sempre é fácil) e hoje não.

Talvez hoje ainda não comece a estudar, mas amanhã talvez o faça. Aliás, amanhã vou a Lisboa (6h15) e quando chegar (16h) vou estar uma horita com o rapaz, depois dou explicação e depois jantar e depois não vou ter cabeça à noite, porque vou estar a pensar na consulta... (eu sei. desculpas. whatever)

Amanhã é outro dia, venha ele :)


quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Natal e passagem de ano

No fim-de-semana antes do natal fui para a nossa casita do campo ajudar a adiantar as comidas e as limpezas. Apesar da trabalheira, adorei. 
Tive também a experiência de ficar alone com 1 criança de 6 meses, uma de 6 anos e um de 11 e dois cães. Tirando o momento caótico em que a bebé berrava de fome enquanto os outros dois miúdos corriam pela casa aos gritos porque brincavam com os cães que resolviam ladrar, a coisa até correu bem. lol agora até tem piada, mas na altura só me apetecia gritar. Pus a de 6 anos a ver bonecos, o de 11 a ler banda desenhada e alimentei a pequenita. Quando o resto dos adultos chegou, estava a pequena de barriga cheia e a adormecer nos meu braços e  os outros dois muito sossegadinhos. "Até tens jeitinho!"

Dia 23 à noite, o rapaz foi buscar-me e viemos para Faro. 
Dia 24 terminei o xaile da avó do rapaz, dei beijo de Natal à Mariana, fui ao cabeleireiro (cortei, pintei e fiz hidratação) e fui maquilhada. 
Antes do jantar, fomos distribuir beijinhos e prendas a tios, avós e pai do meu rapaz. Chegámos à casa da tia dele por volta das 9h. Não gostei mesmo nada de ter "abandonado" a minha família para ir para aquele ambiente. Não esperaram por nós para jantar (o conceito principal do natal nao é o reunir a familia?!?!), não nos convidaram para ir à missa com eles e ficamos até à meia-noite a olhar para a tv. Aliás, fiquei eu e o tio dele, porque os 4 velhos e o rapaz adormeceram. Nunca mais. Quanto não vale o amor e a alegria da minha família... para o ano o rapaz ou vai sozinho ou entao vem comigo. Eu para lá não vou.
Dia 25 almoçámos e jantámos na minha casita do campo. Família reunida, boa disposição, isso sim ´natal. 
Dia 26 a mãe foi internada no hospital, o coração estava a 35% e a retenção de líquidos (devido à medicação) estavam a "sufocar" o pulmão. Teve alta dia 31 às 20h. 
A passagem de ano foi maravilhosa. Atrasámo-nos para ver o fogo de artificio, começou a chover, quando chegámos lá, não vimos nada por causa das árvores e aquilo estava avariado, ia um foguete agora, outro "meia hora" depois. Mas a minha mãe estava em casa e a comida que fiz estava comestível (conchinhas de camarão, bacalhau à gomes de sá, rolo de carne em massa folhada feita pelo rapaz e pelo meu pai, bolo de amêndoa e gila, pavé e arroz doce). A mãe elogiou a trabalheira que tive (eu tinha esperanças que ela iria passar connosco a passagem de ano) e sinto que tem orgulho na filha que tem. 
Mais tarde, o rapaz saiu do trabalho (perto das 2h) e foi jantar lá em casa. A minha mãe e o meu pai, embora exaustos, insistiram em fazer companhia). 
Dia de ano novo fomos os mesmos a almoçar: pai, mae, eu, rapaz, andré e namorada (o sermos 6 deixa os meus pais felicissimos e cheios de esperança no futuro).

O rapaz está a fazer grandes progressos nesta relação e acredito que até o ame. Começo a sentir saudades ridiculas só porque não o vejo faz umas horas e quando estou com ele não o consigo largar. Imagino como será a nossa vida juntos e acredito que isto irá resultar. Até agora ninguém me deu a entender que ele não presta ou que não será um bom partido. A única que parece ter dúvidas sou eu. Mas essas dúvidas são cada vez menores. Quero estar com ele e já não me irrita receber tanta mensagem. Pelo contrário. 
Acredito que toda aquela desconfiança que tinha (e ainda tenho alguma) e aquela "indiferença" que eu demonstrava seria apenas uma espécie de mecanismo de defesa, "se eu for fria e indiferente, não sofrerei caso ele não seja o que penso". A conversa com a nossa amiga sara e com a irmã da mariana fizeram-me destrancar o coração e começar a sentir. E, sinceramente, ele é fantástico. Sim, continua a dizer coisas sem sentido assim do nada; sim, continua sem se saber vestir muito bem; sim, continua com os dentes estranhos; sim, continua com um andar ainda mais estranho... mas agora, quando diz coisas sem sentido já me faz rir e brincar com ele; já tem mais cuidado na forma como se veste (nao, eu nao o fiz mudar de estilo nem ele mudou); os dentes não sao assim taaaaaaaaaaaao maus; esforça-se em andar mais direito e quando nao anda, brinco e rimo-nos dele :P 
Sim, sou exigente, sim, talvez exagere nas críticas. Mas o medo é uma coisa difícil de controlar. 

Progressos. Vejo progressos na minha vida. 
Quanto à alimentação, normal. 47.6. 
Passei a estatística.
Pedi à psicóloga para não ir lá este mês (nao respondeu ainda).
Fiz 6 meses de namoro.
Amo a minha vida e o futuro que imagino.
Aprendi que amo incondicionalmente os meus pais e que estarão sempre à frente de tudo e de todos. 
Anseio por arranjar emprego, viver com o rapaz, ser mãe, voltar a ter um irmão e compensar os meus pais por tudo o que fizeram por mim.

Atrevo-me a dizer ainda, anseio pelo dia da minha alta do santa maria :)
Beijinhos e abraços

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Consulta

Demorou cerca de 15minutos porque cheguei 20 minutos atrasada (houve acidente antes da ponte e o trânsito ficou impossível). Odeio chegar atrasada, odeio acordar às 5h da manhã, levar quase 8horas em viagem (ida e volta) para depois ser tudo à pressa. Mas imprevistos acontecem e temos de lidar com eles. Por causa do atraso, não me pesaram. Não faz mal, devo estar nos 47 e qualquer coisa, não estou muito mal ("se achasse que terias perdido muito peso, pegava em ti e íamos lá abaixo").
Não levei nas orelhas. Contei que fiz para perder peso mas que depois, como o peso subiu em vez de descer, irritei-me e mudei de ideias. Ela perguntou o porquê de ter querido perder. Fui sincera e disse o que realmente pensava: lido mal com a novidade, com o imprevisto, que fico extremamente ansiosa e que não gosto da sensação. Contei também que quando comecei a restringir que me comecei a sentir mais calma. Por outro lado, disse que "não posso ter outra recaída agora. Uma recaída dá muito trabalho..." Ela riu-se e concordou.

Foram apenas 15minutos, mas o facto de me ter elogiado (porque previ uma recaída e reagi contra ela) deu-me novamente esperanças. Talvez eu não seja um caso perdido, talvez um dia consiga não ter medo de seguir em frente. Talvez um dia eu consiga dizer que já não preciso dela. Duvido, mas quem sabe...

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

p.a. 3 fatias de pão torradas com manteiga; galão com açúcar
almoço: feijão com salsichas e um molho onde constava ketchup; arroz; 1 fatia de pão; meio copo de sumo; 1 maçã
lanche: 2 dentadas numa maçã (estava podre lol)
jantar: 1 bife frito; arroz; restos do tal feijão


Nada saudável, demasiados hidratos, ausência de legumes e por aí fora, mas isso não me preocupa muito. Tenho fome, costumo comer o triplo e manter-me nos 47/48. A comer assim, perco peso (actualmente). Hoje pensei em gomas e porcarias. Bateu saudades de compulsões (não das compulsões, mas de junk food).

Tenho frequência de estatística na 4ª e ainda não peguei em nada. Esta vai correr tão mal ou pior ainda do que a 2ª frequência. Mas desta vez não estou muito preocupada.Paciência.

O que se passa, maria ines... o que se passa?


Hoje

ontem:46.300.
Hoje: 46.600.
"Reacção": Merda.
Pensamento: Engordo ou emagreço até 6ª? Nem uma nem outra: aumento de peso (soa melhor)
Atitude: "Mãe, tens de fazer feijoadas e bolos esta semana, senão na 6ª (consulta psicóloga) levo na cabeça e não me apetece." Ao que ela me responde: "Para a enganares outra vez? Aumentas até à consulta e fazes dieta outra vez?" Eu: "Dieta? Eu não estou de dieta! Achas que estou de dieta?!" Mãe: "Não sei. Só sei que estás a mirrar outra vez."
Pensamento: Engordo ou emagreço até 6ª? Emagreço.
Pensamento 2: Não vou emagrecer, mas apetece-me dizer que vou. Ou então vou tentar emagrecer e estou a dizer que não vou para o caso de não conseguir emagrecer não sair frustrada.
Pensamento 3: Não faço ideia do que quero.
Pensamento 4: help.


sábado, 8 de dezembro de 2012

p.s.

Ah. E ela (psicóloga) está mesmo grávida. É um menino desta vez. Será muito feio ter uma certa inveja dela?  

:)

Não sei quanto peso, mas devo andar por volta dos 46/47. Na última pesagem (talvez na 2ª, 3ª ou 4ª, não sei) tinha 46.7.
Na última consulta não me pesei "vou confiar em ti", disse ela. Fui sincera e disse que tinha perdido peso, porque adoeci (verdade) mas que não andava muito longe dos 48 (também verdade). Agora não consigo recuperar o peso, embora não me prive de nada. Ou então privo-me, porque estou com 46.5. Não faço ideia, não percebo nada.

Era para ter consulta esta 2ª. Not gonna happen. Motivo? Múltiplos:
a) tenho de estudar, 3ª frequência de estatística na 4ª (na 1ª tive 18, na segunda vou ter praí 10, se tiver sorte, e nesta que vem a coisa também vai correr mal, porque não consigo estudar).
b) pais foram hoje para corroios, pelo que teria também de ter ido hoje. Isto implicaria perder não um, mas 3 dias de estudo
c) não tenho grandes vontades de passar um fim-de-semana com o estupor. Há dias que consigo, outros não. E agora é um não.
d) prometi que iria subir até aos 50 (à psiquiatra) e que não desceria dos 48 (à psicóloga) e não cumpri nenhuma das duas promessas. Acho que tentei (mesmo) e não tenho pachorra para que me digam o contrário.

Sinto que o rapaz me está a esconder alguma coisa. Não costumo errar muitas vezes neste tipo de "feelings", mas posso apenas estar a ser neurótica.

Ai. Enquanto escrevo sinto a minha cabeça a dizer "talvez menos 1kg... ninguém vai reparar. Tens a desculpa do stress dos exames. Além disso, a psicóloga não vai conseguir arranjar consulta para este ano e depois no Natal recuperas. Só por uns dias..."

Ora bem, passemos à fase da análise do pensamento disfuncional: hum... será que está alguma coisa relacionada outra vez com o ir ou não ir à consulta? Com o facto de ela querer confiar e eu também querer que ela confie mas não me sinta ainda preparada? Hum...

Bah. Who cares.

p.s. sinto-me bem, não sei o que me deu para escrever isto. Tudo me corre bem. Eu é que não sei lidar com tanta coisa para fazer. Não sei ser adulta. E talvez nem queira. Bah






sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Normalidade

Sinto-me cada vez mais perto da normalidade e isso deixa-me muito aliviada. A alimentação está normal (digo normal porque não penso nela e o peso anda mais ou menos na mesma, subindo aos poucos-47.7).

Estou doente outra vez. Mas desta vez nada de vómitos. Sinto-me sem apetite, mas nem me atrevo a ceder a isso. Como e pronto.

Pintei uma moldura para oferecer à mãe do rapaz no Natal. Não é que ela mereça, mas pronto (já conto). Comecei a fazer um xaile para avó dele, que merece tudo. Ainda não sei o que oferecer ao avô, que também merece tudo.
Porque é que a mãe dele não merece? Porque consegue deixar-me com a sensação que não somos bem-vindos para comer em casa dos pais dela (onde ela vive também). Na quarta-feira, depois do almoço, a avó dele fartou-se de falar da filha (mãe dele) e nem uma coisa ela disse de bom. Eu fiquei na minha, com vontade de abraçar o rapaz (acho k já percebi o porquê de ele sufocar tanto, de ter tanta necessidade de carinho). Ontem, à hora de almoço, insisti com o rapaz para irmos dar um beijinho aos avós. Acabámos por ficar a almoçar lá, por insistência da avó dele, um amor de senhora. Já a mãe dele, quando chegou, fez questão de demonstrar que estávamos a mais. Segundo a avó dele, a mãe diz que "não está tempo para dar de comer a ninguém". Credo. Com uma mãe destas, até eu seria marada da cabeça (eu também sou, mas finjamos que não sou).
O rapaz só ficou chateado quando se apercebeu que eu e avó tínhamos ficado chateadas (ou ele é tapadinho e não percebe o que a mãe faz ou então o mecanismo de defesa dele consiste nisso mesmo, "ignorar").
Ainda há pouco, fomos lá a casa, dar uma beijoca aos avós dele. A avó, mal nos viu, pediu logo desculpa pelo comportamento da filha e insistiu para que eu não ligue às parvoíces da filha, porque tal como disse o avô dele, "a casa não é dela".
Se fiquei chateada? Fiquei. Não por mim, porque é-me indiferente se a mulher vai com a minha fronha ou não, não tenciono viver com ela (vá, indiferente não é, porque preferia que toda a gente se desse bem), mas pelo rapaz. É a mãe dele...
De qualquer das formas, se amanhã eu me sentir melhor da constipação, vou ali atrás e convido a mulher para irmos dar uma volta ou para vir aqui (estou na casa do rapaz, que é bem perto da casa dos avós). Apesar de não concordar como ela trata o próprio filho, acho que a consigo compreender minimamente. A mulher nunca conheceu o verdadeiro pai (o avô dele não é avô de sangue), o homem lixou-se para ela. Além disso, foi mãe aos 15 anos. Não é desculpa, mas é compreensível que aquela cabeça não regule bem. Imagino que não deve ter sido fácil, tanto que quem criou o filho dela (o meu rapaz) foi a avó e não a mãe. Gostava realmente de conversar com ela, ver se me interessa uma aproximação. Além disso, segundo a avó dele, ela não gostava nem da ex-mulher dele nem desta última namorada, mas engraçou comigo (daí o tal telefonema, a nos tentar reunir quando eu e ele discutimos). Se a coisa resultar, fixe. Se não resulta, temos pena. Mais perde ela, porque eu não vou deixar de ir à casa dos avós dele por causa dela. Sou muito bem tratada lá e os donos da casa insistem que lá vá. Ela que se amanhe.

Credo, eu escrevo sempre gandas testamentos... enfim. Vou navegar um pouco, adiantar o jantar do meu menino (e meu, claro) e depois vou dormir um pouco, para estar mais arrebitadita quando ele chegar (isto de estar doente é lixado).
Beijinhos a todas!
E cuidem de vocês, vale a pena :)

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Felicidade (estranha?)

Desde ontem que me sinto em paz comigo mesma e felicíssima! Ando a distribuir sorrisos e beijinhos por todos os que me rodeiam :P
Sinto-me feliz e voltei a estudar com gosto. Peso? 47kgs. Mas vou recuperar, vão ver :)
 A avó do rapaz convidou-me para passar o Natal na casa da tia dia (que desconheço), onde passam sempre. Em princípio iremos jantar lá com a família dele (24) e almoçar na minha casa, com a minha família (25).     Começo realmente a achar que o rapaz até gosto verdadeiramente do rapaz.


domingo, 4 de novembro de 2012

ai...

Ontem o rapaz resolveu fazer o brilhante comentário: "estás a ficar com celulite!". Volta e meia faz comentários sobre o meu rabo, pernas e peito (não se cansa de dizer que estão maiores), mas ontem aquele caiu-me muito mal. "Hás-de pagá-las", pensei (ou seja, foi emagrecer e a culpa vai ser tua, não minha). Logo em seguida, respondi a mim mesma "Quem as paga és tu própria, mais ninguém". 
Cheguei a casa e, pela primeira vez desde há uns tempos, voltei a sentir nojo e a achar-me gorda (ou não magra o suficiente, como preferirem). Deitei-me a choramingar, a fazer cálculos de calorias do dia (menos de 1000) e com fome. Antes de adormecer, pensei na desculpa arranjar a mim mesma e a vocês por me deixar levar, mas antes de escolher uma lembrei-me que a psicóloga me deu um mês à confiança. Se quando lá for tiver emagrecido, ela vai achar que é por me ter dado espaço. E isso irrita-me, porque não seria a razão (ou se calhar até seria e estou a evitar admitir). 

Hoje acordei bem disposta e fui-me pesar. Irritei-me quando vi 48kgs. Como é que é possível, se na 6ª  tinha 47.2 e ontem nem 1000kcal ingeri? Fui tomar o pequeno-almoço e agradeci por ter visto os 48. Porquê? Porque era suposto estar na casa dos 46 e descer 2kgs dá muito trabalho mental. Assim, prefiro voltar a pensar de forma mais racional e pensar que foi uma partida da minha cabeça, mais nada. 

Tenho mesmo de aprender a lidar com a frustração de outra forma. Vou tentar falar com ele e pedir para não dizer nada parecido enquanto estou nesta fase de recuperação. 
O chato é que eu acho que eu ligar a isto é ser fútil e parva. Mas eu ligo, portanto tenho de admiti-lo e mudar o que não gosto.  Voltar a adoecer é que não, não quero mesmo. 

Mas estou desconfiada comigo mesma, acho que a cabeça anda outra vez a pregar-me partidas. Espero conseguir resistir à tentação. Mas sim. Adorava emagrecer sem adoecer. Lol. 
Vejamos no que osto vai dar.

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

HEY :D

A minha net continua lentíssima, daí a minha ausência por estes lados. Além disso, o tempo que um dia me disponibiliza não ajuda. Porque é que os dias só têm 24h?? Deviam ter pelo menos mais 4h. 2h para dormir (eu sem dormir não funciono) e o resto para extras...mas como isso não é possível, cá ando eu numa de tentar não stressar com a falta de tempo e "surpresas" do dia-a-dia (doenças, visitas, vontade de não fazer nada útil, etc etc).

Na 2ª feira tive consulta (Fui com o rapaz :D). Correu lindamente e ando com a sensação que ela me despacha um bocado. Não o faz, acredito que não o faça. Talvez eu ache isso porque sinto que ela me acha melhor e não está tão preocupada e isso assusta um bocadinho, não ter a preocupação dela. Mas isto sou eu a ser parva e a dramatizar, como "gosto" de fazer. Perdi 200g desde a outra consulta. Ela não se importou. Eu achava que tinha aumentado, porque andava a comer muito (agora sou a "comilona" da casa, raramente não repito o 2º prato). Nada de compulsões, mas no fim-de-semana exagerei nos doces (que não tocava desta forma havia muiiiito tempo) porque foram dias de festa e isso ainda me faz confusão. Mas enganei-me e afinal perdi peso. Tema da consulta? Relações sexuais (tema puxado por mim), o estupor, o coiso e o meu rapaz.
Continuo a achar que ela está grávida.

A noite de 4ª para 5ª foi passada em branco, cheia de vómitos e de calor. Depois do irmão a namorada do estupor ter pegado uma virose às 3 irmãs, à mãe e ao namorado da mãe, foi a vez da irmã mais velha (a namorada dele) apanhar a coisa. Passou-lhe a ele (estupor), que passou ao meu pai, que me passou a mim. Fartei-me de gozar com todos (incluindo cunhado e sobrinha, que também já foram afectados pela coisa) e depois lixei-me. Acordei e fui logo vomitar. Dei explicação ao André (despaxei-o mais cedo) e à Adriana (quase nada, ia-me vomitando à frente dela lol) e cancelei as da tarde. À hora de almoço, mentalizei-me que tinha de comer (o medo de perder peso e gostar é gigante, juro-vos) e entrei na cozinha. Senti o cheiro da caldeirada de peixe e só tive tempo de fugir para a casa-de-banho para vomitar. Saí da casa-de-baho, voltei à cozinha, agarrei uma banana e em ice tea engoli aquilo tudo a esforço, mas saí de lá a sentir-me vitoriosa LOL
Voltei para a caminha e acordei quando o rapaz apareceu lá em casa. Trouxe ervas que tinha para lá e outras que pediu à avó, trouxe limão e pediu à minha mãe para me fazer um chá com aquilo tudo (eu odeio chá, mas ele obrigou-me a beber aquela bosta até ao fim - eu sei, seu sei... chá faz bem...). Trouxe também línguas de gato e bolinhos de canela para beber com o chá. Por incrível que pareça, consegui comer alguns :D Quando me viu naquele estado (pré-vomitanço), foi à farmácia e trouxe cenas para aliviar a indisposição. Eu podi continuar a descrever a tarde, mas acho que basta dizer que ele foi super querido comigo, parecia que me podia partir :)
Jnatou cá, a minha mãe convidou-o. Eu não gostei lá muito, porque estava com uma vontade enorme de me deitar, mas ele aceitou e eu lá fiz o sacrifício de me sentar à mesa. Mal puseram a comida à frente, tive de fugir. Pedi desculpas e fui para a cama. Depois de jantar, ficámos mais um pouco de conversa e ele bazou.

Hoje sinto-me como nova, outra vez :D perdi 1kg desde ontem, mas não quero manter, tenho de subir antes que me habitue. Hoje ainda custou comer, mas já correu melhor que ontem e amanhã será melhor ainda.

O professor de estatística, na última aula, perguntou porque é que ainda não tinha feito a cadeira, uma vez que já me conhecia de outros anos. A gaguejar, respondi que "fico doente" ou "desisto a meio". Ele respondeu com um "ahhhh mas nunca foi a nenhuma frequência nem exame, pois não? É que tem tanta facilidade em perceber isto que não me fazia sentido nenhum ainda cá estar! Mas deixe lá, continue assim que vai ver que passa sem dificuldade". Fiquei toda orgulhosa de mim mesma, mas o ego ficou lá mesmo em cima quando o professor, no fim da aula, começou a explicar o 1º exercício da ficha, onde o resto da turma tinha bloqueado. Eu já ia para o último exercício :P
(Não liguem, eu fiquei tão babada que tenho de contar isto a toda a gente lol sabe-me bem sentir que afinal não sou tão estúpida e anormal como acho lol)

Quanto às explicações, estou algo desmotivada. O André veio-me com negativa a matemática. Pu-lo a fazer aqui à minha frente e acertou. Hoje fez teste de história. Diz que saíram os limites da Península Ibérica (que batalhámos um bocado nisso na última explicação) mas que não se lembrou.
"Oh André... então quantos eram?"
"AH! am... Glup... acho que eram 3..."
"Pois! E quais eram? Era um oceano..."
"atlântico!"
"Claro! Era um mar..."
"Mediterrâneo!
"Pois! E era outra coisa..."
"OS PIRINEUS!!! óh! Mó! Porque é que eu sou assim?"

E pronto. Acho que me deve trazer outra negativa. Não me psso chatear muito, os testes dele do ano passado vinham em branco, agora já não. Mas continuam a ser negativos e ele assim chumba... enfim.
As miúdas do 9º ano têm teste de história na 2ª e amanhã têm uma festa que dura o dia e a noite. Começaram hoje a estudar. E só voltam a estudar domingo. E só à tarde, porque de manhã têm de dormir. Será que sou eu que sou muito exigente e acho que isto de festas em tempo de testes é absurdo? Principalmente em crianças com difciculdades? Eu obriguei-as a virem cá domingo, mas duvido que tirem positiva a estudar de véspera. Ah, e têm teste de matemática na 6ª. Ou seja, os meus 5 dias livres para estudar para estatística já se foram à vida. Porque elas têm festas e não podem abdicar delas. Bah. Mas eu tenho de ajuá-las a ter positiva, senão os pais andam a pagar para nada. Além disso, faz-me sentir uma bosta quando têm negas...

Resumindo:
O que está bem: Alimentação, cabeça, vida social, familiar e amorosa
O que está menos bem: ansiedade (exageradamente elevada) por achar que não consigo fazer tudo o que deveria fazer

Notas: voltei a pintar em madeira e aprendi a fazer croché. Hei-de tirar fotos para partilhar com vocês.
Beijinhos!

p.s. não consigo aceder a quase nenhuns blogs :(

sábado, 20 de outubro de 2012

still alive :)

Tenho andado sem tempo para vir cá. Bosta. Tenho sentido grandes vontades de cá vir, esta parvoíce de blog ajuda-me a pensar de forma mais racional (eu gosto de acreditar nisto).

Tenho andado razoavelmente bem. Não me sinto totalmente feliz, mas deprimida não ando, logo só isso já é muitíssimo bom. Andei uns dias irritada e tristonha por causa dos meus pais. Vê-los a manter uma alimentação destas irritada-me e assusta-me profundamente. Mas já me mentalizei que não adianta discutir com eles, não adianta criar discussões porque não vai alterar nada. Odeio ter de vê-los a fazer o que fazem, mas tenho de me mentalizar que sou filha, estou na casa deles e não mando em nada. O que tinha a fazer já fiz: falei com a mãe e expliquei o quanto assustada me deixam e que não procuro discussões, apenas tenho medo de os perder. Ela respondeu com um "preocupa-te mas é contigo e deixa-te de parvoíces". Não foi a resposta mais agradável de ouvir, mas eu sei que ela gostou de saber que me preocupo com eles e que não ando assim tão insuportável como pareço (ou pelo menos não por motivos descabidos). Não posso fazer mais nada do que faço/fiz. A não ser tentar manter a calma e incentivar boas refeições. Ainda sobre este assunto, sinto que quem anda a fazer esforços para manter-mos o jantar em família (leia-se eu e pais) tenho sido eu. Magoa-me, mas não posso fazer mais nada a não ser adaptar-me e aceitar. E depois de ter adoptado esta forma de pensar as coisas em casa têm andado bem mais calmas. Mais um problema resolvido.

Quanto ao rapaz, até agora não me posso queixar. Tem-se portado lindamente (em comparação a antes). Os meus pais já o conheceram. Fomos almoçar ao campo para festejar o aniversário da namorada do estupor (depois de uma grande confusão e discussão, porque eu não queria ir e eles não aceitaram bem. Mas depois a mãe lá se acalmou e deu a entender que compreendia se eu não fosse, mas que a minha presença era muito importante para ela. Então fui e levei o rapaz. Correu tudo muito bem. O menos positivo foi o rapaz ter simpatizado com o estupor. Mas desde que não se aproximem e se tornem amigos eu consigo lidar com isso).

Na 4ª tive a 1ª consulta com a psiquiatra desde aquele último encontro, no qual assinei um papel a me responsabilizar por mim própria, ou seja, que desistia-mos uma da outra. Correu lindamente, foi super querida. Eu tremia como sei lá o quê, mas correu bem. Ficou um pouco triste porque apenas aumentei 3kgs e pouco desde Maio. Quer 50kgs para a próxima consulta (Janeiro). Peso? 48.400 no dia da consulta. Yap. Cheguei ao peso mínimo e sobrevivi. Próxima meta? Continuar assim em termos alimentares.

Acho que a minha psicóloga está grávida outra vez. Ou então não, não sei. Tem uma barriga maior que o normal, mas ao olhar mais perto não parece barriga de gravidez, sei lá. Não tenho coragem para perguntar, ela que me diga se estiver lol.

A Catarina desistiu das explicações, acha que consegue sozinha. Se não conseguir volta no 2º período. Pessoalmente sei que ela consegue, mas não me parece que vá ter força de vontade suficiente para se orientar sozinha. A ver vamos. O pai do André ia morrendo quando lhe foi dito que o miúdo não soube responder à pergunta 10-1. Foi confirmar com um "quanto é 19-1?" e ficou triste. O miúdo tem sérias dificuldades, mas está bem melhor. Não gosto das explicações com ele, mas apenas porque não posso brincar com a matéria com ele. Se brinco, ele dispersa e não consigo voltar a concentrá-lo. Mas penso que com o tempo ele chegue à positiva. Se ele passar de ano eu dou pulos de alegria, juro-vos. Mas se não passar não me posso stressar e culpabilizar. Dou-lhe explicações no mínimo 4 vezes por semana, 1h30 cada vez.
Sinto que a Lavinia está desmotivada este ano. Tenho de conseguir motivá-la outra vez.
A Adriana está mais desfavorecida este ano. A miúda não tem culpa, mas não consigo ter mais tempo para ela. Ainda por cima é a irmã do estupor. Sinto-me algo ruim ao pô-la mais de parte, mas parece-me muito bom dar-lhe explicação um dia de semana à borliú. Ainda por cima ela chega às 15h e só se vai embora quando o estupor resolve ir buscá-la, ou seja, normalmente por volta das 20h. Portanto, tenho de me permitir não me sentir mal.
Tenho mais uma explicanda, a alexandra, 9º ano também. A miúda tem excelentes capacidades e tira tantas vezes as dúvidas que me motiva. Adoro quando isto acontece.

Pronto, acho que já pus as novidades em dia. Em relação ao meu corpo, sintoo-me bem. Sinto-me com mais massa muscular (digo que me sinto porque não sei ao certo se será verdade lol), o que é bom. Não sei o que se passa com o meu peito, porque me parece "gigante" em comparação a antes. Mas não estou assustada. A menstruação tem vindo todos os meses, desde junho. Estou incrivelmente surpreendida, nunca me tinha acontecido isto. Sinto que os meus pais andam orgulhosos de mim. Sinto-me orgulhosa de mim. Ainda algo triste, sem saber ao certo o porquê, mas bem melhor. Talvez ainda me assuste com o futuro (que vou eu fazer?), com a possibilidade de não ter mais a doença nem apoio em lisboa. Penso que seja isso.

Mas por agora penso que estou no bom caminho. Tenho de aprender a lidar melhor com o stress e organizar melhor os meus dias. Isto de ter mil coisas para fazer só me leva a não fazer nenhuma ou a ficar frustrada por não as conseguir fazer a todas. Já pensei em me sentar e respirar fundo quando me começar a stressar, mas acho que o sentar e "perder mais tempo" me vai fazer ficar aindas mais ansiosa loool mas tenho de pensar que é melhor "perder" 15 minutos do que um dia inteiro ou ficar frustrada, por exemplo.

Ainda tenho muita coisa para alcançar. Estou apenas a dar os primeiros passos. E acho que estou a ir bem. Agora é continuar em frente, de cabeça erguida. E arranjar tempo para dormir. lol.

Beijinhos!!!