segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Pânico às 3h30 da manhã!

O meu rapaz teve uma crise de epilepsia ainda agora. Foi certamente devido à hipoglicemia que tinha, criada por mim, porque fui eu quem fez as contas entre os valores glicémicos que tinha à meia-noite com o que estava a comer. Costumo acertar, mas desta vez falhei e bem. Tinha 53 e eu ia-me borrando de medo. Já assisti a vários ataques iguais (do meu irmão), mas já me tinha passado a "frieza" durante o ataque ("isto passa inês, isto passa, ele fica bem"). Desta vez pareceu-me mais longo, vê-lo sangrar como sei-lá-o-quê, ficar roxo e sem respirar, fez-me esquecer tudo o que já sabia e gritei, dei-lhe palmadas na cara, enfiei os dedos na boca, enfim, fiz tudo o que sabia que não deveria fazer, porque entrei em pânico. Só me fiz bem o desviar a cama e tudo à volta para não se magoar. E depois ainda lhe fui medir os valores, erro que desconhecia, deveria ter espetado o glucagen ou lá como se chama aquilo.

Mas já passou. Já consegui subir os valores e já o pus a dormir. Agora é mentalizar-me que isto pode acontecer novamente e que para a próxima é amparar a cabeça, "rezar" para que passe e, quando terminar o ataque, colocá-lo de lado como eu sempre soube fazer, braço e perna ao lado, puxar o outro braço e já está. Depois é ir buscar o glucagen (para quem nao sabe, basicamente é uma seringa com um pó e um líquido que ajudam a subir os valores de açúcar) e espetar-lhe aquilo na perna, mentalizando-me que ele (provavelmente) não sente se espetar desta ou daquela forma.

Agora, 1h depois, sinto-me ridícula por ter entrado em pânico e ter feito tudo ao contrário. Não fiz nada perigoso, vá, mas fui parva... Vou confirmar se está bem, fumar um cigarro, e esperar que amanhece, porque sinto tanta adrenalina dentro de mim que adormecer está fora de questão. Meu querido fofinho... doeu tanto vê-lo naquele estado e sentir-me impotente... Mas já passou e ele está bem. Agora, cabeça erguida e aprender com os erros. Certo? :)


sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Mestrados

Ando seriamente a pensar se tire ou não o mestrado agora. Não tenho assim grandes escolhas, o que desmotiva um pouco. Se bem que eu não sei o que quero (como já é hábito em mim), mas como gosto muito de reclamar de tudo, reclamo.

Fixe, fixe era haver um mestrado decente em Almada, mas aqui só psicologia clínica e da saúde ou psicologia social e das organizações. O segundo fica excluído, claro está (culpa do professor espanhol, que me traumatizou! Sim, porque eu sou inculpável, obviamente). São uns meros 230 por mês (11 meses, dois anos), equivalendo, na sua totalidade, à módica quantia de 5060. Sem contar, claro está, com os 150 da candidatura, os 30 do seguro escolar e os 285 da matrícula e inscrição. Nem vou comentar.
Quanto ao mestrado em si, são 12 ou 13 cadeiras no 1ºano. Consigo fazê-lo, as cadeiras aparentam ser interessantes, mas não sei bem se é o que quero. O site da universidade é uma cagada e não dá grandes informções (ou então eu não pesco nada daquilo).

Posteriormente, temos o ISCTE, em Lisboa. Onde tenho 4 opções: psicologia comunitária e proteção de menores (APELATIVOOOO); psicologia das relações interculturais (eh...); psicologia social da saúde (eh...); psicologia social e das organizações (eu bem sei que também conseguiria e que as ofertas de emprego são mais amplas, mas não obrigado. Estou traumatizada. parva
Os preços aqui são mais interessantes: total de 3750. Sei que as aulas começam a 16 de setembro, tendo aulos à 5ª e à 6ª das 18h às 22h, podendo haver ao sábado e à 4ª. Estou com o bichinho voltado para a primeira alternativa.

Por fim, temos o belo do ISPA que, segundo o site, apenas oferece 5 mestrados (digo apenas porque é uma universidade dedicada à psicologia). Os valores ultrapassam os 6000, ou seja, 348 por mês. Muito bonito, mas não me parece boa ideia. Aqui teria educacional, clínica, comunitária, social e organizações, saúde. Educacional sempre me fascinou, mas não me parece boa ideia. Não encontro mestrados em neuropsicologia, o que é pena.

E pronto, é isto. Tenho até setembro para me decidir.
Em relação a emprego, vou esperar que a minha mana me tente enfiar na chicco. Era muito, muito bom :D

De resto, ando em limpezas e arrumações aqui por casa. Está tudo cheio de caixas e caixas e caixas. Mas não me importo, porque faço quando e como quero. Não há ninguém a vigiar :) paz!

p.s. o meu rapaz anda muito meiguinho e eu adoro! Só acho que precisa de descansar mais, trabalha cerca de 13/14 horas por dia, folgando apenas um dia por semana. Sinceramente, eu já teria esticado o pernil.......

É tudo por hoje! Beijinhos, beijinhos!

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

consulta

Acabei de chegar da consulta com a sonia. Adorei vê-la (como sempre) e soube-me a pouco. É nítida a minha dependência dela e da filipa. Tal como ela disse, o primeiro passo ja está, que era libertar-me dos papás. Agora vem um outro, igualmente difícil, que é ter alta. Já lá vão 7 anos e ainda nao me sinto preparada. Mas sinceramente, sinto que nunca estarei (talvez até já esteja, tenho é um medo exacerbado, sei lá eu exatamente do quê). Só sei que neste momento não gostava nada de ter alta, pelo menos mais uns mesitos, até a minha vida estabilizar mais. Se bem que é um bocado parvo, porque se cada vez que surgir uma coisa nova eu inventar desculpas para continuar a ser acompanhada, então nunca mais sigo em frente!

Mudei a morada no santa maria. E o número de telemóvel, que, por incrível que pareça, ainda estava o do meu pai.

Isto aos poucos vai lá. Ela quer os 48kgs para me dar alta. Eu mantenho-me nos 46/47 lol Quando a filipa vier, quando a filipa vier...

 Sinto-me bem. Cheia de medo e pessimismo subjacentes, mas bem.

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Charneca!

Done. Já estou pela charneca, de vez. Chegámos ontem à noite. Custou-me pa caraças sair lá de baixo, parecia que ia para o outro lado do mundo e que nunca mais os iria ver lol nada dramática... psic ligou a desejar parabéns pela licenciatura (o que me soube verdadeiramente bem), psiq mandou mensagem. Hoje era suposto ter-me levantado por volta dads 6h para ir ao santa maria fazer análises para a sonia, mas o cansaço venceu, amanhã terei de ir à consulta sem exames.  

Sinto-me feliz, mas com a cabeça a mil. Sinto-me bem, mas de consciência pesada por deixar os meus pais lá embaixo num momento complicado, embora saiba que tenho de me fazer à vida e pensar mais no meu futuro. Ai, tou cansada. Vou dormir mais um pouco. Beijinhos, beijinhos!

domingo, 28 de julho de 2013

LICENCIADA!

Conseguiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii! :DD

Agora tenho mil e quinhentas pessoas em cima para tirar mestrado, incluído rapaz, que acha boa ideia tirar mestrado e trabalhar ao mesmo tempo. Não quero tirar mestrado. Alías, quero, mas nada me interessa neste momento. Não tenho cabeça para tudo isso... Mas não custa pesquisar e ver. Vou pensar e decidir. Logo se vê. **

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Parva... lol

Só me falta uma cadeira para terminar a licenciatura. O exame é na quarta. Vou chumbar. Ou então passarei a acreditar em milagres...

ontem estava cheia de vontade de enfrentar os medos. Hoje estou borrada de medo e com vontade de desistir e ficar aqui quietinha para sempre. Pelos vistos ainda nao regulo bem...

Na 4ª tinha 43,7kgs. Na 5ª 46 e tal. Hoje 44.9 (ou algo assim). Não faço ideia do que quero. Tenho comido exageradamente, tendo como base porcarias. As unhas já se foram.

Continuo a achar que sou parva. E que isto não vai resultar.

domingo, 21 de julho de 2013

Hey :D

É nestas alturas (regresso a "casa"-faro) que as minhas dúvidas sobre querer realmente ir para longe daqui se desvanecem. Toca a re-engordar e a meter juízo na cabeça. Eu vou ser feliz, custe o que custar! lol.

sexta-feira, 12 de julho de 2013

quarta-feira, 10 de julho de 2013

sábado, 8 de junho de 2013

Vou sair daqui em cerca de 2 meses.

Os meus pais não me falam e eu não percebo lá muito bem porquê. Parece-me que deve ser por eu me ir embora, não sei, não percebo.

A minha cunhada também está chateada com os meus pais, tal como o meu irmão, o meu rapaz, a minha irmã e o meu cunhado. Bem, talvez isto me prove de vez que o problema não deve ser meu... ou pelo menos não na totalidade.

Tenho saudades do meu avô e não tenho coragem de falar sobre isso com ninguém.

Estou assustadíssima por se estar a aproximar o dia da minha saída de casa. Tenho medo que seja impulsivo e que não consiga superar as dificuldades que se aproximam. Por outro lado, estou desejosa de sair daqui e de morar com o meu homem :P

Pedi à Sónia comprimidos para aumentar de peso, porque me fartava de comer e nada. Tomei uma semana e desisti. Talvez sejam desculpas, mas sinceramente não senti fome nenhuma a mais (aquilo era para aumentar o apetite.........) e só aumentei 1kg quando comecei a comer novamente pacotes de bolachas (não que tivesse fome nem vontade de comer, queria era aumentar, por estranho que pareça).
Ando nisto de há 6 meses, sempre entre os 46 e os 48. Mas talvez a sarita tenha razao... quando me aproximo dos 48, de repente desco novamente umas gramas... parece-me que aqui há gato. Mas já nao me vou preocupar muito com isso. Quando sair daqui, dedico-me a mim e a aumentar de peso. Aqui nao dá.

Tenho exame 3ª feira. Estudei uma semana de seguida e quando terminei os resumos nunca mais olhei para a matéria. Serve de muito, fazer só resumos. Mas já estou cansada de estudar, desta porcaria toda. Eu sei, só mais um esforço, para lhes jogar em cara que não desperdicei o dinheiro e blablabla. Mas estou farta. Ou entao é mais uma desculpa para nao ser responsavel e madura. Bah, whatever.

Não percebo se estou triste ou feliz. Quero estar feliz por mudar de vida, mas os meus pais cosneguem tirar o brilho a tudo. É incrível o quão miserável e insignificante eles me fazem sentir.

Mas, mais uma vez, lá venho eu reclamar da relação com os meus pais e fazer-me de coitadinha. Sou tão infantil ainda.............. sou uma criança num corpo de... criança. lol. Essa é outra! Começar a vestir-me mais à mulher dava jeito para disfarçar este corpo tão enfezadinho e infantil.... nunca ninguem me dá 26 anos. Nem física nem mentalmente. E já não tem piada. Time to change.

terça-feira, 14 de maio de 2013

Amor, raiva e afins

Não consigo perceber como me sinto. Num só dia passo por várias fases, desde irritação, boa disposição, tristeza... isso incomoda, mas também nao é o fim do mundo.

O meu rapaz começa a trabalhar na charneca 3ª feira. Vamos para cima no sábado, festejamos o aniversário dele (domingo) lá e volto na segunda para faro. Sozinha. E isto tem-me deixado bastante assustada. Por outro lado, até pode ser bom sinal... sinal que gosto realmente dele e que quando tenho dúvidas é porque sou parva (ou não, porque toda a gente tem dúvidas).

Imaginar os meus dias sem ele é... deprimente lol farto-me de choramingar sozinha e tenho a cabeça cheia de filmes e dramas tipicamente meus. Pesadelos então, nem se fala! Neles, já fui traída mil e quinhentas vezes, de mil e quinhentas formas. Também já o matei em sonhos, acordando em baba e ranho (leia-se que sonho que morre, não que eu o mato lol).
Ora isto tem sido nestes últimos dias. Ele nem se deve ter apercebido, mas sinto uma vontade enorme de o abraçar e ser pegajosa quando estou com ele. Evito ao máximo ser chata, mas tento também saciar esta vontade maluca. Por outro lado, ele anda mais frio. Ou então eu é que estou tão carente e melosa que qualquer coisa que ele diga menos romantica eu fico toda entristecida. Não na frente dele, lá está, evito ser chata, tenho medo de ser chata e irritante.

Tenho medo. Tenho medo que ele não aguente a solidão e procure algo por fora. Esse é o meu maior medo. Tenho também medo que, uma vez longe da "chata", se esqueça de picar o dedo e dar insulina várias vezes ao dia. E que se esqueça do comprimido da manhã e do comprimido da noite. E que se esqueça de comprar fitas, porque volta e meia esquece-se e depois não pode picar o dedo. Tenho medo que se esqueça ou aborreça de pôr creme e de tratar dos pés, que são muito importantes para um diabético. Tenho medo que se sinta só e por isso gaste dinheiro em demasia, sem pensar no futuro, sem pensar em nós e na nossa casinha. Tenho medo que tente decorar a casa LOL (é um medo que não é medo... foi só para me rir um bocadinho lol)

Enfim. Tenho medo. Tenho medo porque agora finalmente percebi o quanto gosto dele e o quanto vou sentir falta da falta de romantismo :p
Não... ele é romantico, sim... só que é... homem! E eu sou uma mulher bem piegas... evito demonstrá-lo, mas sou. E isso não posso mudar.

Ainda ele aqui está e já sinto saudades. Enfim.

Anda toda a gente irritadiça, por estes lados. Não há grandes discussões, mas sente-se irritabilidade entre todos. É normal. É chato comó cacete, mas é compreensível.

Tópicos:
Estudo: Zero por cento. E começo a ficar irritada com tanta gente a mandar vir por causa disso. Farta de escola, quero trabalhar e ter a minha vida. Estou farta de estar dependente.
Peso: No outro dia passei-me com os 46.500, era suposto ter aumentado e nada. Hoje pesei-me (porque a nossa sarita perguntou se já tinha conseguido aumentar) e deu 46.100. Irritei-me ao início, depois percebi que ontem não comi bolos, nem gelados, nem nada assim muito calórico. É ridículo perder peso só porque não comi porcarias, mas ok. Os iogurtes já são de 197kcal (acabei de ver, garanto que não sabia), escolho fruta mais calórica, eu sei la.
Sim, irrito-me e preocupo-me ver o peso descer ou não subir. Porquê? Porque a ideia de gostar e querer mais é demasiado assustadora. Tenho medo de adoecer, tenho medo de voltar atrás e repetir tudo outra vez. Tenho medo de mais desgraças, sinto-me cansada de tanta porcaria. Quero ser mulher, quero ter a minha casa, decorada com o meu gosto e o do meu rapaz. Quero que tudo lá dentro seja fruto do nosso esforço, não quero mais grandiosidades vindas dos meus pais. Não quero mais que me joguem em cara tudo o que me dão, chega. A última que ouvi foi "por causa da tua doença não pude dar atenção aos meus pais... e agora o meu pai morreu". Mas não é só comigo que ela faz isso. É com toda a gente que ama. O que ainda magoa mais, certamente. Ainda no outro dia jogou em cara ao meu irmão e à minha cunhada que nunca os deveria ter ajudado a mudar de casa. Porquê? Porque eles decidiram não ter um filho que não podem sustentar (só há um ordenado e ainda estão a pagar as coisas que comprar para a casa). Os meus pais amuaram porque ELES podem sustentar o neto. Mas digam-me vocês, seriam capazes de ter um filho mas que a sobrevivência dele dependesse de outra pessoa que não vocês? Eu não sei o que faria. Mas certamente não iria gostar nada de não ter o apoio dos meus pais, tomasse eu a decisão que tomasse.

Mas isto agora não vem ao acaso. Estava eu a dizer, por outra palavras: quero sair daqui e viver com este homem que tanta saudade me faz sentir, mesmo ainda sem ter abalado...
lol se ele lêsse isto ia-me achar uma piegas desmarcada :P
naaa... ia.me abraçar, dar um beijinho bem doce e diria "parvinha... eu sou só teu... doida".
É. Decididamente, eu amo esta pessoa.






quinta-feira, 9 de maio de 2013

Tia.

A minha cunhada está grávida de 6 semanas. Ainda o meu avô estava vivo e o meu irmão não tinha tido acidente nenhum. Estão indecisos entre abortar ou não, porque as condições não são propriamente boas para ter um filho. Não foi irresponsabilidade, porque ela toma a pílula.

Quero ser tia. Mas a decisão não depende de mim. Apenas posso dar o meu apoio para qualquer das decisões que tomem.

Os meus pais estão tristes porque querem um neto.

A minha cunhada está triste porque abortar vai contra o que acredita, mas ao mesmo tempo está confusa. Cá para mim eles querem, mas estão borrados de medo. Estava nos planos deles serem pais apenas daqui a um ano.

O meu rapaz vai-se embora em menos de 15 dias.

Estou cansada de tanta coisa e de tanta importância a acontecer.

Estou mais gorda, tenho feito por isso. Mas não sei quanto, não me peso há mais de 1 semana. Não estou a fugir, apenas não calha, não me importa muito.

Quero ser tia. Quero que 2013 seja um ano bom a recordar. Já chega de desgraças...
E quero ficar aqui quietinha, não me apetece ir para cima. Ele às vezes mete-me medo... mas isso é a minha parvoíce a falar mais alto. Está na altura de crescer e enfrentar as coisas. Bah.


sexta-feira, 19 de abril de 2013

título

Depois de muitas reclamações e escandalos feitos pela minha mae e pela minha irma lá no hospital, lá conseguiram que fizessem exames ao meu irmao. Está tudo bem e está neste preciso momento a caminho do hospital de faro (porque é a area de residencia). Que alívio...............................

Começo-me a mentalizar que irei morar para a charneca e começo a ficar ansiosa pelo dia. Mas vou manter a calma e tentar fazer tudo com os pés bem assentes no chão. Preciso mesmo que a minha vida avance de uma vez por todas.

hey

Antes achava que estava em 2012, o que não é muito preocupante. Ontem, quando a enfermeira lhe perguntou em que ano estamos respondeu "prai em 94 ou 95". Os médicos começam a ficar preocupados.

Esta noite dormi mais tempo, consegui dormir 5h, a minha avó foi uma fofa e ficou a dormir até às 8h30. Ela está cá em casa comigo, não pode ficar sozinha. Dá muito trabalho, mas também me dá muitos miminhos e faz muita companhia, o que compensa perfeitamente o cansaço. De qualquer das formas, vou tentar deitar-me o mais tardar à 1h, senão ainda me dá o badagaio.

Tenho medo pelo meu mano. Não, não me esqueci. Mas vê-lo naquele estado dá-me vontade de o abraçar e pedir que me peça desculpa para que esta porcaria passe e nos demos como irmãos. Não podemos ficar sem ele. Doi demasiado pensar nisso.

Bah.

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Mais novidades

Ontem fui a Lisboa. Após dias a dormir cerca de 4h, nessa noite nem 1h dormi. 

Fui vê-lo. Está a melhorar, saiu ontem dos cuidados intensivos. Tem dificuldades em se lembrar de coisas mais recentes, por exemplo, não se lembra/lembrava que já mora com a minha cunhada, não se lembra/lembrava que o meu avô faleceu e não se lembra do acidente. Não se lembra que a cunhada dele (13 anos) ia ao lado e chora cada vez que lho dizemos. Mas consegue fazer novas memórias, isso eu certifiquei-me. Acredito que esteja apenas confuso com tanta informação e que o cérebro está cansado e a tentar recuperar das pancadas que sofreu. É normal. 
Pergunta as horas constantemente e pede por um espelho, para ver a cara. Como é óbvio, ninguém lho dá. Passava-se de certeza. 
Ao sair, disse-lhe "gosto muito de ti, ok?", ao qual me respondeu "tá bem". Voltei a tentar: "Sabes disso, não sabes?", "sei". 

O mais ridículo no meio disto tudo é que, se o meu irmão não tivesse seguro contra todos os riscos, teria de pagar as despesas hospitalares dele e as dos outros condutores, porque uma vez que o cavalo não pode pagar, o meu irmão é um espécie de culpado pelo que aconteceu aos outro carros, porque foi ele quem bateu no cavalo. Aliás, foi o cavalo que bateu nele, mas ok. Falam também que poderá receber uma carta a pedir que pague as despesas de limpeza da via (havia pedaços de cavalo por todo o lado).
Isto é tudo tão ridiculo que não me parece que va acontecer.

O meu rapaz foi à tal entrevista, na charneca da caparica. Correu bem. Fomos ver o apartamento (incluído com o ordenado) e eu adorei. Tem uma cozinha com mesa, duas cadeiras e um sofázito; frigorifico; maquina de lavar e fogao. Sala com lareira (que ele sempre disse que adorava um dia ter); duas varandas, uma aberta outra fechada; duas casas de banho; dois quartos; uma despensa. Quarto andar, numa zona bem pacata. Está em optimo estado e eu imaginei-nos logo lá dentro "porra, que trabalheira isto me vai dar a limpar!".

Agora que isto se aproxima, o medo cresce. Estar longe da minha zona de conforto vai ser dose. Mas agora tenho de me focar na minha familia e em me mentalizar que vou estar longe dele pelo menos por 3 meses. Depois das aulas (minhas e dos explicandos), logo se vê. A mãe já disse "vais para lá e procuras trabalho e ficam por lá". É pertinho da minha irmã.

Não sei. Não sei se me vou dar bem lá, longe da minha avózinha, dos meus pais, do meu irmão, dos amigos, de tudo o que conheço. Quero muito ficar com ele, gosto cada vez mais de olhar para ele, de o abraçar, de o chatear com a saúde dele ou de implicar com o que quer que faça. Vou sentir saudades de estar com ele, de desabafar e de o animar. 

Está a acontecer tudo muito depressa, muita coisa ao mesmo tempo. Não sei o que achar disto tudo. Tentei falar com a psiquiatra, mas quando tive oportunidade de ir ter com ela, disseram-me que já tinha bazado. Pelos vistos era mentira, mas já não fui a tempo na mesma. 

Como será a minha vida daqui a 6 meses? Estarei eu a morar com ele tão longe daqui? Estarei a trabalhar também? No quê? O meu irmão estará bem? A minha avó? A minha mãe, sofrerá muito? E o meu pai, aguentar-se-á à bronca sozinho? O rapaz? Terá vontade de ficar comigo mesmo e a sério? Será que não se vai cansar de mim? E eu? Será que me irei arrepender? Não sei. Mas quero ir para onde ele for. E vou. 
ontem estava assustada e pensava "não posso ir, precisam de mim aqui!". Agora, mais calma, já penso melhor no que lhe foi oferecido e no que ele me pode dar. Não falo propriamente de dinheiro nem nessas merdas, refiro-me mais ao que me tem dado e o que tem mudado. É verdade que aquela cabeça também está toda baralhada, mas ele ouve-me e tenta seguir os meus conselhos. E isso é tudo o que lhe posso pedir. Tem-se esforçado por me manter perto dele, mas já não me sufoca. Tem controlado a glicémia. Tem ajudado a encher o NOSSO mealheiro e já comprou tamparueres para guardar para a nossa casa. 
É carinhoso e ajuda-me no que lhe peço (e não só). 

A minha avó, à pergunta "o que achas dele?" responde em alto e bom som "é muito simpático e meiguinho contigo. Farta-se de trabalhar e gosta de ajudar. Não é o renato (marido da minha irmã) que é melhor marido do que ele irá ser. Agora tens é de o tratar bem, para o manteres. Ele vai agora e tu vais depois. Ficas longe de nós, mas ficas bem"

A minha vida está a mudar drasticamente e não conseguir controlar tudo está a deixar-me muito, muito ansiosa e esquisita. Mas também me faz pensar "não é o fim do mundo. Melhores dias virão e, quando chegarem, vou aproveitá-los ao máximo, vou ser hiper mega feliz!" 

Sinto-me confiante, apesar de tanta porcaria e de tanta coisa nova, diferente e incontrolável. Por incrível que parça, não me sinto deprimida nem com vontade de desaparecer ou cenas do género. Muito pelo contrário. Vejo isto tudo como um abanão para cuidar de mim e da minha saúde. Não faço ideia de quanto peso, mas acho-me mais magra. Isso ainda deixa uma parte de mim mais segura, mas irrita-me sentir isso, pelo que me ando a esforçar por aumentar em vez de descer. Não gosto de me ver nem de me sentir tão magra. E nem posso. Como é que aguento e me concentro nas coisas que realmente importam e exigem a minha atenção? É impossível. Além disso, como é que eu quero um dia ser mãe se nem de mim consigo cuidar? Nao. Recuso-me a ser doente. Escolho a vida. Escolho ser feliz. Escolho vir a ser mãe. E escolho o meu rapaz para me ajudar a concretizar todos os meus sonhos. E é isto.













terça-feira, 16 de abril de 2013

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Depois de muitas más notícias em relação ao estado do meu irmão, eis que recebemos melhores notícias. Já recuperou a memória, já fala, já comeu uma sopa e já fez xixi. Já abriu um bocadinho do olho. Tem uma hemorragia, mas é perto do cérebro, não é mesmo lá. O maxilar não está deslocado, "apenas" partido, talvez não seja preciso cirurgia. Ainda está nos cuidados intensivos, mas o prognóstico é positivo. A minha mãe e a minha cunhada sentiram-se mal quando o viram, porque, quando não me viu presente, perguntou por mim (AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH FODA-SE, QUE FELICIDADE NO MEIO DA DESGRAÇA!!!!!!). Responderam que nao podia ir por causa da minha avó que nao podia ficar sozinha. "Ficou a cuidar da avó? e do avô também, nao?" Ao que a minha mae respondeu "oh filho, o avô faleceu...". Ele calou-se por uns momentos e de repente desata a chorar e a dizer "O AVO MORREU???". Agora à noite já dizia que afinal se lembra do funeral. Menos mal.
Amanhã vou para lisboa, vê-lo. O rapaz também vai, tem uma entrevista para ir trabalhar para a charneca da caparica (outra boa notiicia, nao haja duvida). Enviei mensagem à psiquitra a dizer que ele teve um acidente e que uma vez que ia a lisboa gostava de saber se podia falar um bocadinho com ela. Disse para a procurar no piso 4 mas que nao sabe a que horas está livre. Talvez passe por lá.

Estou electrica, creio ser por não dormir praticamente nada há dias. Ontem foi o funeral da avó do meu rapaz e foi doloroso vê-lo naquele estado. Credo.

O problema da mulher do carro em que bati já está resolvido (ganda psycho que me calhou!!!!!!), o meu rapaz tratou de tudo, sozinho. Meu querido homem.

O acidente é notícia aqui em faro, toda a gente sabe do que aconteceu. Irrita-me quando me perguntam pelo cavalo, se está bem. Sei que o animal nao tem culpa, os cabroes dos ciganos é que deviam ser torturados, mas tenho uma ligeira raiva do pobre animal.

Ele perguntou por mim.

Nao tenho dado a atençao que o meu rapaz precisa, uma vez que perdeu a avózinha. Estou a dar o meu melhor para o mimar, mas sei que devia falar mais com ele sobre a avó. Mas nem no meu avô eu consigo pensar.

o que mais tenho ouvido nestes dias:
"vocês benzam-me essa casa!!"
"não vás à bruxa, nao!!"

Fui visitar o meu avô no outro dia e ia-me dando uma coisa má. Eram só homens a abrir covas ao lado dele e eu nem la perto pude chegar "nao venha para aqui, ainda cai para dentro de uma cova!". Meu pobre avô.

Nao faço ideia de pesos e tou-me a cagar pa essa merda. Mas devo tar com um aspecto tao bonito que a madrasta do meu rapaz, no velorio da avó dele saiu-se com esta, enquanto falava com uma mulher qualquer:
"ah, ela já estava muito mal... com a doença ficou tão magrinha, tao magrinha... estava com um aspecto... (aponta na minha direcçao e diz) estava assim!" E faz um ar de tristeza/agonia. Tão fofa.

Bem, vou terminar de escrever. Quero dizer tudo, falar, falar e falar, mas nao sei o que escrever, sai-me tudo desordenado. Vou comer qualquer cena e fazer o almoço para as minhas avós amanha. Tenho de me levantar lá pás 4h30/5h para ir para lisboa. Devo-me deitar lá pás 2h, por causa do rapaz que vem dormir connosco e sai tarde do trabalho. Mais uma noite de 2/3h horas de sono.

Beijinhos.

p.s. ele perguntou por mim.





segunda-feira, 15 de abril de 2013

GAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH

Na 2ª feira a avó do meu rapaz teve um avc e ficou internada.
Na sexta-feira bati com  o carro do meu rapaz num carro parado (ao sair da garagem, pimbas).
Hoje de manhã a avó dele faleceu. Fomos ao velório e viemos jantar com os meus pais. Iamos os quatro até ao velório novamente e recebemos uma chamada da minha cunhada a dizer que o meu irmão tinha tido um acidente. Fomos a fugir para o hospital. Ele ia no carro com a irmã da minha cunhada e um cavalo atravessou-se à frente, assim do nada. Ele ficou inconsciente e ela não. Ela é que parou o carro, que continuou em andamento. Ela fez uns arranhões e ele foi há minutos atrás para lisboa. Está inchado e tem os ossos da cara partidos. Por momentos pensamos que o íamos perder, mas ainda cá está. Está consciente, mas com a cara toda tapada com ligaduras. Tem um traumatismo craniano (ou la como se escreve) mas crê-se nao ser nada de grave. A minha mae recebeu uma carta porque nao estava em casa a uma determinada hora e pode ficar sem o direito à baixa. Amanha é o funeral da avó do meu rapaz e os meus pais vao para lisboa. Eu estou a tremer e a odiar esta merda toda. A minha mae sentiu-se mal quando estavamos no hospital e foi internada. Já teve alta.

Meu deus. Já chega, nao?

sábado, 6 de abril de 2013

Avô. Meu querido avô.

Esta fase má da minha vida parece ter vindo para ficar durante um boooom tempo.

O meu avô faleceu. Sempre pensei que aguentasse mais uns tempos, mais uns dias.
Os médicos tinham avisado "pode levar umas horas, uns dias... mas não vai resistir".
Mas também disseram que não voltaria a falar ou a andar e ele, apesar de muito fraquinho, lá dava uns passinhos e soltava uma ou outra palavra, como "Oh pa" ou "Tá fri" (está frio).
Também disseram que a minha mãe não iria sobreviver (umas 3 vezes) e ela ainda cá está. Nunca pensei que fosse tudo tão rápido. Nunca pensei que fosse mesmo verdade.

Eram 16h30. Eu estava no comboio, de regresso a Faro. Tinha ido a Lisboa, à consulta com a psiquiatra.
"Filhota, não vais chegar a tempo", disse-me o meu pai ao telefone.
"Pede-lhe ao ouvido para esperar por mim, pai! Por favor!".
Mas já tinha falecido. Ninguém se atreveu a me dizer a verdade porque estava sozinha no comboio e ainda tinha quase duas horas de viagem pela frente. E ainda bem que o fizeram.

Cheguei a Faro e corri para o carro do meu rapaz, que me esperava de carro ligado e porta aberta para irmos o mais depressa possível para o hospital. Minutos depois, o meu pai liga-me. "Não vás para o hospital, vai para casa". E eu soube logo.

Meu querido avô. Meu doce e querido avô. Quantas saudades tenho eu de te ouvir chamar por mim, fosse onde fosse, estivesse quem estivesse, em alto e bom som "ó gatiiiiiiiiiiiiiiiiiiiinha!".
Quantas saudades tenho eu de me sentar ao teu lado às refeições, porque "este lugar é da minha gatinha". Na altura eu não gostava lá muito da ideia, porque implicavas comigo se não comesse tudo, roubavas-me a comida do prato, atiravas o guardanapo para o meu prato, beliscavas-me... Agora, quando olho para essas fotografias, em que estou ao teu lado com cara de choro, sinto saudades.
Que saudades, avô! Que saudades tenho eu tuas!

O 71º aniversário do meu querido avô.
Eu teria uns 7 e, para não variar, deveria estar chateada com o meu avô.
Reparem no ar de troça dele :P Boa coisa não me teria feito :P
A loiraça ao lado é a minha mana e deveria estar a dizer algo como "deixa a miúda e sopra as velas!"
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Que dor eu sinto, ao pensar que nunca irás conhecer o meu ninho, os meus filhos. Que dor tão grande é pensar que não estarás mais presente, que não irás implicar com a minha casa, como implicaste com a do meu irmão. Lembras-te, avô? Foi dois dias antes de teres tido o avc. Implicaste porque a casa "tem muitas portas, perco-me" e porque a sanita estava muito fria e te gelou o rabiosque hehehehe

Oh avô... que saudades! Que dor tão grande!


Uns dos muitos natais que passámos juntos.
Eu a fazer caretas como sempre e o meu avô a tentar  manter a postura


Eu sei. É a lei da vida. É uma autentica porcaria, mas não há nada a fazer.
Prometo-te que vou gozar a minha vida ao máximo e que vou cuidar da avózinha o melhor que puder. E da tua filha também.

Avôzinho, mais uma vez, peço-te que me perdoes por não te ter dito adeus, não ter estado presente quando partiste. Amo-te e amar-te-ei até ao fim dos meus dias.
Descança em paz.

11-11-1922
28-03-2013
90 aninhos



Mais recentemente, os meus avós maternos e eu. Natal de 2010.





domingo, 24 de março de 2013

Dor de cotovelo é tramada

Oh pa! Volta e meia lembro-me do que li e a insegurança (típica de minha pessoa) vem à tona.

.....
Ele "Se não fosse casado, eras a minha escolha" (não sei se ria, se chore lol).
Ela "Talvez tivesses sorte" (cabra)
Ele "Nunca se sabe ou tu" (tão fofo que é)

.......

    Ela"Estou à espera que fiques solteiro para namorares comigo"


    Bem feita. Quem mandou ler o que não devias? 

    Por outro lado, se isto der para o torto, que se lixe. Também não será isso que me deitará abaixo. Cagando e andando. 

    Ah, o meu avô está no hospital outra vez, mas deve sair hoje ainda. 

    A GAJA É MUITA GIRA E EU TOU COM DOR DE COTOVELO 
    lol

    Estou a tornar-me fútil e parva (se é que já não o era)

    Bem feita!
    46.5.

    sábado, 23 de março de 2013

    Dia off

    Resolvi tirar mais um dia para mim mesma, para respirar e mimar-me. E, acreditem, faz milagres.
    O simples facto de demorar mais um pouco no banho, o escolher cuidadosamente o que vestir, o arranjar o cabelo e a pele, o reaver amigos, o comer bolachinhas com chocolate, o namorar... todas estas pequenas coisas ajudam a auto-estima a subir e a sentir-me mais preparada para uma outra semana. E sabe tão, mas tão bem voltar a ter animo para fazer seja o que for!
    Amanhã repito a dose e, certamente, terei uma semana bem mais comestível.

    Além disso, o facto de se aproximar uma semana diferente também ajuda.
    Segunda e terça, explicações, fazer comida, limpar a casa, enfim, dois dias normais. Quarta é dia de retiro, o rapaz está de folga. Quinta e sexta lisboa (consulta na 5ª). Sábado e domingo Páscoa (não sei o que significa, mas duvido que se vá para o campo).

    Os meus pais não levam a sério as explicações que dou. Interrompem com telefonemas ou simplesmente abrem a porta para perguntar "queres um hambúrguer grelhado ou frito para o almoço?". E reclamam quando reclamo com eles. Também não se apercebem que a casa tem andado minimamente apresentavel, roupa lavada e passada, comida na mesa (incluindo a dos avós, que é sempre diferente à nossa), compras de supermercado feitas... junta-se isto às explicações e tenho os dias completamente preenchidos. Mas não... eu estou apenas desempregada, sem fazer nenhum da vida. Além disso, "todo o tempo que tens disponível é para ires ter com ele". Não é suposto eu querer estar com o meu namorado?
    Tenho mesmo de sair daqui. Estou desejosa pelo meu espaço, pela minha vida. No outro dia dei por mim a pensar "quando sair daqui vou-me dedicar a ter, pelo menos, 50kgs. Cansada de ter ar de miúda".
    Dá que pensar, não?